Postagens sobre mudanças

Como encontrar a felicidade em meio ao caos

Felicidade - Carolina Zambelo - 10 de maio de 2019

Já faz um tempo que Chirles me convida para estrear como colunista do Felicidade Sustentável. Mesmo transbordando de alegria, não me sentia apta a escrever sobre o assunto, uma vez que há meses venho mergulhada no mais profundo caos e confusão emocional. Pensei: “Como posso incentivar alguém a buscar sua felicidade, se eu mesma estou mais perdida que o cachorro que caiu da mudança?”. Mas sua última mensagem coincidiu com alguns acontecimentos que me convidaram ao recolhimento. O resultado desse processo é o meu primeiro texto. Continuar Lendo

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POR QUE NÃO FAZEMOS A MUDANÇA QUE NOSSA ALMA DESEJA?

Felicidade - Chirles Oliveira - 22 de fevereiro de 2017

O título “Por que não fazemos a mudança que nossa alma deseja? ” foi a pergunta que abriu o bate papo que minha querida Andréa Bisker e eu conduzimos na 1a Confraria dos Repensadores de 2017, a semana passada.

Todos estamos vivendo um momento de transição de valores e crenças há uns bons anos. Sabemos que as mudanças são profundas e estão levando a sociedade para caminhos pouco conhecidos e, o que é pior, que elas chegaram à nossa mesa de jantar. Compreendemos já que não tem como fugir. Muito de nós vem estudando, lendo, ouvindo e discutindo para se informar e entender melhor o que se está passando no mundo. A cada palestra assistida, a cada livro lido, a cada workshop participado a experiência nos leva para a melhor compreensão daquilo que já sabemos. Vivemos reafirmando que precisamos mudar e não o fazemos. Porque?

Um motivo que está sendo bastante trabalhado é o medo, que eu chamo medo da escassez. Nossa mente é capaz de criar realidades de toda espécie, e quando se refere a nos prevenir, ela é experta o suficiente para criar aquela que mais nos apavora. Independente de qual seja a falta que mais te assusta, o medo de não ter, de não dar conta de uma necessidade, o medo de ser esquecido… ele supera a tua consciência da urgência em mudar.

Como segundo motivo identifico a consciência que estamos adquirindo que, para realizar a mudança teremos que modificar a referência de nós mesmos. E é aqui que creio estar um dos maiores nós. Fomos criados numa sociedade hierarquizada na qual o possuir era parâmetro de sucesso. O escalar hierarquias corporativas significava inteligência e brilhantismo. O empreender grandes e importantes negócios representava relevância social. O high society era o parâmetro do que é ser lindo e feliz. A nossa imagem tanto social como pessoal esteve, e ainda está, associada a estes modelos sociais. Podíamos aceitar que eles estavam longe de nós e buscar posições alternativas, mas aqueles ícones continuavam guiando a nossa avaliação sobre nós mesmos e sobre os outros.

Talvez em resposta à insatisfação que não calava dentro de nós, fomos valorizando o sentido de felicidade nestes tempos modernos e isso nos trouxe um olhar mais filosófico para nossa existência. Começamos a desmistificar o high society e tudo que esse reino distante representa, buscamos alternativas em modelos que consideramos mais modernos e cools; mas, ainda, no momento delicado e frágil em que nos colocamos perante o outro, as velhas e persistentes estruturas que dizem quem é uma pessoa de valor na sociedade, nos trazem segurança ou a tiram de nós.

Quem eu sou, passa pela minha identidade social, pela forma como os outros me vem e me avaliam. Ter o cuidado com essa avaliação considero normal já que somos seres sociais. O que devemos lembrar que se por um lado vivemos o conflito entre fazer o que nossa alma deseja e continuar o modelo social regente – a clássica ambiguidade dos tempos de transição – quando nos colocamos no papel de sociedade somos ferozes julgadores daqueles que como nós, só querem tentar novas formas de vida.

Há outra dor, talvez a mais profunda que nos impede de seguir os desejos da alma: o julgamento que fazemos com nós mesmos. Sim, a sociedade nos julga com parâmetros e estruturas obsoletas, que de tão velhas parecem as vezes até caricatas, mas o quanto cobramos de nós mesmos o sentido de sucesso e vitória prometido aos nossos pais, à vida, ao teu olhar no espelho? Este sim, acredito ser o nosso maior algoz. O quanto nosso sentido de vitória ainda está atrelado aos velhos modelos? O quanto o fracasso associado a esses modelos, te assustam?

O Movimentos Humano A Desestruturação está em nossa volta evidente e claro, nem preciso mais explicá-lo aqui; agora chegou a hora de deixá-lo agir nas nossas crenças que regem quem eu sou. As referências que guiam nossa identidade. Desestruture o conceito que você tem de você bem-sucedido na vida e deixe teu Sentir conduzir essa nova construção do Eu. Compreenda que o mundo mudou, que não há caminhos certos nem errados, e que todos nós estamos tentando, cada dia um pouco mais, viver o que nossa alma deseja.

Mulher, peruana radicada no Brasil desde 1985, casada pela segunda vez, sem filhos por opção, embora considere que a maternidade lhe faria uma pessoa melhor; dona de casa e empresária, viajante inveterada, espiritualista, admiradora da espécie humana e toda sua idiossincrasia. Da publicidade, sua profissão original, trouxe a criatividade para romper com formas e padrões da pesquisa tradicional aprendidos em quase 30 anos como pesquisadora; da pós graduação em marketing e administração, trouxe a estrutura para empreender no Brasil, criando a Behavior em 1997.

Esse texto foi compartilhado em parceria com a Behavior

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Você tem medo de mudanças?

Colunistas - Jared Amarante - 18 de novembro de 2016

 Todos os dias temos a oportunidade de mudar tudo para sempre. Mas, quantas vezes pensamos assim? Temos nos preocupado mais com o que as passarelas mostram? Temos olhado mais para o outro ao invés de aperfeiçoarmos nosso interior? Temos sido negligentes com a inteligência que nos foi dada? Temos sido ingratos com o ar que respiramos? Temos desacreditado de nós mesmos só por que não aparecemos nas capas de revista ou não temos, ainda, – e nem precisamos -, os últimos lançamentos do mercado?
Que todos possuem um estilo de vida, isso é fato. Porém, não pode ser um fato aceitarmos substitutos, ou seja, menosprezarmos a nós mesmos a ponto de buscar nas roupas, maquiagens ou revistas, um antídoto para a baixa estima. Nossa louca e desenfreada forma de compensar o sentimento de inferioridade tem nos levado a ficar a margem de nossa capacidade e talentos. Já pensou sobre isso?       Não  seria muito mais nobre mergulharmos no que há de melhor em nós ao invés de tecermos comparações?
Essa ideia de que mais dinheiro é bom, mais sapatos é bom, mais roupas é bom, mais parceiros é bom, mais carros é bom, mais produtos é bom, tem nos levado a repousar em manjedouras do conformismo intelectual, pessoal e profissional, enquanto o capitalismo se deita em berço esplêndido.
Por isso, perde-se a visão do que realmente importa nessa vida, deixando-nos desorientados quanto ao nosso propósito existencial que, sinceramente, deveria ser conhecer e aceitar a imagem no espelho, ao invés de querermos ser mais uma cópia. Será que Willian Shakespeare, quando disse que ao nascermos choramos por que chegamos a esse imenso cenário dementes, era um vidente?
É claro que todos possuem suas crenças; crenças que podem vir da infância, adolescência e, para quem crê, de outras vidas. No entanto, talvez não precisemos ficar presos a esses padrões, e sim acreditar na transformação, pois todos somos borboletas em potencial. A diferença é que alguns, por apenas se vitimarem, serão eternas lagartas.
Um dos mais tristes erros humanos é acreditar, diante de determinadas situações, que não se é mais nada, isto é, se vê como o produto do momento, para ser consumido e fazer dos outros mercadoria. Trágica contemporaneidade, que deixa nossos corações aflitos, porque é necessário, urgentemente, perceber que o acaso não existe. O que existe são vítimas ou autores da própria história. Quem você escolhe ser?
Que possamos então, diante do que se diz ser um estilo de vida – porque cada um tem o seu -, se culpar menos por cair, mas usar os tombos como degraus da evolução. Que saibamos, também, que a felicidade plena e a tristeza absoluta não existem, mas ambas são capazes de nos fazer amadurecer. Que tenhamos mais coragem de abandonar o que, de fato, está cansando nossa alma, porque, do contrário, iniciaremos, a cada manhã, a passeata pela inferioridade, esquecendo, assim, que somos o melhor molde de nós mesmos, ainda que digam ao contrário. 
Existe, para nós, apenas o hoje, e esse hoje pode ser uma carta enviada todos os dias ao nosso coração, cujo remetente é o destino, dizendo-nos que, simplesmente, somos aquilo que atraímos. E o que estamos atraindo, sem dúvida, é o que, cedo ou tarde, nos tornaremos: lagartas ou borboletas.
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