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Se acostume: as pessoas vão embora

Colunistas - Jared Amarante - 9 de setembro de 2016

A vida é uma é uma grande e incansável roda gigante, girando e mudando as coisas dia após dia. Mas quantos de nós estamos preparados para essas voltas? Quantos de nós aceitamos o novo? Quantos de nós sabemos a hora de ir embora? Nosso desespero, por manter tudo no controle, o tempo todo, faz com que sejamos infelizes.

Você, com o passar o tempo, começa a perceber que não pode ter o domínio sobre todos os acontecimentos, imagina então sobre os sentimentos das pessoas e dos seus próprios? Impossível decifrar todas as coisas do coração. Mas não é tão difícil, embora seja doloroso, reconhecer o momento onde vemos que tudo que esperamos do outro não está acontecendo e que por isso é hora de ir.

Ir se encontrar com suas próprias verdades. Ir se libertar dos medos sociais. Ir amar outra pessoa. Ir cicatrizar seu coração. Ir realizar novos sonhos. Ir se perdoar. Ir fazer novas escolhas e jogar coisas velhas na lata do lixo. Ir descobrir que você pode ser inteiro sem alguém.

Há pessoas que vão querer que estejamos distantes, mas nem por isso perdemos nosso valor. Há lugares que já não seremos tão bem vindos como antes, mas nem por isso todos os outros lugares do mundo perderam a graça. Há corações que estarão trancados para nós, mas não quer dizer que um dia não terá um disposto a nos amar. Como disse Saint Exupéry: “É loucura odiar todas as rosas porque uma te espetou”.

Assim não são pessoas?

Nada que não for recíproco lhe fará bem. Será que você entende isso? Então, tenha mais coragem de se distanciar, para que haja mais paz do que razão em sua vida. Essa é uma troca maravilhosa. A escolha é apenas nossa. Contudo, a verdade é que deixar coisas, lugares e pessoas, pode, mais tarde, nos poupar de muitos machucados, pois quem quer ficar, sinceramente, arrumará um caminho, quem não quer, sinceramente, falará uma desculpa.

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Fale da sua dor…

Colunistas, Felicidade - Jared Amarante - 20 de agosto de 2016

Fingir que não está doendo é ilusão. É jogar sujeira embaixo do tapete. Mas e quando vir à tona o que foi guardado e, temporariamente, esquecido? Como será sua reação? Todos passamos por desilusões, porém podemos voltar a enxergar sentido na vida, mesmo que algo, ai dentro, esteja doendo. A única forma de fazer um ser humano enxergar suas dores, nomeá-las e buscar uma solução, é permitindo-o falar o tanto que quiser…Fale da sua dor

 

Ás vezes, ou em quase todos os momentos, só queremos alguém que nos escute, que nos ceda um ombro ou que, simplesmente, nos abrace. No entanto, na correria do dia a dia, cada vez mais as pessoas estão profundamente ocupadas e correndo para lá e para cá. Mas já pensou quantas dores, mortes, depressões e doenças seriam evitadas se pudéssemos ouvir a dor de alguém e quando precisarmos termos alguém que também faça isso?

 

Estamos carentes de atenção, porque o capitalismo diz que o mais importante é acumular. Mas e quando a alma acumula mais feridas do que cicatrizes? Vale a pena? Com certeza necessitamos, na falta de alguém que nos ouça – até mesmo porque ás vezes somos nós que não conseguimos dizer nada -, buscar acalmar o coração, pois nada está tão perdido que não possa ser encontrado. Não há escuridão tão grande que dure a noite toda. Não há dor tão forte que não seja remediada. Tudo tem seu tempo!

 

É importante pensarmos na dor que habita em nós, porque ao senti-la conseguimos encontrar, aos poucos, sua origem, e assim, dia a dia, buscar ter mais calma, respeitar a sabedoria do tempo e do universo, dar liberdade àqueles que amamos, porque sabemos que ninguém é propriedade de ninguém, acreditar que a positividade é o melhor caminho. E, mesmo doendo tanto, ter a convicção de que todas as coisas, ao final, servem como aprendizado. Sempre há uma resposta quando somos pacientes.

 

Portanto, nesse intervalo entre a ferida aberta e a cicatriz, é imprescindível que a gente se conheça melhor, trace novas rotas, perdoe o próximo, sonhe mais alto e, acima de tudo, reflita sobre o que diz Lao Tsé: Aprenda a confiar no que está acontecendo.Se há silêncio, deixa-o aumentar, algo surgirá. Se há tempestade, deixa-a rugir, se acalmará

 

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O AMOR SEMPRE CHEGA

Colunistas, Felicidade - Jared Amarante - 12 de agosto de 2016

Você sabe que nada está realmente perdido, não é mesmo? Você sabe que nenhuma dor machuca demais a ponto de nunca ser remediada, né? Você sabe que por mais saudade que sintamos, ainda assim, não morremos, correto? Você sabe que mesmo tendo sido “deixado”, nem todas as pessoas farão o mesmo, tudo bem? Você aprende que tudo nessa vida passa, entende? Você começa a aceitar que antes de amar alguém deve amar a si, ok? Você, então, concorda que muitos lhe machucaram, mas um dia chegará àquela pessoa que não fara isso, beleza? O amor sempre chega…

E é com tantas interrogações, porque a vida é feita de mais perguntas do que respostas, que as coisas vão fazendo sentido em nosso dia a dia. Já reparou nisso?

Um dia chegará àquela pessoa que vai desejar estar ao seu lado em silêncio, e mesmo assim terão bons momentos juntos. Que vai te ligar a qualquer horário só para dizer que estava pensando em você, sem cobranças e excesso de carência. Que terá todo cuidado do mundo ao proferir uma palavra, porque não quer magoar seu cansado coração. Mas essa será uma pessoa também com defeitos, mas disposta a dar o melhor para o relacionamento. Isso já faz uma grande diferença!

Essa mesma pessoa, quando chegar, estará animada para sair na chuva e te encontrar. Não se importará em ter apenas dez reais para tomar uma casquinha, pois o que importa é a companhia. Que sentirá prazer e calmaria quando os corpos se encontrarem, o que apenas ajudará a aquecer o coração e a alma, já que a caminhada a dois nunca será fácil, porém sempre será incrível e repleta de aprendizado. Porque há mais dos outros em nós do que podemos imaginar.

Será esse um ser humano que conhecerá seus pontos fracos e fortes, mas nunca irá usá-los para lhe punir ou menosprezar-te. E quando você estiver bem, ou não, lhe dará a mão para que acredite no seu potencial e volte a realizar sonhos. Juntos vocês aprenderão mais sobre o amor e a lealdade, seja tolerando o atraso, o estresse, as diferenças. Esse alguém fará você se renovar, e vice e versa.

No meio de tanta confusão, esse mesmo alguém, vai te acalmar e olhar nos olhos e dizer que não quer ir embora, mas que aceita suportar a tempestade ao seu lado. E quando isso acontecer você descobrirá que diante de uma soma de desilusões sempre será possível crer no amor de outro coração. Nós nascemos para amar.

Sendo assim, alguém ainda vai te desejar quando lhe ver com o cabelo despenteado e as cutículas mal feitas. Alguém vai despertar o seu melhor apenas com um olhar e meia dúzia de palavras encorajadoras. Alguém que vai querer, todo dia, conhecer um pouco mais das suas opiniões sobre a vida. Alguém que vai te olhar por dentro e jamais pedir que você mude, mas que seja o seu melhor, e assim terá o melhor do outro. Porque o amor é simplesmente um verbo: CUIDAR.

 

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E se você for esquecido?

Colunistas, Felicidade - Jared Amarante - 4 de agosto de 2016

Qual é o legado que queremos deixar para as pessoas? Quais são nossos maiores medos? Por que temos a necessidade de atenção? Por que alguma pessoas, em busca de aplausos, são capazes de coisas absurdas e desumanas? Atitudes que podem ir desde um assassinato até o sepultamento do amor-próprio, o que com certeza deve ser considerado uma grande perda, porque o amor-próprio não deve ser arrogante, mas também não pode ser ausente. A vida é feito no equilíbrio de todos os sentimentos.

No entanto, em busca desse equilíbrio existem aqueles que farão de tudo para não serem esquecidos. Talvez porque estão sempre dependendo de elogios? Talvez porque confundem carência com amor? Talvez porque nunca tiveram atenção dos pais e buscam isso nos amigos? Talvez porque o rosto não é como o da modelo da revista que tem gratuita atenção de multidões? Talvez porque estão, todo dia, nos dizendo que ser como somos não é o suficiente e nunca será? Triste época!

Não é um crime, tão pouco um pecado, querer ser reconhecido por seus esforços e talentos. Contudo, não se pode deixar-se perder no meio do caminho, ou seja, nem todos vão achar nossas atitudes extraordinárias, mas não significa que não somos realmente brilhantes. Mais vale reconhecer que continuamos especiais sem o aplauso de todos do que desistirmos de nós porque esse ou aquele não viu o quão habilidosos fomos ao realizar algo.

A sinceridade e a beleza da nova geração está sendo perdida aos poucos, principalmente quando vivemos a espera do que o outro vai dizer ou aprovar. Isso é tão triste! Um veneno! O mais importante é ser amado por quem nos conhece e deseja nosso bem, os demais são apenas estranhos.

Sair no jornal, receber curtidas e elogios, não significa felicidade ou exaltação, porque lá, geralmente, nas redes sociais ou numa conversa de cinco minutos na balada, não estão as pessoas que mais amamos, por isso quase nunca faz – ou não deveria fazer -, diferença o que elas dizem, pois ao término da última música já seremos esquecidos.

Ser menos amado ou menos especial não tem nada a ver com fama e holofotes, e sim com os momentos que você compartilha com as pessoas que fazem seu coração bater mais forte e seu sorriso alargar. Desta forma, se não é um país inteiro que lembra de você, fique tranquilo, porque em algum lugar do mundo, às vezes até bem perto, existe alguém que te ama de todo coração. Isso é tão valioso! É impagável!

Não seja escravo das multidões, porque elas irão te “amar” pelo que você tem, ou até quando terá para oferecer, isto é, não é um sentimento verdadeiro, mas de certo interesse. Portanto, não queira ser amado por todos, e nem viva esperando isso, mas queira ser amado por poucos, de repente, por um, desde que seja profundamente. Isso é como ser aplaudido de pé pela vida.

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Deixe as folhas caírem…

Colunistas, Felicidade - Jared Amarante - 29 de julho de 2016

Muitas árvores passam um bom tempo observando os viajantes, que somos nós, insistentes em se apegar ao velho passado, até que o dia chega e as folhas, uma a uma, começam a cair para que um novo tempo surja, com oportunidades melhores, sonhos renovados, abraços mais quentes, desculpas pedidas e, principalmente, muita coragem para viver cada circunstância sem sermos vitimas o tempo todo.

Mas será que todos aceitamos a dor de deixar as folhas caírem?

Será que deixamos cair aquele trabalho que já não traz mais satisfação? Será que deixamos cair aquele relacionamento que faz mais mal do que bem? Será que deixamos cair o medo e construímos mais sonhos? Será que deixamos cair o pessimismo e renovamos, dia a dia, nossa fé? Será que deixamos cair o amor-próprio para satisfazer o outro?

Não temos a vida inteira pela frente, porque no passado e no futuro não se realiza nada. O que nos foi dado, como um presente divino, é o hoje, que nos permiti, a cada instante, mudar tudo para sempre. Você acredita nisso ou ainda pensa que as folhas não devem cair?

O sacrifício é necessário quando queremos ser mais belos, inteligentes, cultos e elevados, isso em todos os aspectos da vida humana. Contudo, qual é a nossa disposição para renunciar o hoje em prol do que virá daqui a pouco? Mudanças sólidas acontecem mais pela perseverança e paciência do que por qualquer outra habilidade.

Lembre-se de que a vida é feita de escolhas, assim como as árvores escolhem deixar suas folhas caírem, porque sabem – precisamos também aprender -, que ao tocarem o chão já não são mais as mesmas. Pensar assim nos torna capazes de perceber que há, nessa existência, um tempo necessário para todas as coisas. Mas, também, esse mesmo tempo, nunca voltará e nunca será o tanto que gostaríamos.

Por isso e, por favor, deixe as folhas caírem…

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Por que você perde tanto tempo?

Colunistas - Jared Amarante - 15 de julho de 2016

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Você não pode achar que a vida é fácil e que todas as pessoas farão o que seu coração acredita ser o certo e justo, tão pouco deve enlouquecer com a ideia de que cairão presentes do céu para transformar o seu dia. Sabe o que a gente tem que fazer? Se permitir ser gente. Gente que cai e levanta. Gente que para e recomeça. Gente que cansa, mas não desiste. Gente que espera mais de si do que dos outros. Gente que não perde tempo.

Aprecie cada momento e mergulhe em sua alma, só assim poderá perceber se vale a pena investir suas energias em um projeto ou relacionamento, lembrando que cada escolha tem uma consequência. Tudo que é feito com extrema dedicação, em algum momento, retornará como beneficio. Não estamos falando de milagres, mas de ação e reação, e essa é a lei mais forte e real que permeia o universo. Universo esse que fazemos e somos parte.

Você acredita nisso?

É importante amarmos e termos zelo por aqueles que nos cercam, mas sem confundir as coisas, isto é, cada pessoa é livre e deve escolher aquilo que considera melhor para sua vida, ainda que não concordemos. Afinal, bonito é aconselhar, não determinar. Bonito é amar, sem possuir. Bonito é deixar livre e esperar que volte, mas se não retornar, que você continue feliz, porque bonito é amar, mas lindo é sentir que tudo é recíproco. O contrário disso não é tão belo.

Não perca seu tempo se doando mais do que é capaz, porque há pessoas que, por carência excessiva e medo, irão lhe responsabilizar, a cada situação, por fazê-las feliz. Isso, certamente, é tão absurdo quanto acreditar que você realmente tem a obrigação de dar para alguém o que deve existir dentro de cada ser. Perceba que todo mundo só oferta o que tem, e é assim que a vida permanece em harmonia.

Amar não é aceitar tudo.

Siga sempre incansável em busca de seus sonhos. Lembre-se que o tempo cura tudo, mas também pode mudar tudo. As coisas que voltam, se voltam, nunca retornam como antes, mas podem vir melhores, ou não. Contudo, compreender que o tempo é algo que nunca teremos na quantidade que gostaríamos, nos faz viver como disse Albert Einstein: Só há duas maneiras de viver a vida: a primeira é vivê-la como se os milagres não existissem. A segunda é vivê-la como se tudo fosse milagre.

O que você escolhe?

 

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Para o meu grande e novo amor

Colunistas - Jared Amarante - 8 de julho de 2016

Já pensou em como será a próxima pessoa que fará seu coração disparar mais rápido? Será que ela gostará dos mesmos filmes? Será que irão olhar as estrelas e contá-las como um casal verdadeiramente apaixonado? Ou será que vão, por imaturidade e medo, repetir os mesmos erros de relações anteriores? Antes de responderem essas perguntas, compreendam que pessoas inteiras vivem as melhores experiências a dois, ou seja, não espere do outro o que já deve existir em você: amor.

A realidade de um relacionamento pode parecer muito complexa, mas podemos torná-la simples se aceitarmos que cada um tem um jeito de ser, e que todos, em algum momento, já acordamos de mau humor, mas isso não pode estragar nosso dia. Em algum momento já nos recusamos a fazer isso ou aquilo, mas ainda assim não se pode permitir com que detalhes destruam a beleza dos sentimentos. É preciso mais paciência do que qualquer outro dom para se conviver com outra pessoa, lembrando sempre que você pode estar magoado, mas não tem que ser cruel.

A vida sempre foi feita de mudanças, e estas podem ser pessoais, profissionais e financeiras. Por isso, ao nos envolvermos, precisamos estar atentos a esses percalços, pois para ser feliz ninguém precisa ser rico, mas a falta de dinheiro, sem dúvidas, desgasta sentimentos, trazendo sensação de impotência e desestrutura familiar. Sendo assim, talvez nosso grande amor não precise ser milionário, mas no mínimo terá que ter uma fé impagável. Isso, aliado a atitudes corajosas, será suficiente.

Um relacionamento onde a preocupação é quem está certo ou errado, com certeza, pode naufragar, porque o bonito, saudável e justo é admirar as qualidades e anseios do parceiro, vendo-o como um ser humano passível de quedas e vitórias. O amor é generoso, mas não aceita tudo, e se aceita, há insegurança, medo e posse, menos amor. Então, que o nosso grande amor, novo e até velho, se preocupe em dialogar, porque isso poderá curar muitas coisas.

Querer sentir e achar que nunca vai se magoar é ilusão. Mas deixar de arriscar, de repente, é uma forma de negar o amor, ou não. A questão toda é saber a hora de ir e ficar. O amor não existe na pressa. Portanto, se ame muito para reconhecer a hora em que seu grande amor chegará. Mas, por favor, quando chegar, lembre-se do que disse Clarice Lispector: Ou toca, ou não toca.

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A vida nos manda seguir…

Colunistas - Jared Amarante - 1 de julho de 2016

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Quantos de nós compreendemos o que fazer diante da vida que nos foi dada? Essa talvez seja uma grande pergunta, mas com bastante dificuldade para ser respondida. Contudo, é inevitável que, cedo ou tarde, tenhamos a consciência de que bem ou mal, devemos continuar vivendo, reconhecendo que somos nós os responsáveis por lamentar ou se levantar.

Apesar do tamanho da saudade, apesar do quanto gostaríamos de mudar o outro, apesar de quantas coisas ainda nos faltam, apesar de ter que acordar cedo e já se sentir cansado, apesar da solidão de mãos dadas, apesar das contas altas, apesar da vontade de amar e não ser correspondido, apesar dessas e de tantas outras coisas, a vida só nos pede que continuemos andando.

Somos sujeitos nessa existência a amar e desamar, perder parentes e reconquistá-los, cair e levantar, enxugar as lágrimas e trocar de sonhos, despedaçar corações e termos o nosso partido, amar e não ser correspondido, desistir e recomeçar, esperar e cansar, entre tantas outras coisas que, simplesmente, chegam como lições de uma frágil vida a nós apresentada.

Então, que sejamos bem vindos, mas sem esperar que tudo seja um mar de rosas.

Não podemos achar que tudo irá bem sempre, mas podemos, sempre, estar dispostos a mudar as circunstâncias, por meio de uma fé que nos faz inabaláveis, entendendo que não há vitoriosos e perdedores, e sim pessoas que lutam e pessoas que desistem.

Quantas vezes você já refletiu sobre isso?

A vida pode parecer um grande mar de desorientação e incertezas, mas devemos enxergá-la como uma oportunidade milagrosa, e assim celebrarmos vitórias, amarmos enquanto temos por perto, realizarmos sonhos, sermos gratos e, a cada dia, não se comparar aos outros.

Temos que aceitar nossas emoções e entendê-las, acreditando que nada é eterno, por mais que gostaríamos que fosse. Por isso, temos o agora para sonhar, ouvir novas músicas, servir ao próximo e sentir amor sem esperar nada em troca, por mais que pareça justo e belo ser retribuído.

E assim, vivendo um dia de cada vez, ao final, perceberá que seu grande medo nunca foi envelhecer, e sim envelhecer cheio de arrependimentos.

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Desculpa, mas não sei o que é o amor

Colunistas - Jared Amarante - 24 de junho de 2016

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Essa é uma existência cheia de altos e baixos. Entendidos e mal-entendidos. Encontros e desencontros. Mas e quando é necessário pedir perdão para si mesmo e seguir em frente? Quando é necessário reconhecer que não sabemos de tudo? Quando é imprescindível aceitar que o amor – o mais lindo sentimento -, nem sempre é tão justo?

Sim, é isso mesmo. Quem nunca refletiu sobre isso? Às vezes acho que o amor é aquele primeiro olhar apaixonado na adolescência. Aquele gole de coca gelado quando você está desesperado de sede. Aquela roupa dos seus sonhos. Aqueles maravilhosos elogios que te completam por cinco minutos.

Mas o tempo vai passando e você vai percebendo que o amor pode ser muita coisa, ou nada. Só sei que ele é injusto, ou justo demais. Contudo, talvez a questão toda não tenha a ver com a nobreza desse sentimento, e sim com a atitude das pessoas quando pensam que amam.

Talvez estar apaixonado seja um tipo de amor. Talvez gostar seja um tipo de amor. Talvez sentir atração seja um tipo de amor. Talvez tudo isso seja uma ilusão, ou não. Talvez o amor seja a convivência. Talvez o amor seja passageiro. Talvez o amor seja o eterno enquanto dure. Talvez o amor já não esteja em todos os corações.

O verdadeiro processo para conhecer o amor, de repente, começa dentro de nós. Será?

Cada indivíduo deveria dar asas à imaginação. Ampliar conhecimentos. Trocar as roupas do armário. Colorir os cabelos. Andar descalço na rua. Tomar banho de chuva. Desistir de um curso para fazer outro que sente mais prazer. Já pensou se não são, todas essas coisas, que lhe farão conhecer o amor?

Nunca devemos confundir carência com amor, até mesmo porque isso pode se tornar uma doença, e as pessoas não são obrigadas a corresponder nossos sentimentos e expectativas. Não se agarre a primeira coisa que você vê pelo caminho, pois isso lhe fará continuar sem conhecer o amor.

Não tenha pressa para amar e ser amado, mas tenha urgência para se conhecer. Se encontrar. Se conectar com sua verdadeira essência. Então, vá ser feliz com você mesmo. Por que não?

O amor pode demorar a acontecer, mas ele um dia chegará, até lá, por favor, queira se amar muito mais. Não dependa do outro. Queira alguém que some, ao invés de se desgastar com uma pessoa que arranca suas esperanças.

Jamais se esqueça de que ser corajoso implica muitas coisas, inclusive amar.

É uma escolha de cada um.

Por isso, me desculpe se eu não sei amar.

Você sabe?

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Por que você quer mudar o outro?

Colunistas, Felicidade - Jared Amarante - 17 de junho de 2016

Nessa vida há muitas coisas que nos faz sentir que somos inúteis. Mas a maior delas é a tentativa de tentar muda o outro, ou seja, de fazê-lo tornar-se o que achamos ser o certo. Ajudar alguém a ser melhor é uma coisa, querer moldá-lo como esperamos é algo muito ruim.

Ninguém quer abandonar quem ama na primeira tentativa, mas também não dá para ficar a vida toda insistindo, orientando e pedindo que a pessoa entre por outro caminho. Na verdade, nossa sede de mudar o outro é tão grande que apelamos para os psiquiatras, médicos, pastores e até mesmo Deus.

E quando isso acontece, nos frustramos por ver que as pessoas apenas oferecem o que podem e são. Os seres humanos, todos os dias, são influenciados por milhares de fatores externos, e eles tomarão como verdade para si aquilo que for mais conveniente, mesmo que você o ajude e explique um novo caminho milhões de vezes.

Ainda nessa questão, é imprescindível aceitar que às vezes estamos tentando mudar o outro porque gostaríamos de ver nele algo que não tivemos coragem de ver em nós. Isso é culpa e não amor! Será que não queremos mudar o outro por não conseguir mudar a nós mesmos?

Ninguém quer desistir de ninguém, mas e quando insistir é uma perda de paz e energia?

O que podemos fazer é, por meio de palavras e atitudes, lançar uma luz na vida de quem nutrimos afeto, mas nunca segurar em sua mão e obrigá-lo a percorrer esse ou aquele caminho.

Outra coisa muito importante é entendermos que cada um tem um tempo para amadurecer, e às vezes machucamos as pessoas querendo que elas sejam o que ainda não estão preparadas para ser. Isso não é amor, e sim egoísmo!

Lembre-se que o sol nasce para todos, mas alguns demoram a reconhecê-lo. No entanto, às vezes queremos fazer pelas pessoas coisas que elas não nos pediram. E aí depois o coração quer um acerto de contas.

Desta forma, caminhe para ser o melhor que pode para alguém, sem achar que você detém toda a sabedoria, seja porque é pai, mãe, doutor em psicanálise, servo de Deus, etc…

Entenda: cada um tem o seu limite. E você não deve ultrapassar os seus para mudar ninguém. Mas se preocupe em mudar você e em ser melhor. Melhor que ontem, hoje e amanhã.

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