consumo sustentável

6 Posts Back Home

Qual é a sua visão de mundo?

Você já parou para pensar onde exatamente está circunscrito o mundo em que você vive e se relaciona e àquele das suas preocupações, seja com os outros ou com o planeta? Afinal, qual é o conceito do seu ‘local’, em contraponto ao global? É de se pensar se ainda cabe essa divisão, afinal a revolução dos meios de comunicação e da informação nos tornou conectados de forma planetária. Em instantes sabemos o que acontece do outro lado do mundo e, nos sensibilizamos com temas como guerras, refugiados, furações, armas nucleares, atentados, etc. Também em razão à globalização e essa conexão houve uma mudança na maneira como as empresas organizam seu processo produtivo. Hoje, algo que compramos, dificilmente passa por menos de 3 países ao longo do seu processo de produção. O nosso tão simples chinelo, aquele no estilo Havaianas, teve seu trajeto traçado desde a exploração da matéria prima, que…

Schumacher College – Uma escola sustentável

Por Regina Hostin* Viagem de estudos De Londres até Totnes, no sudoeste da Inglaterra, são mais ou menos 3 horas e meia de viagem de trem. Mas você nem sente o tempo passar. A paisagem é linda. Aos poucos o mar e o verde vão formando um novo cenário e você entra em contato com uma outra Inglaterra. A estação de Totnes é um charme. Pequenininha. E os taxistas, simpatíssimos. Já ali você começa a se sentir em casa. São vários os motivos que atraem os visitantes a este pedaço do universo, talvez ainda pouco conhecido. É possível estudar inglês em Totnes, sem estar cercado por muitos brasileiros, e também aprender mais sobre Cidades em Transição (Totnes é a primeira cidade em transição do mundo). O movimento foi criado pelo inglês Rob Hopkins com o objetivo de transformar as cidades em modelos sustentáveis, menos dependentes do petróleo, mais integradas à natureza…

Que venha o outono com sua riqueza e sabedoria

Que saibamos apreciar a riqueza de cada estação e o novo ciclo É tempo de observar a natureza. Observar os ciclos da terra. Observar a sabedoria das árvores e a riqueza do solo. Que recebamos o outono com sua riqueza e sabedoria. É hora da transição entre a euforia do verão para o recolhimento do inverno. É tempo de colheita, de acolher, de guardar para o frio, e de agradecer por tudo que nos foi dado até aqui. De honrar nossas conquistas, nossa família, nossos antepassados, nosso ser com suas dores e sombras, luzes e paz. É momento de introspecção e silêncio. É tempo de ventos, ventanias, de brisas e de movimentos sutis. É hora de ir para caverna e encontrar o conforto nos braços da Grande Mãe. É hora de entrega, de desprendimento, de deixar as folhas cair e nutrir o solo para o que estar por vir. Entramos…

A Carta do Cacique Seattle, em 1855

Em 1855, o cacique Seattle, da tribo Suquamish, do Estado de Washington, enviou esta carta ao presidente dos Estados Unidos (Francis Pierce), depois de o Governo haver dado a entender que pretendia comprar o território ocupado por aqueles índios. Faz mais de um século e meio. Mas o desabafo do cacique tem uma incrível atualidade. A carta: “O grande chefe de Washington mandou dizer que quer comprar a nossa terra. O grande chefe assegurou-nos também da sua amizade e benevolência. Isto é gentil de sua parte, pois sabemos que ele não necessita da nossa amizade. Nós vamos pensar na sua oferta, pois sabemos que se não o fizermos, o homem branco virá com armas e tomará a nossa terra. O grande chefe de Washington pode acreditar no que o chefe Seattle diz com a mesma certeza com que nossos irmãos brancos podem confiar na mudança das estações do ano. Minha…

#Oquefazvocêfeliz? Vamos analisar esta questão?

Será que precisamos realmente de tudo o que compramos? No filme “Os delírios de consumo de Becky Bloom”, vemos uma representação, de certa forma bem humorada, do “american way of life”, ou melhor, do estilo americano de viver. Mas, claro, não é uma representação apenas da sociedade americana. Esse estilo está disseminado de forma global e várias culturas baseiam-se nessa corrida  às compras desenfreadas como sinônimo de alívio de tensões, prazer e satisfação. Trabalhamos duro, suamos a camisa para ter momentos de satisfação nas compras. Exagero ou realidade? Compras, cartões de crédito, impulsos, vitrines, foco na aparência. Armadilhas bem estimulantes vendidas como propagadoras de felicidade. Ou, ainda, como qualidade de vida. Sim, somos envolvidos desde crianças pela cultura do consumo, no universo de shopping, lojas, moda, modismo, gostos e não gostos. Influências vindas de nossa casa, da escola, dos amigos, dos meios de comunicação, do cinema, enfim, de todos os…

Entendendo como tudo começou…

O discurso da sustentabilidade, oriundo de grupos minoritários até então ─ambientalistas, militância anticorporação, movimentos sociais, etc. ─ começa a ocupar espaço privilegiado, conquistar a grande mídia e a agenda internacional, sobretudo, a partir da conferência ECO-92. Ao entrar para o mainstream, a sustentabilidade desponta como nova tendência, capaz de influenciar as ações de governos, empresas e indivíduos. Nossa correlação com o meio ambiente fica cada vez mais evidente e ignorar esse fato é uma missão quase impossível. Afinal, estamos sentindo na pele todos os efeitos das mudanças climáticas. Nesse contexto, o discurso da responsabilidade social empresarial e do consumo dito consciente pode ser entendido como estratégia de negócio e de fortalecimento da imagem corporativa e reputação das organizações. A busca por melhor visibilidade da marca pós-moderna fez com que algumas empresas ocupassem papel mais social e investissem em ações outras, que valorizassem sua imagem institucional, criando projetos que atendam aos…

Navegue
teste