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Conflitos, ao que eles se associam?

Felicidade - Paula Lima - 21 de outubro de 2018

Conflitos estão associados normalmente à imagens de inimizade, à vontade de extermínio, bem como, ao cuidado, à preservação e ao zelo. Se ficarmos concentrados na esfera extermínio permanecemos limitados e restritos, pois nossos movimentos, ação e comunicação se direcionam rumo às polarizações, ao ganha- perde, ao poder e às oposições. Continuar Lendo

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Gratidão é uma ponte para o presente e para a felicidade

Felicidade - Paula Lima - 1 de outubro de 2018

Qual é a relação da gratidão com a felicidade? Os estudos de Maslow apontaram que a gratidão contribui para que as pessoas reconheçam o que possuem de bom ao seu redor.

Mas por que eu agradeço e ainda não me sinto feliz? Talvez a resposta venha com uma outra pergunta.
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O que está por trás da crise?

Colunistas, Felicidade - Paula Lima - 27 de setembro de 2015

 

Olá leitores, este mês gostaria de convidar a todos para a reflexão de um tema que é mais que atual, é parte do nosso cotidiano, a crise. A maioria dos eventos sociais, programas de televisão, mídias impressas e on line este assunto é recorrente e está na pauta de muitos profissionais e eu gostaria de abordá-lo sob o ponto de vista, vou arriscar dizer, filosófico.
Porque será que este assunto causa tanto desconforto, preocupação e tem tirado o sono de muitas pessoas? Tenho me deparado com muitos indivíduos em estado de sofrimento elevado com medo das consequências do que a crise pode causar.
Em situação de estabilidade e conforto a motivação primária é usufruir de algo que “parece” estar garantido, já em uma situação de crise nos deparamos em primeiro lugar com uma sensação de temor por vivenciar a ameaça de perda daquilo que parecia estar garantido, favorecendo sentimentos de medo, insegurança e instabilidade.
O ponto mais crítico de uma situação como esta é o individuo considerar que aquilo que está em xeque é a única possibilidade que ele tem na vida de ser o que é, de conquistar o que sonha ou almeja, causando um sofrimento imenso ao pensar na não garantia deste status.
Em partes, é legitimo tal sofrimento, pois ao estar em uma situação ameaçadora ficamos tão presos no temor de perder, de se desintegrar que não consideramos espaços para descobrir potencialidades, para entrar em contato com o que gostaríamos de fazer ou não, com o que é possível construir e etc.
A estabilidade nos insere em uma rotina que é comum nos tornarmos dependentes da garantia. Qualquer instabilidade a esta situação nos frustra obrigando a nos colocar em movimentos para nos reinventarmos, nos redefinirmos, nos auto regularmos.
Tenho escutado muitas histórias nas quais pessoas após perderem, por exemplo, o emprego colocaram em prática, planos antes adormecidos ou que descobriram novos talentos se deparando assim com novos desejos, novos projetos, novas experiências e nova identidade.
A crise a partir de um ponto de vista social coloca em xeque nossa identidade tão carregada de ambivalências através de uma compreensão de que a vida é um chegar a algum lugar, contudo a vida é um processo que inclui chegar a algum lugar, mas não é só isso, pois existem mudanças de rota, vitórias, perdas, transformações que a todo o momento vão colaborando para sermos o que ainda não sabemos.
As crises nos possibilitam descobrir novos formatos de viver, novos formatos de nos reorganizarmos , de redefinir significados, propósitos de vida entendendo a trajetória também como dinâmica, proporcionando sairmos da polaridade de palavras como para sempre e nunca mais podendo desta forma integrar situações de estabilidades e instabilidades, construindo um sentido de vida mais orientado em experiências e não somente em acontecimentos.
Um abraço a todos!
*Banco de imagem Pixabay
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A sua relação vale a pena?

Colunistas, Felicidade - Paula Lima - 24 de junho de 2015

 


Relacionamento significa algo completo, acabado, fechado. O amor nunca é um relacionamento: amor é relacionar-se – é sempre um rio fluindo, interminável.” Osho

 

Ao mesmo tempo em que a existência do outro incomoda ela também é importante, pois suscita descobertas.  Já pensou como se relacionar é complexo?
Há situações em uma relação que incomodam, chateiam, irritam e que por alguma razão desmotivam.  Você já viveu alguma situação que provocou algumas destas sensações?
É possível pensar que se afastar desta situação é resolver a questão, contudo, distanciar-se do problema não necessariamente significa resolvê-lo.
Resolver a questão é compreender o que no outro desperta em você tal incômodo, o que na relação com este indivíduo é revelado sobre você mesma? Queria ser reconhecida e não foi, queria ser amada e não foi, queria ser considerada e não foi, queria ser escolhida e não foi, queria ser compreendida e não foi, etc.
É na relação com o outro que surge a possibilidade de entrar em contato com as próprias fragilidades, fraquezas, limitações, podendo sentir a falta e a ausência do que não se tem, do que se quer, do que se deseja.  Dependendo da maneira como se lida com as fragilidades é comum perceber dois tipos de comportamentos mediante situações que trazem estes conflitos:
a) fazer de conta que estes incômodos não existem, ignorando qualquer compreensão a respeito da situação
b) explodir como vulcão, reagindo aos impulsos das emoções
Muitas vezes, alternarmos nossas respostas em relação a esses dois tipos de comportamentos, mas chega um momento que é muito desgastante viver as relações através destas polaridades, ora no oito, ora no oitenta.
Existe uma relação em que é possível se sentir nutrida, preenchida, satisfeita, grata, realizada, feliz? Sim, existe! Ela existe dentro da complexidade que é se relacionar. Ela existe no dia-a-dia e não somente em datas comemorativas e eventos especiais em que todos arrumados e bonitos registram-na através de fotos e vídeos.
Ela pode acontecer quando se descobre mais sobre si mesma, quando se pode revelar ao outro o que na relação é possível, o que não é possível, o que se pode fazer, o que não se pode fazer, o que gosta, o que não gosta, o que se dispõe, o que não se dispõe, o que faz sozinha, o que precisa de ajuda, o que sabe, o que não sabe, aprendendo assim discutir sobre quem é, sobre o que pode, o que espera, o que deseja.
Nessa relação construída sobre esse alicerce é possível viver um encontro onde existe crescimento, onde há gratidão, onde há aprendizados, trocas e compartilhamento. Neste encontro acontece uma relação de verdade, que não significa uma relação perfeita ou somente de flores, mas uma história que é construída a partir das descobertas de si e do outro, das transformações, das reinvenções e do amor que se nutre e não somente do que supre e do que suporta.

Uma relação de verdade e que se sustenta é aquela que vale a pena para ambos.

Um abraço a todos !
Paula Lima atua como Personal & Professional Coach com certificação internacional pela Behavioral Coaching Institute e Nacional pela Potenciar, federada pela FEBRAP, nos segmentos individual e corporativo.
Practitioner na arte da programação de neurolinguística pela Sociedade Brasileira de Programação Neurolinguística.
Terapeuta Corporal com formação Neo-Reichiana.

Linkedin: paulalimacoach
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Você tem medo de mudança ou encara qualquer desafio?

Colunistas, Vida Saudável - Paula Lima - 20 de maio de 2015

O quanto sou resistente à mudança? Gostaria de convidá-los a refletir sobre este tema a partir da sua experiência.
Quando se pensa em mudança o que vem a mente? Qual é a sensação que aparece? Insegurança, entusiasmo, motivação, angústia, desconforto, curiosidade, medo.
Segundo Heráclito, filosofo pré-socrático, a única coisa permanente é a mudança, portanto, este é um processo inerente à condição humana. Sejam todos bem-vindos a esta experiência.
Quantas vezes lutamos contra uma mudança ou quantas vezes resistimos a ela? Por que isto acontece?
O conhecido é um lugar que acalma, que tranquiliza, que traz conforto, traz sensação de poder. Mas sem dúvida é também um lugar que aprisiona, pois o torna blindado ao novo, ao que se pode revelar.
A mudança traz a todo o momento a abertura para o não saber.  O quanto é possível tolerar o não saber em uma sociedade em que ter controle e saber de tudo a todo momento se faz tão valorizado? Como é  perder ou sair do controle?
Uma mudança possibilita a oportunidade de se rever, de avaliar o que não serve mais em nós, de retomar algo que estava adormecido, de perceber se estamos de acordo com quem somos ou com quem gostaríamos de ser, enfim, de se reinventar.
O que na maioria das vezes nos move é o desconforto, a mudança, pois é ela que nos mobiliza construir novos repertórios, ampliar reflexões, expandir vivências e projetar algo para o futuro, possibilitando refletir nossa própria história durante a transição.
Um caminho para lidar com a vulnerabilidade que a mudança sugere é compreender a vivência, olhar para dentro, acessar os desconfortos, descobrir os significados e a maneira possível de lidar com a situação de mudança naquele momento.
Casar, ingressar na faculdade, finalizar um trabalho, construir uma casa, iniciar um namoro, ter um filho, mudar de país, encerrar uma relação, são exemplos que mobilizam em nós mudanças.
Somos formados pelo nosso passado e também pelo futuro que se projeta a partir de como consigo lidar com as mudanças no agora, podendo descobrir gradativamente mais de quem eu sou, de quem eu não sou mais e de quem eu gostaria de ser.
A maneira como você lida com as mudanças vão revelando ao longo do tempo a sua maturidade, possibilitando saber o quanto você está aberto ou resistente às mudanças.
Finalizo com a pergunta: E você, como tem lidado com as mudanças?

 

Desejo a todos um ótimo mês!
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Você é vítima ou protagonista da sua vida?

Colunistas, Felicidade - Paula Lima - 22 de abril de 2015

Pense nessa questão: Eles não me entendem ou não consigo me fazer entender ?
Existe alguma diferença de significado em relação às duas frases?
 
1ª frase: Eles não me entendem.
2ª frase: Eu não consigo me fazer entender.
 
Se não consegue perceber a diferença, peço que leia novamente, agora em voz alta, e perceba qual é a ressonância de cada uma delas aos seus ouvidos.
 
Se você realizou este breve exercício, perceberá que a primeira frase aponta a responsabilidade da comunicação, da compreensão do que eu falo para o ouvinte, ou seja, no outro.
 
Na segunda frase a responsabilidade por se fazer entender é própria do emissor, ou seja, da pessoa quem fala.
 
É através desta dinâmica que convido você a refletir sobre qual papel tem tomado mais espaço na sua vida, o de vítima ou o de protagonista?
 
A comunicação é um dos meios que evidencia nossa postura, refletindo nossos preconceitos, nossos valores, nossos comportamentos e, por consequência, revelando o nosso papel de vítima ou protagonista sobre determinada situação.
 
Se estamos no papel de ser protagonista, olhamos uma determinada situação pela ótica da oportunidade, do desafio, do fazer diferente, do aprender, do arriscar, de poder experimentar, do descobrir.  O novo é o que me coloca em contato com a possibilidade de aprender, de olhar com novos olhos, de ampliar a minha experiência sobre algo, de trazer a reflexão sobre o que é melhor.
 
O papel de vítima com respostas do âmbito, eles não me entendem, eles não me chamam, eles não me convidam, eles não me querem, eles não gostam de mim, eles não me promovem, eles não ensinam, eles não explicam, eles não pediram, entre outras frases que revelam a postura de vítima, encara o mundo com a lente do que lhes falta, do que lhes devem e tratam de responsabilizar o outro pelo seu bem-estar, pelo seu sucesso, pela sua satisfação, pela sua alegria e pelas suas conquistas.
 
Responsabilizar o outro pode acalmá-lo por um tempo, justificar alguns erros, mantê-lo protegido, mas de verdade não o faz autor da sua própria história, não imprimi sua marca na vida de quem mais deseja, da conquista que mais almeja.
 
O protagonista busca, vai em direção, tenta; o vitimizado espera, resigna-se e lamenta. Os méritos alcançados por protagonistas são muito mais celebrados, pois a autoria da realização é legítima trazendo satisfação plena.
 
Olhe na sua história e busque momentos em que foi protagonista, recorde-se do bem-estar que foi superar alguma dificuldade ou conquistar algum objetivo.
 
Finalizo esta reflexão com a frase do filósofo francês Jean Paul Sartre lembrando-nos de que podemos escolher sempre, papel de vítima ou protagonista.
 

“Não importa o que fizeram de mim, o que importa é o que eu faço com o que fizeram de mim.”

Um abraço e um mês com muito protagonismo! 

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