Postagens sobre Colunistas

Respire, mude, coragem para ser feliz

Colunistas, Felicidade - Jared Amarante - 5 de maio de 2017

Você vai continuar agindo assim até seu último dia? É isso mesmo o que escolheu para sua vida inteira? Que sentido você encontra no que está procurando, fazendo, pensando e sentindo? Escolher mudar, sem dúvidas, nos traz rupturas, medos, confusão e, muitas vezes, bastante sofrimento, porque se conformar é sempre mais fácil.
 
Mas será que não é de uma mudança que você precisa?
 
Nem toda transformação pode ser ruim. O que custa arriscar? Às vezes, mesmo nas inquietações, é preciso deixar a tranquilidade aparecer, porque nunca saberemos o que existe atrás do medo.
 
Muitos, após anos de insatisfação, começam a trocar o trabalho que lutou para conquistar, mas que já não lhe traz mais prazer. Terminam o relacionamento de décadas porque já não sentem que essa é a pessoa a qual gostariam de envelhecer ao lado. Retiram sonhos do armário do conformismo e vestem como roupas da coragem. Afinal, renovar-se pode salvar uma existência. Será que a sua não precisa disso?
 
Há dias, ou quase todos, em que sentimos falta de explorar nossa criatividade e liberdade, não é mesmo? Quem nunca se sentiu asfixiado pelo passado? Desta forma, o que estamos esperando para mudar? Mudanças tão profundas podem gerar lágrimas e sorrisos, desconforto e libertação, paz e confusão, mas não podem se comparar ao sentimento de pertencimento de si mesmo, o que faz todo sentido, mesmo sofrendo muito no início da mudança, para ter a sensação de que você não está existindo, e sim vivendo. E viver, por vezes, pode significar deixar ir tudo aquilo que há anos “pareceu” ser o sentido da sua vida. Apenas pareceu.
 
Sendo assim, se arrisque a trocar a música que sempre toca em seu carro. Outras canções podem fazer bem aos ouvidos e ensinar novas formas de dançar, por isso relaxe. Se permita conhecer novas pessoas, pois quase sempre elas têm muito a ensinar. Sinta-se capaz para estudar algo novo, porque isso pode lhe trazer imenso prazer. Use suas roupas mais bonitas para ir a qualquer lugar, pois você não sabe se terá oportunidade de usá-las amanhã.
 
Mas, diante disso, quais são seus reais medos? O que acontecerá se você ouvi-los? E o que poderá ganhar se ignorar seus temores? Será que você vai refletir, agora, sobre essas perguntas?
Lembre-se que você é a única pessoa responsável por ser feliz. Então, não se prenda demais para que um dia, caso lhe digam adeus, você não desista de seus sonhos e projetos. Saiba que ser feliz implica em arriscar, fazer, testar, experimentar e, por fim, descobrir se é aqui ou ali aonde você desejar estar.
 
Mas, nunca desista de estar em paz. Ao invés de se perguntar o porquê dos acontecimentos, procure o aprendizado que eles trazem, mesmo que seja nas perdas e sacrifícios. Algumas mudanças são impostas pela vida, ou seja, alguém que não quer mais estar conosco ou alguém que faleceu. Mas nunca, leram bem? Nunca nos esqueçamos do que diz Viktor Franki: 

Quando um ser humano tem um “para que” pode atrevessar qualquer “como” 

 
E você, para onde está indo?  
 
*banco de imagem Pixabay
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Nunca vi alguém morrer de amor

Colunistas - Jared Amarante - 9 de dezembro de 2016

Poderíamos falar que o amor, o mais lindo dos sentimentos, é algo eterno. Mas isso seria uma grande mentira para aqueles que não conseguiram terminar a vida ao lado de uma pessoa? Talvez sim, talvez não. A verdade, quesito óbvio, é que o fim do amor não é quando as pessoas rompem suas relações – porque isso pode acontecer e é perfeitamente normal -, e sim quando as promessas não se realizam e a reciprocidade morre primeiro.

Não podemos viver acreditando em eternidade, pois as pessoas mudam e os sentimentos também. Contudo, quando o diálogo vira monólogo, as semelhanças viram intolerâncias, as palavras viram facas, tudo começa a se desgastar e, assim, o que chamamos de amor passa a se chamar fase terminal.

No entanto, será que isso é bom? Será que toda relação realmente foi feita para durar? Será que, às vezes, não é melhor se retirar do cenário e deixar uma bonita lembrança a ter que se desprender, de toda sua força, para ficar ao lado de alguém que já não quer mais estar ao seu?

Certamente esse esforço não vale a pena, e você perceberá isso quando as lágrimas secarem e sua visão se renovar. Quando seu coração, que batia frágil e solitário, perceber que tem outras almas para amar. Quando você sentir que a vida, após sofrer tanto, continua plena para te ofertar novas oportunidades. Oportunidades que podem mudar tudo para sempre.

Por isso, acalma-se, porque quem aprende a viver com alguém, aprende a viver sem também. Porque só é possível desapegar mergulhando na dor e indo cada vez mais fundo, até que você não sinta mais nada. Até que o nome da pessoa amada não seja mais lembrado. Até que o seu mundo volte ao normal. Isso depois de você achar que era o fim dele.

Lembre-se, então, do que Shakespeare disse: Não importa em quantos pedaços o seu coração seja partido, o mundo não para pra que você o conserte. E digo mais: evite se expor. Cresça com a solidão. Tenha paciência consigo mesma. Exija respeito por suas emoções. E, por fim, acredite, NINGUÉM MORRE DE AMOR.

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Por que esse desespero?

Colunistas, Felicidade - Jared Amarante - 24 de novembro de 2016

Já parou para pensar sobre as coisas, nessa vida, que realmente importam? Já se deu conta de que todos os dias temos um espetáculo da natureza diante dos olhos e, por corrermos tanto, deixamos isso passar? Já se perguntou o porquê você está tão apegado a alguém que não tem tempo para você? Já se culpou pela rotina que leva? Por pegar o trem lotado? Por acordar cedo? Não se culpe. Há pessoas que só queriam acordar de um coma. Há pessoas que só queriam que alguma triste doença desaparecesse. Há pessoas, agora, em toda parte do mundo, lutando para sobreviver. Então, por que esse desespero?

Não se desespere por ter sido desacreditado, pois muitos gênios ouviram que suas invenções jamais dariam certo. Não se desespere se a pessoa amada não lhe corresponde, pois ela não é a única no mundo. Não se desespere se o seu coração foi partido um milhão de vezes, pois isso faz parte do amadurecimento e fortalecimento emocional. Não se desespere se você está com quase cinquenta anos e ainda não chego à lua, pois a vida é uma oportunidade nova a cada amanhecer.

Talvez, nessa existência, o mais importante seja sobreviver, porque sempre saímos vivos. No final tudo dá certo, não é mesmo? Mas e o que fica? Fica o aprendizado, a cicatriz, a lembrança, a certeza de que pagamos um alto preço para pertencer a nós mesmos e, sinceramente, ao olhar para trás, você verá que nada terá valido mais a pena do que se conhecer, se permitir, sobreviver, viver.

Pode parecer que a vida é uma grande tragédia, que já se anuncia com o tapa que levamos ao nascer. Contudo, você não deve se desesperar. Porque nada está tão escuro que não possa ter um ponto de luz. Nada está tão nublado que não possa ter um sol por trás. Nada está tão perdido que a sua fé não possa encontrar lucidez. Nada estará tão no fim se as esperanças se mantiverem de pé.

Por isso, se mantenha firme, sem esperar que a vida seja um mar de rosas, mas agradecendo por poder suportar os espinhos, lembrando, então, do que diz, sabiamente, Paulo Coelho: Quem deseja ver o arco-íris, precisa aprender a gostar da chuva. 

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Você tem medo de mudanças?

Colunistas - Jared Amarante - 18 de novembro de 2016

 Todos os dias temos a oportunidade de mudar tudo para sempre. Mas, quantas vezes pensamos assim? Temos nos preocupado mais com o que as passarelas mostram? Temos olhado mais para o outro ao invés de aperfeiçoarmos nosso interior? Temos sido negligentes com a inteligência que nos foi dada? Temos sido ingratos com o ar que respiramos? Temos desacreditado de nós mesmos só por que não aparecemos nas capas de revista ou não temos, ainda, – e nem precisamos -, os últimos lançamentos do mercado?
Que todos possuem um estilo de vida, isso é fato. Porém, não pode ser um fato aceitarmos substitutos, ou seja, menosprezarmos a nós mesmos a ponto de buscar nas roupas, maquiagens ou revistas, um antídoto para a baixa estima. Nossa louca e desenfreada forma de compensar o sentimento de inferioridade tem nos levado a ficar a margem de nossa capacidade e talentos. Já pensou sobre isso?       Não  seria muito mais nobre mergulharmos no que há de melhor em nós ao invés de tecermos comparações?
Essa ideia de que mais dinheiro é bom, mais sapatos é bom, mais roupas é bom, mais parceiros é bom, mais carros é bom, mais produtos é bom, tem nos levado a repousar em manjedouras do conformismo intelectual, pessoal e profissional, enquanto o capitalismo se deita em berço esplêndido.
Por isso, perde-se a visão do que realmente importa nessa vida, deixando-nos desorientados quanto ao nosso propósito existencial que, sinceramente, deveria ser conhecer e aceitar a imagem no espelho, ao invés de querermos ser mais uma cópia. Será que Willian Shakespeare, quando disse que ao nascermos choramos por que chegamos a esse imenso cenário dementes, era um vidente?
É claro que todos possuem suas crenças; crenças que podem vir da infância, adolescência e, para quem crê, de outras vidas. No entanto, talvez não precisemos ficar presos a esses padrões, e sim acreditar na transformação, pois todos somos borboletas em potencial. A diferença é que alguns, por apenas se vitimarem, serão eternas lagartas.
Um dos mais tristes erros humanos é acreditar, diante de determinadas situações, que não se é mais nada, isto é, se vê como o produto do momento, para ser consumido e fazer dos outros mercadoria. Trágica contemporaneidade, que deixa nossos corações aflitos, porque é necessário, urgentemente, perceber que o acaso não existe. O que existe são vítimas ou autores da própria história. Quem você escolhe ser?
Que possamos então, diante do que se diz ser um estilo de vida – porque cada um tem o seu -, se culpar menos por cair, mas usar os tombos como degraus da evolução. Que saibamos, também, que a felicidade plena e a tristeza absoluta não existem, mas ambas são capazes de nos fazer amadurecer. Que tenhamos mais coragem de abandonar o que, de fato, está cansando nossa alma, porque, do contrário, iniciaremos, a cada manhã, a passeata pela inferioridade, esquecendo, assim, que somos o melhor molde de nós mesmos, ainda que digam ao contrário. 
Existe, para nós, apenas o hoje, e esse hoje pode ser uma carta enviada todos os dias ao nosso coração, cujo remetente é o destino, dizendo-nos que, simplesmente, somos aquilo que atraímos. E o que estamos atraindo, sem dúvida, é o que, cedo ou tarde, nos tornaremos: lagartas ou borboletas.
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PARA QUE SERVE SEU PASSADO?

Colunistas - Jared Amarante - 11 de novembro de 2016

Pessoas nostálgicas, guardiãs de presentes antigos, e adeptas das lembranças, costumam viver apegadas a tudo que já passou. Mas por que agimos assim se nada realmente é eterno? Por que nos desesperamos se o felizes para sempre não existe na vida real? Por que queremos provar, a todo custo, que precisamos ter alguém ao nosso lado para a vida fazer sentido? Por que estamos excessivamente apegados se o outro não é, nunca foi, e nunca será nossa propriedade?

O passado serve para nos fazer aprender alguma coisa, que, essencialmente, assim como ele, deve ficar lá atrás, porque a vida só acontece quando olhamos para frente. Não é verdade? No entanto, quantos de nós temos olhado para trás mais do que deveríamos e com isso temos nos sentindo incapazes? Desvalorizados? Perdidos? Dizer adeus ao que foi bom ou ruim será sempre muito difícil, mas é um processo necessário para adquirirmos maturidade emocional, pois muitas experiências ainda estão por vir.

O que ficou lá atrás não pode ser mudando, ainda que tenhamos extraído muito conhecimento dos fatos. Contudo, podemos fazer novas escolhas, acertos, e, por fim, percebermos que há momentos onde se desapegar se torna uma questão de sobrevivência. Ou viveremos com esperanças falsas? Esperando pessoas que já não querem mais estar conosco? Acreditando que o amor vem sempre de braços alheios?

Sei que nem sempre estaremos fortes para deixar o passado em seu devido lugar, porque somos medrosos. Tememos a uma vida nova, a um novo relacionamento, a um novo emprego, a novas ideias, a novos sonhos. Mas, quando assim agimos, perdemos também excelentes oportunidades de evolução em todos os aspectos da vida. Mas a vida não é feita de riscos? E esses riscos podem representar sucesso ou fracasso? Não, luta ou desistência. É uma escolha de cada um.

A felicidade pode assustar por isso alguns escolhem a tristeza, o apego, o passado, as ruínas, e isso é extremamente triste. Porque não devemos nos conformar com o que já aconteceu, pois, dia após dia, a vida nos dá chances de mudar tudo para sempre. Perceba isso e se pergunte: para que serve o seu passado? Melhor, para que serve a sua vida?

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Depois do amor-próprio

Colunistas - Chirles Oliveira - 28 de outubro de 2016

Já pensou no dilema que vivemos, todos os dias, ao acordarmos e ligarmos a televisão, comprarmos uma revista ou, simplesmente, assistirmos um vídeo no youtube? Essas mídias, as pessoas, as ocasiões, o mundo, o capitalismo, a disputa, tem feito com que, rotineiramente  e, incansavelmente, nos sintamos perdidos e incompletos, ou seja, nos bombardeiam com dicas de como melhorar isso, aquilo e, por fim, deixamos de nos amar para ser mais uma cópia.

Diante de tantas coisas ditas e soluções instantâneas, acabamos por nos sentir distantes de nós, obrigando o próprio corpo a seguir a ultima tendência, mesmo quando, no fundo, achamos aquilo careta e estranho. Mas quem quer, nesse mundo tão moderno, se sentir excluído do grupo dos capitalistas, egocentristas e exibicionistas?

A todo momento estão nos dizendo como se vestir, como falar, como agir. Mas será que isso não machuca nossos sentimentos? Será que não perdemos nossa originalidade? Será que somos meros reprodutores? Será que alimentamos um capitalismo selvagem? Será que somos obedientes demais às propagandas? Qual o nosso maior medo? Ser o que se tem vontade, mas temer pelo que vão dizer ou ser o que seu coração tem vontade e temer, no fundo, não encontrar forças para prosseguir e se sentir um estranho?

Não podemos viver margeados pelo que a sociedade acredita ser o melhor, porque isso pode destruir potenciais. Cada um tem sua identidade, propósitos, sonhos, angustias e beleza. No entanto, se permanecermos vivendo de acordo com o que nos é apresentado, sem dúvidas, não nos aceitaremos e viveremos uma vida sem nós! Poucas coisas são tão tristes!

Quando seguimos demais o que impõem, no fundo, nos tornamos superficiais, e em algum momento isso ficará tão visível que talvez não haja mais tempo de construímos nossas verdades, o que é lamentável, pois cada ser humano, no cenário da vida, é único e capaz de transformar sua existência. Por que, então, você insiste em ser mais um na multidão?

Há coisas que só você pode fazer por si. Por isso, por favor, não espere alguém dizer como você deve caminhar. Porque a humanidade, de alguma forma, está doente, buscando nos braços dos outros uma aceitação, uma comparação, um amor que já existe, mas que é deixado de lado por acreditar que apenas somos bons o suficiente se alguém nos disser isso. E, por favor, isso não é verdade! Então, se ame!

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SEJA MAIOR QUE SUA DOR

Colunistas - Jared Amarante - 14 de outubro de 2016

O quanto temos aprendido com as quedas? Quantas vezes queremos desistir diante do primeiro não? Por que estamos, assim, tão cansados? Por que a tristeza tem aumentado ao invés da coragem? Por que, agora, você não começa a caminhar longe das coisas e pessoas que lhe magoaram tanto? Seja maior que sua dor

É preciso olhar para trás, mas sem o desejo de voltar. Porque a vida acontece quando nos permitimos. Porque quando perdoamos, trazemos oxigênio para alma. Quando damos a liberdade aos outros, evitamos sofrimentos maiores. Quando acreditamos em um sonho, nutrimos mais energia positiva. Quando resistimos às mudanças, perdemos grandes oportunidades de mudarmos nossa história para sempre.

Será que você não está passando por isso?

Por mais tempestades que tenhamos enfrentado, simplesmente, temos que ser mais fortes do que a dor que nos invadiu. Porque a vida é feita para os fortes, e não podemos ser vítimas de todas as situações do dia a dia.

Se nos virem com indiferença, continuamos a mostrar nosso melhor. Se nos humilharem, continuemos de pé. Se nos entregam o vazio, continuemos a oferecer conteúdo. Se nos pedem para deixar de ser o que somos, continuemos a nos amar. Se nos falam que não somos bons o suficiente, continuemos em orações.

Não deixe de acreditar que você é único responsável por ficar chorando ou limpar a visão. Ser feliz é uma questão de vontade, de escolha!

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Para viver a dois, antes, é necessário ser um

Colunistas, Felicidade - Jared Amarante - 30 de setembro de 2016

Que todos desejamos assistir a um filme com alguém debaixo da coberta, isso é fato. Mas e quando as cenas do enredo são tão tristes quanto a insegurança que a companhia traz? E quando não sabemos o real motivo de não nos satisfazermos em assistir sozinhos? Seria esse um mal-estar do frágil coração? Diríamos que, para simplificar esse possível medo de estar só, revelam-se, no dia a dia, entregas prematuras, que geram mal-estar à alma, desaguando no corpo.

Aqui, pretende-se falar sobre os nossos sentimentos, uma vez que eles determinam o que há no coração. Ah, sim… Mas e se houver dentro de nós uma pessoa que queiramos chamar de tesouro? Poderia ser ela mais valiosa que o amor-próprio?

Há quem diga que essas perguntas podem ser respondidas com mil argumentos. No entanto, prefiro apostar na ideia de que somos um oceano, e que nem todos os que nos acompanham terão disposição para mergulhar, porque alguns nasceram apenas para ficar à margem, isto é, trazem-nos a percepção de força, que nada é mais do que olharmos para nós e percebermos que, se o outro quer ir, é seu esse direito, mas não é meu o direito de desistir de mim, achando que sem o outro – que é apenas o outro -, não serei feliz.

Todavia, diante do que discorri, não pretendo colocar o amor no banco dos réus, mas as milhões de formas como chamamos esse sentimento, ou seja, há pessoas chamando noites avulsas de sexo, de amor à primeira vista, enquanto outras chamam a companhia da balada de príncipe encantado. Ah, e tem aquelas que ainda dizem, após uma semana de contato, que já não vivem mais sem a outra parte da laranja. E olha que, às vezes, a laranja é limão.

Acredito que cada um tem o direito de escolher onde deseja ancorar seu barco, isto é, entregar seus sentimentos, o que precisamos saber é até quando nosso barco precisa ficar na encosta para amadurecer. Mas e se isso não acontecer? Teremos coragem de nos retirar do cenário ou viveremos “ancorados” – dependentes -, por medo da solidão?

Sei que é importante amar, mas mais importante ainda é sentir que alguém nos ama tal como amamos a nós mesmos, porque hoje – sem sensacionalismo, mas coerência -, estamos na época cujas pessoas estão preocupadas em se relacionar, mas, em contrapartida, estamos também rodeados por aquelas que querem apenas o momento. Eis então a mais significativa solução: refletir. Sendo assim, perante todo esse horizonte sentimental vale lembrar do que Fernando Pessoa disse:

Para viver a dois, antes, é necessário ser um.

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E quando não recebemos amor?

Colunistas, Felicidade - Jared Amarante - 23 de setembro de 2016

Não importa o quanto tenhamos amor por alguém se esta pessoa não nos quer. Não importa o quão extensos sejam nossos desejos se a pessoa “amada” não nos quer. Não importa o tamanho e a força das nossas esperanças se o outro não se importa. Sabe o que é? Não podemos forçar ninguém a ser como gostaríamos, né? E a pergunta ressoa: o que fazer quando não recebemos amor?

Essa é uma verdade cruel de aceitar, mas a vida não é assim? Nunca saberemos se um relacionamento vai dar certo ou não, por isso precisamos correr o risco. Mas até quando? Por toda a vida, eu diria. Até mesmo porque cada pessoa é diferente. Ou será que ter medo de sofrer e ficar paralisado é, também, uma forma de negar o amor?

Precisamos parar com tanta idealização, pois expectativa sem sabedoria pode ferir. Mas como viver sem expectativas? Calma, não se trata de deixar de viver ou se relacionar, e sim de ter passos mais lentos, compreendendo que cada um tem uma forma de ser, de sentir, de demonstrar. Por que, então, nos desesperamos tanto?

O amor verdadeiro, sinceramente, só existe na reciprocidade, porque o contrário disso é absolutamente desgastante e desumano. Por isso, saiba ter paciência em um relacionamento, mas não aceite tudo. Saiba agradar, mas espere receber o mesmo, ou alguma coisa está errada. Saiba reconhecer as qualidades, sem ter que apontar os defeitos do outro em todas as brigas. Saiba ir embora se for necessário. O amor não existe nas migalhas.

Não se deve insistir quando o outro não quer. Não se trata de ser fraco, mas de ter amor-próprio. Olhe bem as coisas e você perceberá que quando alguém quer ir embora, esse, aos poucos, vai deixando de ligar, de perguntar do seu dia, de dizer que está com saudade, de demonstrar, até que um vazio se instala.

E aí você começa, depois de muitas tentativas, a cansar e decide ir embora, pois não aguenta sofrer por alguém que não tem olhos voltados para você, seus sonhos e sua vida. Desta forma, só se pode entender que o amor mais lindo é aquele retribuído, ou não fará bem.

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Emoções sustentáveis geram sentimentos sustentáveis

Colunistas, Felicidade - Rodrigo Vieira - 12 de setembro de 2016

Na moda de um novo amor, na voga da novidade liquidez, faltou algo que ditasse o rumo. Sentia falta de algo, enquanto outro sentia acolá, igualmente. Era a falta de sustentabilidade afetiva que nos ausentava, incompletava, era adornar o que de nós dá sustento. Quando nossas emoções sustentáveis geram sentimentos sustentáveis?

Foram coisas assim que premiam, urgiam, rugiam sem saber. O nome disso, a nomenclatura daquilo. Tão esquecidos numa rotina polvorosa, de discursos decadentes, que se contradizem por novidade. Eu apenas me calava na indagação de uma novidade por novidade. Ser novidade só por ser. Isso que amanhã é descartável, como copo plástico, pessoas de plástico e afins de plástico. O que era a cultura do “novo”, agora já é tarde, como o vai e volta de nossas vidas, indo e vindo no espelho embaciado do banheiro.

Fotos trocadas, post´s veraneio de uma vida boa, caras gentis, contrastes reais. O antiquado como cortês, num eufemismo lírico do que fora velho. Um tanto do que gosto, ligar para alguém, os encartes dos cd´s, o marca página no centro da página de autoajuda, escrever no papel. Entusiasta, saudosista, um copista de meu tempo e textos. Ainda me orgulho de não dizer que amo a cada mês, hora e segundo. Entendo que tudo é tão rápido, tudo quanto raso, tudo quanto antiquário de nós mesmos.

Ainda ausenta, ainda carece, fenece. Descreio que tudo se constitui fugaz, rápido de mais, moderno de mais. Tudo é pouco a pouco, ponto por ponto, longa expiração e inspiração. Seria segredo não cuidar do que já temos, nem sempre nos falta, quando quase sempre sobeja. Mal se agradece, mal se cultiva, num clima cheio de ideias de muito “mi-mi-mi”, que fala e não vive de si. Gente de mais, fala de mais, pouco de mais.

Como vivermos na essência, diante de tanto “mi-mi-mi”?

Será a hora de repensarmos, reamarmos, redesenharmos, resermos, reescrevermos. Será a hora em que correspondo à tua mão que me procura, aos teus gestos pidões, ao teu descontente dia em súplica por dias melhores. Hora de ligar para amigos do tempo da escola, procurar quem não me procura, desligar o celular e brincar de telefone sem fio ao pé do ouvido. Seja o instante de apagar a luz, viajar, ir ao ponto mais alto da cidade, comer no melhor restaurante uma vez, pôr mais vinho no copo, dançarmos até o último convidado cansar. Será fazer tudo isso sem precisar mostrar nada a ninguém. Será fazer tudo isso só para nós, de novo: por nós, de novo.

Quem sabe e eu sei, o momento é oportuno para enxergarmos beleza no mesmo semblante, no mesmo tom dessa tez, no agrado desse pé que te coça feito meia quente. Ainda nos acharmos jovens no próximo desafio de trabalho, ou num pernoite pela cidade. E que assim, mesmo, recicle, reaja, areje esta ideia confundida, que difunda que podemos ser de novo, tão ou mais novos que a primeira vez.

Muito quero, muito que quero, de querer as mesmas pessoas que me querem até hoje. As mesmas emoções, alentadas, que não são momentosas, todavia de longas datas. Datas que me chegam, de poucos e suficientes que me abraçam e falam audivelmente “Feliz Aniversário”. Ainda me regozijo, ainda me basta, perder de vista o tempo que nos conhecemos, que nos gostamos, em amigos, em namorados, em colegas, em parceiros, em humanos. São histórias que se formam, o tempo que dá acabamento, a revalorização diária do que temos em nós. Nós.

Deixar um bilhete como a primeira vez. Ser engraçado como no início. Valer como no princípio. Corresponder como que agora. Não precisamos, impreterivelmente, de novidades, necessitamos da sofisticação de não deixarmos desbotar. E tudo é fruto, estação, cíclico. Nós para com os outros, os outros para com nós.

Já me perdi nisso.

Nisso me tenha tão incerto como a última,

Porém tão certo como a primeira vez…#Emoçõessustentáveis, #sentimentossustentáveis.

Leia também no blog outra crônica do Rodrigo Vieira

 

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