
Música e meditação no escuro
21 de setembro de 2016
Para viver a dois, antes, é necessário ser um
30 de setembro de 2016Não importa o quanto tenhamos amor por alguém se esta pessoa não nos quer. Não importa o quão extensos sejam nossos desejos se a pessoa “amada” não nos quer. Não importa o tamanho e a força das nossas esperanças se o outro não se importa. Sabe o que é? Não podemos forçar ninguém a ser como gostaríamos, né? E a pergunta ressoa: o que fazer quando não recebemos amor?
Essa é uma verdade cruel de aceitar, mas a vida não é assim? Nunca saberemos se um relacionamento vai dar certo ou não, por isso precisamos correr o risco. Mas até quando? Por toda a vida, eu diria. Até mesmo porque cada pessoa é diferente. Ou será que ter medo de sofrer e ficar paralisado é, também, uma forma de negar o amor?
Precisamos parar com tanta idealização, pois expectativa sem sabedoria pode ferir. Mas como viver sem expectativas? Calma, não se trata de deixar de viver ou se relacionar, e sim de ter passos mais lentos, compreendendo que cada um tem uma forma de ser, de sentir, de demonstrar. Por que, então, nos desesperamos tanto?
O amor verdadeiro, sinceramente, só existe na reciprocidade, porque o contrário disso é absolutamente desgastante e desumano. Por isso, saiba ter paciência em um relacionamento, mas não aceite tudo. Saiba agradar, mas espere receber o mesmo, ou alguma coisa está errada. Saiba reconhecer as qualidades, sem ter que apontar os defeitos do outro em todas as brigas. Saiba ir embora se for necessário. O amor não existe nas migalhas.
Não se deve insistir quando o outro não quer. Não se trata de ser fraco, mas de ter amor-próprio. Olhe bem as coisas e você perceberá que quando alguém quer ir embora, esse, aos poucos, vai deixando de ligar, de perguntar do seu dia, de dizer que está com saudade, de demonstrar, até que um vazio se instala.
E aí você começa, depois de muitas tentativas, a cansar e decide ir embora, pois não aguenta sofrer por alguém que não tem olhos voltados para você, seus sonhos e sua vida. Desta forma, só se pode entender que o amor mais lindo é aquele retribuído, ou não fará bem.