Postagens sobre Sustentabilidade

Cidades Abertas, cidadãos felizes

Sustentabilidade - Luciana Murakami - 7 de abril de 2016

Cada vez mais as cidades têm aberto seus espaços públicos para o uso da população de forma mais humana. Espaços antes de circulação exclusiva de carros ganham vida aos finais de semana quando fechados para pedestres. Continuar Lendo

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Somos tão tecnológicos. Somos tão solitários

Sustentabilidade - Jared Amarante - 1 de abril de 2016

Vamos viajar no tempo? Naquelas épocas em que nossos antepassados sentavam-se à mesa para escrever longas cartas onde queriam registrar seus sentimentos para alguém que, de tão longe, esperava aquele papel, que poderia significar uma esperança, uma alegria, um motivo a mais para sonhar ou, simplesmente, uma verdade: ainda existe alguém que se importa comigo em um mundo tão grande.

Você continua tendo essa sensação, de que em meio ao excesso de tecnologia alguém verdadeiramente se importa em parar um pouco e lhe doar tempo, atenção e abraços calorosos?

Se não há ninguém, há os aparelhos – amparados pelas escandalosas mensagens publicitárias –,  para lhe fazer sentir acolhido e menos sozinho. Mas será que eles podem suprir a companhia de alguém que pode te olhar nos olhos e demonstrar com o coração que estará ao seu lado sempre que precisar? Quais são mesmo os valores dessa sociedade? Quais são as nossas certezas e vontades quando estamos sozinhos?

Os walkmans prometiam que as pessoas nunca mais estariam sozinhas nas capitais, mas será que, assim como todos os aparatos tecnológicos de hoje, garantem a felicidade? Lamentavelmente estamos na era em que ser veloz é mais importante do que caminhar com mais calma e apreciar passo a passo. Tempo sempre será dinheiro, e isso torna carente nossa intuição, vontades criativas e nos deixa, quase sempre, reféns do tempo e de um capitalismo apocalíptico.

Não abomino a tecnologia, muito pelo contrário. Porque sei que ela pode abençoar muito nossas vidas, mas deve ser usada moderadamente, pois há coisas importantes que existem fora da tela do celular ou computador.

Será que não temos percebido isso? Na palma da mão temos um mundo onde podemos ser quem desejamos, em contrapartida esquecemos quem somos e quem são aqueles que, às vezes, só querem um minuto de nosso sagrado tempo.

Caminhamos pelas ruas conversando com milhares de pessoas, em qualquer parte do mundo. Mas será que todas elas se importarão conosco se um dia estivermos em um leito terminal? Será que podemos ligar para elas às três da manhã diante de uma crise existencial? Será que podemos pedir dez reais a essas pessoas para completar uma conta de luz? Ou será que somos especiais apenas para conversar coisas boas, fofocar, trocar fotos e compartilhar ideais que se restringem ao mundo digital? Então, quem são realmente essas pessoas?

Disseram para nós que as redes sociais nos aproximam. Será mesmo? Talvez sim. Mas se aproximar não significar estar próximo. Já pensaram sobre isso? Disseram que devemos viver a praticidade, que ao invés de gastar tempo encontrando com alguém você pode chamá-lo no facebook e conversar.  De verdade, não estamos juntos!

Por trás de muitos sorrisos nas fotos das linhas do tempo de todo o planeta, há milhares de corações despedaçados e medrosos. Mas vivemos na época da aparência, do culto à beleza, do fast-food, da velocidade e não da apreciação. Sendo assim, o que é melhor do que a tecnologia para fomentar essas questões?

Sabe o que você poderia fazer? Poste um poesia ao invés de uma selfie. Poste conhecimento ao invés de mostrar onde você fez check in. Diga para si mesmo que a vida faz muito sentido fora do universo digital. Mas nunca se esqueça, infelizmente, porém sabiamente, do que disse Willian Shakespeare: Choramos ao nascer porque chegamos a este imenso cenário de dementes. Mas, ainda assim, você pode fazer diferente!

*Foto principal do banco de imagem Pixabay

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Hora do Planeta contra as alterações climáticas

Sustentabilidade - Chirles Oliveira - 19 de março de 2016

A Hora do Planeta da WWF vai atravessar o globo no próximo sábado, 19 de março de 2016 às 20:30 hora local, juntando indivíduos, comunidades e organizações num movimento sem precedentes, em 178 países e territórios, incluindo Portugal.

A Hora do Planeta é um movimento global contra as alterações climáticas e este ano acontece alguns meses após os governos terem encontrado um novo acordo global pelo clima.

Tal como as luzes que se apagam nas casas, nos escritórios e em monumentos emblemáticos, o maior movimento pelo ambiente do mundo irá reunir mais uma vez milhões de pessoas para fazer brilhar uma luz pela ação climática e pelo papel que as pessoas podem desempenhar nos esforços globais para combater as alterações climáticas.

“O mundo está numa encruzilhada pelo clima”, disse o Diretor Executivo da Hora do Planeta Global. “Enquanto vivemos os impactos das alterações climáticas mais do que nunca, estamos também a testemunhar um novo momentum da ação climática que transcende fronteiras e gerações. Desde as salas de estar passando pelas salas de aula até às de conferências, a população reclama ação contra as alterações climáticas. Esta décima edição da Hora do Planeta é o momento para que as pessoas possam fazer parte das soluções pelo clima.”

Texto compartilhado do  Site WWF

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WWF convida a todos para Hora do Planeta

Sustentabilidade - Chirles Oliveira - 19 de março de 2016

Campanha criada pela Grey Brasil estimula práticas de bem estar e convivência durante os 3600 segundos em que todos ficam no escuro

 

O WWF, uma das maiores organizações ambientalistas independentes do mundo, promove hoje,  19 de março, a 8ª edição da Hora do Planeta, considerado o principal movimento mundial de alerta para a questão das mudanças climáticas e ameaças do aquecimento global. Para estimular milhões de brasileiros a apagarem suas luzes durante uma hora inteira, entre 20h30 e 21h30, a Grey Brasil criou uma campanha multiplataforma para levar este ato simbólico de imensa importância a todas as redes sociais sob a hashtag #tamojunto.

Com o conceito “Faça por você. Faça pelo planeta”, a campanha abordará com muito bom humor as possibilidades de bem estar, convivência e alegria que as pessoas vão ter a chance de desfrutar nesses momentos de conscientização – são 3600s para aproveitar as coisas boas da vida. Algumas delas são: beijar, fazer um luau com amigos, aproveitar um jantar romântico à luz de velas e brincar com as crianças.

As peças também vão promover as ações que, neste ano, ocorrerão junto ao gesto de apagar as luzes. Entre eles, o maior destaque fica com as “bicicletadas”, em que o público é chamado a passear com suas bikes durante essa uma hora. Em São Paulo, o passeio de bicicleta está previsto para acontecer a partir das 18h30 e no Rio de Janeiro haverá, pela primeira vez na Rede WWF, a “Horinha do Planeta”, um evento que acontece no Parque Lage, na manhã de 19 de março, com diversas atividades para envolver os pequenos em questões ambientais.

O secretário-geral do WWF-Brasil, Carlos Nomoto, afirma que para o WWF-Brasil a Hora do Planeta é um momento único de mobilização. “A cada ano, envolvemos um número maior de representantes de diversos segmentos da sociedade em uma grande reflexão, não só sobre o aquecimento global, mas também sobre a adoção de novos hábitos e maneiras de se relacionar com o meio ambiente”, completa.

Em 2015, o chamado da Rede WWF teve a adesão de 170 países, apagando ícones como a Torre Eiffel (Paris), o Big Ben (Londres) e as Pirâmides de Gizé (Egito). Neste ano, no Brasil, a Usina Hidrelétrica de Itaipu já confirmou presença no movimento e a Iluminação utilizada para “emoldurar” a barragem da usina – composta por 519 refletores e 112 luminárias – será suspensa na data.

Por aqui, a campanha já conta com a confirmação de 120 cidades brasileiras, incluindo as capitais Campo Grande (MS), Brasília (DF), Salvador (BA), Teresina (PI), Belo Horizonte (MG), Goiânia (GO), Macapá (AP), Maceió (AL), Boa Vista (RR), Palmas (TO), Recife (PE), Vitória (ES), Porto Alegre (RS), Natal (RN), Aracaju (SE) e Rio Branco (AC). Além das capitais, Uberlândia (MG), Poços de Caldas (MG), Joinville (SC) e Presidente Prudente (SP) são algumas das outras cidades que também aderiram. Osasco e Barueri, na região oeste da Grande São Paulo, assinaram o Termo de Adesão e informaram ao WWF-Brasil que irão realizar passeios ciclísticos no dia 19 de março para envolver a população na campanha.

No ano passado, a Hora do Planeta contabilizou 185 cidades no Brasil, incluindo todas as capitais e o Distrito Federal. O número representa 41 cidades a mais do que no ano anterior, que detinha o maior envolvimento nacional desde a primeira edição da campanha no país, em 2009. Juntos, os municípios brasileiros apagaram mais de 627 ícones (entre monumentos, espaços públicos e prédios históricos) em 2015.

Texto compartilhado do site www.wwf.org.br/horadoplaneta

Indicamos esse evento para quem é da região da Granja Viana, São Paulo. Hora do Planeta na Granja Viana

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Menos consumismo é igual a mais liberdade e qualidade de vida!

Sustentabilidade - Chirles Oliveira - 16 de março de 2016

16 de março é dia do consumidor, mas no lugar de ir às comprar que tal refletirmos sobre o consumismo que rege boa parte da prática da cultura do consumo? Você compra por necessidade ou desejo? Você se considera um consumidor consciente? O mundo está mudando, e há um movimento chamado de economia para transição pautada na experiência e não na posse. Há também milhares de adeptos do Movimento Simplicidade Voluntária que se inspiram no livro com o mesmo nome, de Duane Elgin.

Neste livro, o autor propõe um estilo de vida mais simples, mais próximo da natureza, com menos consumo e mais consciência pessoal, social e ambiental. Na verdade, este movimento comunga com o propósito da sustentabilidade que prima pelo equilíbrio de três aspectos: social, econômico e ambiental. Duane enfatiza que a adoção de hábitos mais simples está menos no exterior, e mais focada no interior das pessoas, em suas percepções sobre a vida.

Há vários exemplos de pessoas que mudaram seus estilos de vida e conseguiram se sentir muito mais realizadas e felizes ao optaram por ter menos coisas e mais emoções. Menos bens materiais e mais tempo para o relacionamento com a família. Vem daí a máxima de que menos é mais. Mas ela serve para as pessoas que desejam bem-estar e integridade física, mental e emocional mais do que bens materiais.
Sinto que cresce a percepção das pessoas de que uma vida com muito estresse no trânsito, no trabalho, o sedentarismo (pois nunca se tem tempo para a atividade física) e a falta de uma alimentação saudável geram muito mais insatisfação e doenças do que felicidade.  Mas mudar não é tão simples assim, e por isso que Duane Elgin afirma que a simplicidade é um ato voluntário e consciente do que realmente importa para cada indivíduo.
Quem opta por uma vida mais simples, não prioriza o consumismo e os bens materiais. Pelo contrário, valoriza o que é essencial como a saúde, a família, os amigos, o trabalho sem escravidão, sua conexão com a espiritualidade, seu lado emocional em equilíbrio com todos esses aspectos. Parece utopia, mas acredito que seja uma questão de foco. É preciso compreender o que é a felicidade para si e dirigir todos os esforços nesta direção.
Quantas pessoas nós conhecemos que mudaram seus padrões de vida por opção e que hoje se sentem mais completas e realizadas? Você conhece alguma boa história? Compartilhe conosco e demonstre como é possível fazer escolhas sábias e saudáveis.
Vou contar muito resumidamente a minha história. Depois que me curei de uma doença gravíssima em 2011, decidi trazer mais equilíbrio ao meu cotidiano.  Penso que a saúde é o meu bem mais precioso, junto com o tempo que me permite realizar as coisas que realmente gosto e acredito. Por isso, tive que fazer escolhas para conciliar meu trabalho como docente, meu relacionamento afetivo, minha alimentação e atividades físicas, minha terapia e os encontros com meus amigos.
Percebi que não adianta ter uma conta bancária recheada e ficar doente com frequência, gastando dinheiro com médicos e remédios. Compreendi que fazer um trabalho voluntário alimenta minha potência de alegria interior. Descobri que a Yoga e a meditação são fundamentais para meu equilíbrio emocional e espiritual. Experienciei que é muito melhor viajar e conhecer novas culturas do que ficar apegada ao dinheiro na conta corrente. Aprendi que perdoar e amar meus familiares e as pessoas do meu convívio me trouxe ganhos incríveis, e por fim, que cultivar a amizade é a minha maior riqueza.

Isso não é uma receita. Esse foi o meu caminho e acredito que cada um, no seu tempo, irá descobrir o seu!

Abraço fraterno!
Chirles de Oliveira
Para quem se interessar por essa literatura estão aqui algumas informações:
Título: Simplicidade voluntária – Em busca de um estilo de vida exteriormente simples, mas interiormente rico
Autor: Duane Elgin
Editora: Cultrix
Ano: 2012
Número de páginas: 208
Preço médio: R$ 31,00 (Livraria da Folha) e R$ 27,00 (Buscapé)
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Não tem graça rir sozinho: Capitalismo e novas formas de consumo.

Sustentabilidade - Sandra Almeida Silva - 11 de março de 2016

Assim começou o meu dia:

– Mãe, quanto você acha que valem esses sapatos? Só usei  4 vezes, disse minha filha.

– Eu indaguei – Por quê?

– Ela respondeu: Porque eu vou vender no brechó da faculdade via Facebook.

Três dias depois. –  Mãe:  já vendi os sapatos, obrigada, o preço estava bom, vendi rapidinho, vou entregá-los amanhã.

Esta cena tem sido recorrente em casa e no mundo hoje em dia. Preste atenção, não é modinha do momento e um padrão de consumo que está mudando o comportamento dos jovens e da sociedade.  Ainda é um movimento tímido, mas presente e tem tudo para ser a nova cara do consumo, divertido, descolado e fácil.

México, Chile e outros emergentes, (incluso Brasil) bem como os países da OCDE, organização que reúne as nações mais industrializadas do mundo estão noticiando uma desaceleração no crescimento desde o ano passado. Entretanto, países, digamos que seguem outro padrão de organização econômica, tem registrado resultados bem diferentes, por exemplo, o PIB do Vietnã cresceu 5,98% em 2014, depois do crescimento de 5,42% no ano anterior. Pesquisadores dizem que o Vietnã é um exemplo de crescimento com sucesso e igualdade, ao contrário da China que cresce com desigualdades intensas.

Nesse momento de crise é onde existem todas as possibilidades do “novo” surgir, é no caos que o novo prospera.

Você já ouviu falar de Economia Compartilhada?

Vamos imaginar a seguinte situação. Você precisa ir a São Paulo. Em vez de ficar num hotel, você decide alugar um quarto no apartamento da Cintia. Para se deslocar, você pega a bicicleta próxima ao metrô ou o carro da Adriana. Detalhe: você nunca os viu antes. Você vai num café com o Wifi livre e paga quanto quiser, o quanto acha justo pela refeição, serviço, ambientação. Sim, isso já acontece. Tudo se baseia na reputação e na rede de recomendações que surge na internet e se fortalece fora dela. E essa relação entre desconhecidos, comercial e ao mesmo tempo pessoal, em que consumidor e fornecedor se confundem, é a base da chamada economia compartilhada.

Acredita-se que o capitalismo tenha chegado ao seu fim, esgotado esse modelo de economia, em que se produz socialmente e se ganha individualmente e o resultado é apenas de alguns.  Modelo que já dá as caras de que não se sustenta, basta de tantas crises.

Então, que venha o novo, as novas economias, as trocas solidárias, comunitárias, as cooperativas, as startups, as empresas de compartilhamento como Airbnb, RelayRides, Uber, Netflix e as redes sociais Whatsapp, Facebook, Instagram, Twitter que possibilitam a informação, a recomendação, o endosso e a avaliação dos usuários e,  muitas outras realidades que ainda estão encubadas nessa geração que diz que não vale a pena dar risada sozinho.

A natureza do ser humano é viver em comunidade […]. Quem tem prazer ao compartilhar vive melhor. Leila Salomão Tardivo, professora doutora do departamento de psicologia da USP

Mas, não seria justo cuspir no prato que come? Vivemos sob esse regime do Capital por anos, gerações e nos fartamos dele até o pescoço.  Agora sejamos sinceros, dá uma olhada ao seu redor, observe-se do lado de  “fora do shopping” o mundo que vive, e por um minuto apenas, me diga:  Dá para falar mal do Capitalismo?

O consumo […] vai valorizar cada vez mais a sensação, a experiência, a socialização, a relação humana. Ricardo Abramovay, professor titular do departamento de economia da FEA-USP

Leia mais sobre esse assunto:

Revista Galileu

Projeto TAB – UOL

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Métodos Construtivos Alternativos

Sustentabilidade - Luciana Murakami - 25 de fevereiro de 2016

Divulgação/Todd Ziegle

Construir uma casa com um método alternativo ao convencional está cada vez mais fácil, empresas especializadas em bioconstrução, startups com novos materiais e muita imaginação surgem nos quatro cantos do mundo.

Recentemente vi o caso do pedreiro Ed Mauro que construiu sua casa com cerca de 11mil garrafas pet e ainda utilizou pneus para fazer o arrimo.

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Uma outra técnica que utiliza pet na sua composição, mas tem um prazo de execução bem mais curto é da startup mexicana EcoDomum que fabrica painéis modulares com plásticos reciclados.

Foto: EcoDomum

Foto: EcoDomum

Do Brasil colonia varias construções de adobe e  taipa de pilão ainda resistem comprovando que este tipo de construção é tão durável quanto o famoso concreto e alvenaria. A terra é a base para ambos os tipos construtivos, assim como a técnica de terra ensacada (super adobe), solocimento e o COB.

Casa em Adobe Foto: Francisco Arroyo Matus

Casa em Adobe Foto: Francisco Arroyo Matus

A matéria prima normalmente é abundante no local, afinal terra está por todos os lugares.

Casa em Terra Ensacada (Super Adobe) Foto:Jose Andre Vallejo

Casa em Terra Ensacada (Super Adobe)
Foto:Jose Andre Vallejo

Casa em taipa de Pilão Foto: Ecocasaportuguesa

Casa em taipa de Pilão Foto: Ecocasaportuguesa

O interessante é que você pode mesclar técnicas de acordo com sua necessidade.

A casa abaixo está sendo construída no interior de São Paulo, a arquiteta Samantha Orui responsável pelo projeto e obra utilizou um sistema de construção misto, que emprega varias técnicas em conjunto.

Casa em solocimento

Casa em Solocimento

A fundação é de paralelepípedo de demolição, as paredes com tijolos de solocimento (Construvan), as lajes e vigas foram feitas no método convencional de concreto e um pórtico de entrada está sendo executado em adobe.

Para os mais modernos o uso de containers tem sido um bom caminho para construir de forma rápida e com custo enxuto. São utilizados containers antigos que passam por pequenas adaptações para dar conforto térmico e acústico aos moradores.

Casa de container

Casa de Container

Construir pode ser mais sustentável e inovador, basta pesquisar a técnica que melhor se adapta ao seu gosto e bolso!

Até breve!

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Menos lixo e mais cuidado com o que você come!

Sustentabilidade - Laila Rezende - 22 de fevereiro de 2016

Todos os anos 8 milhões de toneladas de plástico são jogadas no mar em todo o mundo ( Plastic Ocean, 2016) e os cientistas alertam que em 2050 haverá mais plástico que peixes nos oceanos*. O plástico nos oceanos confunde os animais marinhos que os engolem e morrem, além de gerar inúmeros desequilíbrios ambientais (digitem no youtube “plástico e oceanos” e vejam o tamanho do problema).

É uma situação preocupante. Mas o que tudo isso tem a ver com a minha alimentação?

Tudo! Tudo o que você compra, alimentício ou não, vem com embalagens que não são recicláveis ou recicladas, esgotando os recursos naturais do planeta, além de poluí-lo.

Cada vez mais embalagens são utilizadas para agregar valor ao alimento, deixando-o mais atrativo para o consumidor, mas também mais caro e menos ecológico.

alimento_embalagem

No meu dia-a-dia procuro comprar alimentos que possuam a menor quantidade de embalagens possível, e, de preferência, não possuam plástico ou isopor na embalagem.  Prefiro as embalagens de papel ou papelão, sempre.

Outro modo de contribuir para o planeta através da alimentação é comprar alimentos regionais e de época ( que estão na safra). Alimentos que estão na safra são mais baratos, de melhor valor nutricional, e geralmente tem grandes perdas em supermercados e locais de distribuição, pela diminuição no valor de venda devido à grande produção.

Os alimentos regionais são produzidos no local onde são consumidos ou em suas proximidades. Foram transportados a pequenas distâncias, gerando menos CO2 para a atmosfera. Os alimentos regionais ainda fomentam a economia local e as vezes podem vir de pequenos produtores.

E que tal ficar um dia da semana sem comer carne? A indústria da carne é grande poluidora e responsável por grande parte dos desmatamentos da Amazônia. Uma refeição rica em vegetais e grãos como grão de bico, soja, ervilha, quinoa é uma refeição rica em fibras, vitaminas, minerais e compostos antioxidantes e fitoquímicos, que podem trazer grande benefício para sua saúde.

E não podemos esquecer  que quase um terço dos alimentos produzidos no mundo são desperdiçados, seja na produção, transporte, venda ou consumidor final. Isto gera um custo enorme para o planeta e para a economia mundial.

Pois é, quem diria que dava para ajudar o planeta comendo? Pois dá sim, e muito! E o futuro está na mãos de cada um de nós.

*(dados divulgados no Fórum Econômico Mundial de Davos)


				
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Economia solidária: um jeito diferente de fazer negócio

Sustentabilidade - Sandra Almeida Silva - 11 de fevereiro de 2016

Hoje em dia fala-se muito sobre Economia solidária: um jeito diferente de fazer negócio e espero ser eu, a única solitária sobre o assunto. Confesso que não foi difícil encontrar boas pesquisas sobre o assunto, mas foi um pouco complicado pensar sobre um conceito tão simples e tão bonito.
Estamos acostumados com as complicadas coisas sobre economia tradicional e compreender esse conceito nos deixa confuso, foi assim que fiquei. Solidária ou Solitária? Mas vamos pelas beiradas já que na economia solidária a principal ideia é não complicar e sim democratizar.

Em princípio, a Economia Solidária é explicada como um modo de produção em que não há a clássica divisão da sociedade em duas partes: proprietária dominante e propriedade subalterna.   Como assim? Isso mesmo, as empresas solidárias estabelecem que todos os que detêm a propriedade necessariamente trabalham nela e, portanto, impossibilita ter uma classe que viva apenas dos rendimentos do capital sem ter trabalhado por ele.

Uau! Isso mesmo, na organização solidária, as pessoas com uma mesma produção (ex.: as rendeiras de Fortaleza) se organizam para viabilizar a melhor distribuição e divulgação dos produtos e depois de pagar as contas, o lucro é repartido igualmente para todos os integrantes da organização, são as conhecidas cooperativas.

Há outros exemplos dessas iniciativas: projetos produtivos coletivos, cooperativas populares, cooperativas de coleta e reciclagem de materiais recicláveis, redes de produção, comercialização e consumo, instituições financeiras voltadas para empreendimentos populares solidários, empresas autogestionárias, cooperativas de agricultura familiar e agroecologia, cooperativas de prestação de serviços, entre outras, que dinamizam as economias locais, garantem trabalho digno e renda às famílias envolvidas, além de promover a preservação ambiental.


 É muito interessante pensar que a prática democrática na tomada de decisões é de todos.  E o direito a voto é um fato na economia solidária, assim todos sabem o que acontece na empresa. Nesse modelo, cada trabalhador é responsável pelo que ocorre na empresa, nos prós e contras, na saúde e na doença, na alegria e na tristeza e nos lucros e nos prejuízos. O objetivo é eliminar a solidão “das partes”, o individualismo “das classes” em busca de um crescimento solidário e sustentável “de todos”.


 A expressão economia solidária  refere-se a um movimento que ocorre no mundo todo e diz respeito a produção, consumo e distribuição de riqueza, com foco na valorização do ser humano. Além da visão econômica de geração de trabalho e renda as experiências de economia solidária se projetam no espaço público, tendo como perspectiva a construção de um ambiente socialmente justo e sustentável.


Fontes: Economia solidária e educação de jovens e adultos / Sonia M. Portella Kruppa, organização. – Brasília: Inep, 2005. 104p.

Fórum Brasileiro de Economia Solidária (FBES) –Acesso em 06.fev.20116 <http://www.fbes.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=61&Itemid=57


 

Quer saber mais?
Vídeos

*Banco de imagem by Pixabay

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Viagens e consciência ecológica: unindo sonhos

Colunistas, Sustentabilidade - Laila Rezende - 10 de fevereiro de 2016

Viajar é motivo de depoimentos apaixonados: viajar é levar a alma para passear, é a única coisa que você compra e te deixa mais rico. Sempre tive dois grandes sonhos: conhecer o mundo e viver de forma consciente e sustentável.

 
Neste momento estou no avião voltando da Ecoaldeia Flecha da Mata, em Icarati, no Ceará. Difícil colocar em palavras a experiência magnífica que lá vivi. Não é a primeira vez que viajo para locais que tem foco na ecologia, sustentabilidade e permacultura, mas desta vez foi diferente. Fui sozinha, numa viagem de autoconhecimento, para passar um tempo vivendo o dia a dia de uma comunidade sustentável.
 
Fui experimentar, na prática, a vida em comunidade e de não agressão à natureza.  A energia é eólica e solar, os banhos são curtos, a alimentação orgânica e vegana e dormimos em tendas perto da mata. As construções são sustentáveis, feitas com técnicas de bioconstrução e todos ajudam nas tarefas da aldeia e uns aos outros quando é preciso, numa grande e feliz união. 
 
 
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Difícil descrever a alegria que é viver realmente em comunidade. O homem moderno perdeu o senso de irmandade e, principalmente, a noção de que a comunidade é a extensão de sua família e a Natureza, extensão de si próprio. Voltar às nossas raízes é tão profundo quanto emocionante. É se conectar consigo próprio e com a essência divina dentro de todos nós.
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Há momentos difíceis, claro. Pois, estamos muito acostumados com os luxos e a falsa abundância dos recursos da cidade. Mas a alegria da conexão é maior. A alegria de viver realmente a vida que eu busco e tanto acredito é inebriante. Uma vida de felicidade, de comunidade, de real abundância e amor de forma totalmente sustentável.
 

Esse é o meu primeiro texto para o blog Felicidade Sustentável e por isso, desejo que todos encontrem seus sonhos, assim como encontrei os meus. E caso seus sonhos estejam em uma vida sustentável e conectada com a felicidade, nos encontramos por aí. Feliz 2016! 


PS.: Quer saber mais sobre permacultura? Então, assista ao vídeo com entrevista exclusiva para o canal Felicidade Sustentável, da Amanda Frug, especialista em permacultura.





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