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Cidades Abertas, cidadãos felizes

Sustentabilidade - Luciana Murakami - 7 de abril de 2016

Cada vez mais as cidades têm aberto seus espaços públicos para o uso da população de forma mais humana. Espaços antes de circulação exclusiva de carros ganham vida aos finais de semana quando fechados para pedestres. Continuar Lendo

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Métodos Construtivos Alternativos

Sustentabilidade - Luciana Murakami - 25 de fevereiro de 2016

Divulgação/Todd Ziegle

Construir uma casa com um método alternativo ao convencional está cada vez mais fácil, empresas especializadas em bioconstrução, startups com novos materiais e muita imaginação surgem nos quatro cantos do mundo.

Recentemente vi o caso do pedreiro Ed Mauro que construiu sua casa com cerca de 11mil garrafas pet e ainda utilizou pneus para fazer o arrimo.

pedreiro-constroi-propria-casa-11-mil-garrafas-PET-1

Uma outra técnica que utiliza pet na sua composição, mas tem um prazo de execução bem mais curto é da startup mexicana EcoDomum que fabrica painéis modulares com plásticos reciclados.

Foto: EcoDomum

Foto: EcoDomum

Do Brasil colonia varias construções de adobe e  taipa de pilão ainda resistem comprovando que este tipo de construção é tão durável quanto o famoso concreto e alvenaria. A terra é a base para ambos os tipos construtivos, assim como a técnica de terra ensacada (super adobe), solocimento e o COB.

Casa em Adobe Foto: Francisco Arroyo Matus

Casa em Adobe Foto: Francisco Arroyo Matus

A matéria prima normalmente é abundante no local, afinal terra está por todos os lugares.

Casa em Terra Ensacada (Super Adobe) Foto:Jose Andre Vallejo

Casa em Terra Ensacada (Super Adobe)
Foto:Jose Andre Vallejo

Casa em taipa de Pilão Foto: Ecocasaportuguesa

Casa em taipa de Pilão Foto: Ecocasaportuguesa

O interessante é que você pode mesclar técnicas de acordo com sua necessidade.

A casa abaixo está sendo construída no interior de São Paulo, a arquiteta Samantha Orui responsável pelo projeto e obra utilizou um sistema de construção misto, que emprega varias técnicas em conjunto.

Casa em solocimento

Casa em Solocimento

A fundação é de paralelepípedo de demolição, as paredes com tijolos de solocimento (Construvan), as lajes e vigas foram feitas no método convencional de concreto e um pórtico de entrada está sendo executado em adobe.

Para os mais modernos o uso de containers tem sido um bom caminho para construir de forma rápida e com custo enxuto. São utilizados containers antigos que passam por pequenas adaptações para dar conforto térmico e acústico aos moradores.

Casa de container

Casa de Container

Construir pode ser mais sustentável e inovador, basta pesquisar a técnica que melhor se adapta ao seu gosto e bolso!

Até breve!

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Os bons ventos de 2016!

Sustentabilidade - Luciana Murakami - 17 de dezembro de 2015

O ano novo chegou e boas iniciativas estão sendo implementadas na cidade, por isso deixo estas dicas para quem vai curtir as férias em São Paulo:

 Descobrindo Rios escondidos na cidade:  O projeto Cidade Azul possui 02 áudio-guias  onlines que te permite seguir o caminho de rios escondidos na cidade, um na vila Madalena e outro no centro de São Paulo. Um passeio divertido  que te leva a um mundo que o concreto escondeu mas não eliminou, sim , os rios estão vivos e correndo por ali!


retorna-machine-foto-alta1 

 

Retorna Machine: A máquina de recebe resíduos recicláveis e em troca lhe dá créditos no bilhete único, desconto na conta de luz ou nas livrarias Saraivas! Ela está em 05 pontos da cidade, para usá-las basta se cadastrar no site.

 

  

 


 

foto_globo.com

foto_globo.com

Passeio pelas ciclovias da cidade: A cidade ganhou esse ano novas ciclovias e  passear por elas pode ser uma nova maneira de conhecer a cidade. É possível fazer um passeio pelo centro histórico e visitar o mosteiro São Bento ou na  Avenida Paulista  visitar o Masp e o mirante Nove de Julho ou quem sabe um passeio noturno para ver as fachadas decoradas dos edifícios para o Natal. Clique aqui para ver o mapa de todas as ciclovias da cidade.

Que 2016 seja de muita alegria e com um planeta cada dia mais sustentável! 
Até Breve!
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Verdejar para refrescar

Sustentabilidade - Luciana Murakami - 27 de novembro de 2015

O verão está chegando e as temperaturas nas cidades ultrapassam os 30° com muita facilidade. Quem nunca procurou se acolher, nestes momentos, à sombra de uma árvore?

E se esta árvore estiver na cobertura da sua casa, proporcionando sombra, conforto térmico e acústico, isso não seria incrível? Essa realidade existe, pois é assim que funciona um telhado verde.

Fonte: Ecotelhado

Telhados verdes são coberturas de edificações que possuem sobre sua estrutura uma camada de vegetação. Esta vegetação pode ser um gramado, arbustos ou até mesmo árvores.

Para executar um telhado verde, primeiro se faz necessário verificar o tipo de estrutura existente, mas é possível executá-lo sobre lajes, telhas cerâmicas ou metálicas.

As vantagens de se ter este tipo de cobertura para o usuário são inúmeras: o primeiro impacto está na redução de até 5°C na temperatura interna do imóvel, se compararmos com uma laje de concreto. Outro impacto direto está no bolso, pois o telhado verde garante economia de energia tanto no verão quanto no inverno.  Como nos dias quentes há o resfriamento natural do ambiente, não há tanta necessidade de resfriamento artificial com o uso de ar condicionado. Já no inverno, o telhado verde mantém a temperatura mais aquecida por mais tempo.

O conforto acústico também é maior devido ao isolamento que este tipo de cobertura proporciona. Na escala da cidade a utilização deste tipo de telhado combate as ilhas de calor, diminuem a poluição, aumentam a umidade do ar, retém por mais tempo as águas de chuva contribuindo para a redução de enchentes e ajuda na biodiversidade local.

Para executar um telhado verde é preciso rever a impermeabilização do local, a drenagem de água e caimentos existentes, algumas empresas possuem sistemas mais eficientes que otimizam o uso de água
Foto: Sistema Ecotelhado laminar alto
Mas, você mesmo pode executar seu telhado verde seguindo este esquema simples:

Vestir sua casa de verde pode ser uma solução sustentável para você e para sua cidade, quem sabe um dia teremos esta paisagem?

Até Breve!

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Como você trata seu lixo?

Sustentabilidade - Luciana Murakami - 28 de outubro de 2015

Campanha do Banco do Planeta

Todas as quintas feiras, quando coloco meu lixo reciclável para ser recolhido na rua, me assombro com dois fatos: primeiro pela quantidade de lixo que acumulamos numa única semana e, segundo, pelos poucos vizinhos que separam e reciclam seus lixos. 

Moro em casa, e por isso é mais fácil visualizar na rua quem recicla e se preocupa com o destino correto dos resíduos, de quem não faz essa lição de casa. Observei que de 10 casas próximas a minha, apenas três fazem a separação do que é lixo, e do que pode ser reciclado. E no restante da rua não é diferente…
Em compensação o lixo ali na esquina se acumula. Primeiro foi uma carcaça de TV, depois um colchão, por último um sofá! Fico imaginando o que pensa uma pessoa que tem esse tipo de atitude. Será que ela pensa nas consequências dos seus atos? Ah, acho que ela não conseguiu pensar sobre esse assunto.
Vamos refletir então: quais as consequências daquele lixo no meio da rua? Esse tipo de resíduo favorece o acúmulo de água, que, consequentemente, alimenta os mosquitos e que podem causar doenças como a Dengue, dentre outras. E se jogados nos córregos ou rios potencializarão as enchentes no período das chuvas.
Muitas vezes, quem acaba solucionando esse problema são os incomodados, os que pensam: como isso veio parar aqui?! E liga para o serviço de cata-bagulho da prefeitura (sim, existe um serviço especializado que resolve o seu problema sem que você precise despejá-lo na rua na calada da noite)
Opções não faltam para reciclar: supermercados, parques, lojas de materiais de construção tem locais para descarte de materiais recicláveis. Além disso a cidade de São Paulo tem Ecopontos espalhados em locais estratégicos onde é possível descartar entulho, madeiras, móveis, etc… Assim, seu sofá não precisa ir parar na esquina.
Se já é difícil ver pessoas que separam suas garrafas pets para a reciclagem, fico imaginando o que elas fazem com as lâmpadas fluorescentes quando queimam. Você sabia que essas lâmpadas econômicas e super legais para redução do uso da energia, são perigosas para sua saúde e para a natureza?
 Pois é, elas contém mercúrio e chumbo, metais altamente tóxicos que contaminam o solo e podem causar doenças. Infelizmente, apesar da Lei dos Resíduos Sólidos está aprovada desde 2010, obrigando o recolhimento desse tipo de material, o único lugar que conheço na cidade de São Paulo que recolhe este tipo de lâmpadas são as lojas Leroy Merlin. Se você conhece outros pontos de coleta, por favor compartilhe conosco essa informação.
Estação de Coleta Seletiva Leroy Merlin
No caso das pilhas descartáveis a solução está mais fácil. Há vários pontos como bancos, farmácias, lojas, até condomínios que fazem a coleta desse material. Então nada de jogar pilhas no lixo! A coleta e o devido fim irá evitar a poluição do solo e das águas. Não queremos conviver na hora das chuvas com toda essa contaminação, não é mesmo? Então, precisamos fazer a coisa certa.
E remédios, sua farmacinha venceu? Algumas redes de farmácia como a DrogaRaia recebem  estes produtos que também possuem componentes prejudiciais ao meio ambiente e direcionam para o descarte correto.
Posto de coleta de medicamentos vencidos Droga Raia
O lixo orgânico já ganhou um post especial sobre compostagem, onde você pode aprender a fazer um super adubo para suas plantas em casa, para rever é só clicar aqui!
Talvez um dia seja possível não ter tantas caixas embrulhando nossos alimentos, tantos plásticos protegendo o que consumimos, o leite poderia ir e voltar num vidro retornável e não em um tetrapak…
Enfim, as empresas precisam urgentemente pensar em soluções para usar menos embalagens e nós, consumidores, sermos mais comprometidos com a coleta seletiva e a destinação do livo. Sem esquecer do trabalho dos governos em disponibilizar amplamente essa coleta seletiva, abolindo os lixões e investindo em usinas de lixos que transforma os resíduos em energia.
Loja em Berlim não usa embalagens
Existe um movimento crescente em prol do resíduo zero, em que pessoas conseguiram em  um ano gerar apenas um pote de lixo no vidro. Conheça a história da brasileira Cristal que se propôs a cumprir o desafio de lixo zero. Ela tem apenas 24 anos e conta seus dilemas e conquistas no Blog Um ano sem lixo
Acompanhando essa tendência de menos embalagens e lixo, já há lojas sendo abertas pelo mundo inteiro com uma disposição diferente na oferta dos produtos. Assim, com mais consciência ambiental é possível preservar o nosso planeta.
Sim, existe esperança de que no futuro não viveremos sobre uma ilha de lixo. E você, o que faz com o seu lixo?
Zero Waste Home: lixo de 01 ano de uma família está neste pote
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Como você se relaciona com a sua cidade?

Colunistas, Sustentabilidade - Luciana Murakami - 5 de outubro de 2015

Somos 3,9 bilhões de pessoas vivendo em zonas urbanas, disputando espaço para morar, trabalhar, estudar, se divertir e locomover.
Para alguns destes bilhões a cidade pode ser um caos, mas também pode ser extremamente agradável, tudo depende de como você se relaciona com ela.
Viver na cidade significa viver em comunidade, viver em conjunto com outros seres, nem todos humanos.
Significa partilhar, dividir e por que não, doar um pouco de si.
Muitos desejam viver num lugar melhor, mais agradável, mas para isso é necessário que se apropriem destes lugares, se apropriar da sua cidade é ter consciência da sua cidadania.
Em São Paulo temos alguns exemplos de cidadãos que resolveram se apropriar da cidade, fazer dela um espaço mais agradável. Um deles é o coletivo Ocupe&Abrace , que revitalizou a praça da nascente em Perdizes. O local, antes abandonado, ganhou horta, lago, brinquedos de bambu e recebe desde pic-nics até festivais de música.

Um outro exemplo muito bonito é do sr. Helio Silva que durante 12 anos plantou por conta própria 18.000 árvores ao lado do córrego Tiquatira na Zona Leste. O local antes degradado e cheio de lixo, agora é um parque linear.

Hortas comunitárias estão surgindo por todos os cantos da cidade, são pessoas se juntando novamente em comunidade, saindo de traz de seus muros e voltando a ocupar e usufruir da cidade que lhes pertencem.
Horta das Corujas na Vila Madalena

Carros estão ficando na garagem e bicicletas agora ganham espaço. Em um único sábado foi feito um mutirão para plantar 100 árvores na ciclovia da avenida Eliseu de Almeida. Crianças, adultos, ciclistas, moradores unidos em torno de um objetivo: ter uma cidade mais agradável.

Se relacionar com a sua cidade é mais do que morar e trabalhar nela, é participar das ações que nela acontecem, é opinar mais do que uma vez a cada quatro anos, é trazer vida aos espaços, visitar suas praças, suas ruas, e não somente seus edifícios, é estar a céu aberto junto com ela.

 

Vem pra rua curtir e cuidar da sua cidade!
Até breve!

Assista também a entrevista com Luc Michael Bouveret, fundador do Centro de Evolução do Ser New Ways, que palestrou na Virada Zen com o tema “Como ser feliz na Cidade”.

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Design sustentável na sua casa

Sustentabilidade - Luciana Murakami - 1 de setembro de 2015

Vaso Batucada de Brunno Jahara
No início desse mês visitei a exposição Ecodesign Brasil promovida pela Leroy Merlin, quando 15 designers brasileiros demonstraram em suas peças que é possível produzir móveis e objetos sustentáveis e bonitos.
A mostra possui desde delicadas peças desenhadas pelo design Sergio J. Matos que exaltam o artesanato brasileiro utilizando materiais encontrados na natureza como fibras e folhas, até móveis que pensam em toda uma cadeia sustentável que leva em conta a matéria prima, maquinário, funcionários, funcionalidade, durabilidade e custo do produto, como os produzidos por Fernando Jaeger e Paulo Alves.

Tunico Lages busca no cerrado a matéria prima para seus móveis e transforma a madeira morta, que teria destino certo nas carvoarias,  em cadeiras e mesas únicas.

Através das mãos destes talentosos designers papelão torna-se poltrona e pneus são descoladas fruteiras.

 

A transformação de materiais que seriam descartados em objetos úteis e bonitos trazem não somente um diferencial a estas peças, mas também nos mostra que é possível com um pouco de imaginação transformar a matéria e ajudar na preservação da natureza, fazendo um mundo melhor.

Que tal pegar aquela madeira descartada na caçamba da obra e transformá-la em um banco? Assim surgiu o banco resto que a arquiteta Claudia Strutz ensina como produzi-lo em seu blog.
Outro material encontrado com facilidade sendo descartado são os pallets, que tem se tornado multiuso: sofá, mesa, jardineira vertical, estante e até balanço.
Garrafas podem se transformar em vasos e caixotes de feira em prateleiras. Olha quanta delicadeza nessas ideias.
A nossa dica dessa semana é USE e ABUSE da sua IMAGINAÇÃO… e depois conte para nós nesse espaço o que você conseguiu criar e reciclar! Vamos espalhar boas iniciativas?
Até breve!
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Horta em casa, sim você pode!

Sustentabilidade - Luciana Murakami - 29 de julho de 2015

 

Você sempre quis ter uma hortinha, mas nunca trilhou o desconhecido mundo das plantas? Saiba que basta boa vontade, dedicação e não ter medo de errar para conseguir um pouco de verde dentro da sua casa. Você não precisa ter um jardim enorme, basta um lugar ao sol para conseguir ao menos alguns temperos!
Uma horta precisa de 04 elementos básicos: luz, água, ventilação e carinho.
O primeiro passo é verificar como o sol incide e por quanto tempo no local disponível para a horta: no período da manhã, da tarde, o dia todo? Esta informação será importante para definir qual tipo de planta irá ser colocada no local.
Depois é preciso escolher o tipo de recipiente que será usado, pode ser uma jardineira, um pedaço de terra no quintal ou em vasos.

 

Hoje existem várias opções no mercado que facilitam o plantio, como por exemplo os vasos auto-irrigáveis, que precisam receber água somente a cada 15 dias.
Horta Cultive: vaso com dispositivo lateral de irrigação a cada 15 dias
Para quem tem áreas maiores pode usar este modelo que também armazena água e precisa de menos irrigação.
Noocity.com
Mas pode dar asas a sua imaginação e usar pneus, latas, baldes, potes de vidro, garrafa pet, tubos de pvc, etc…

 

 

Se o espaço é pequeno as hortas verticais são as mais recomendadas, pois ocupam pouco espaço.

 

Definido local e o recipiente, resta saber o que plantar. Neste momento entra a dedicação e o não ter medo de errar, pois cada local possui características de sol, luz, ventilação, umidade, etc… Talvez algumas plantinhas se percam neste processo de aprendizagem, não desista, mude a espécie, adeque a quantidade de água, adube, e aos poucos, com paciência verá que é possível ter manjericão fresco ou alecrim pra dar um sabor delicioso nos seus pratos.
Para saber qual a melhor planta para o seu local pesquise as espécies que te interessam, algumas são espécies “amigas”, ou seja, gostam da companhia de outras, como o alecrim e a sálvia ou o tomate e o manjericão. Aqui tem uma lista completa das plantas amigas.
Plante varias espécies, assim você saberá qual se adapta melhor ao local.
Uma sugestão se o seu canteiro pega sol direto por pelo menos 2 horas: hortaliças (alface, rúcula), alecrim, sálvia e tomilho.
Se ele é mais sombreado, mas tem bastante luz tente: manjericão roxo, hortelã, salsa, cebolinha.
Lembre-se, a horta precisa de água, ela te mostra sinais de que está bem ou não, aprender a observa-la é um ótimo exercício de conexão e empatia, procure adubar a hortinha com produtos naturais pelo menos 1 vez por mês, ter uma composteira é uma ótima solução para conseguir um adubo de qualidade em casa, escrevi sobre isto neste post  sobre compostagem.
Neste site você encontra uma cartilha muito bacana com dicas legais de como fazer sua horta.
Se interessou e quer saber mais? Pesquise sobre permeacultura, agroecologia e biodinâmica, são técnicas de cultivo sustentáveis que podem te ajudar muito!
Até breve!
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Práticas para uma casa sustentável – Parte 01

Colunistas, Sustentabilidade - Luciana Murakami - 1 de julho de 2015

 
 
Muitas pessoas me perguntam se é possível transformar a casa onde moram num lugar mais sustentável ou se é preciso começar uma construção do zero. 
 
Há quem pense que construções sustentáveis são como uma casa de Hobbit no meio da floresta, e não imaginam que atualmente as casas sustentáveis são mais parecidas com esta da foto abaixo, criada como modelo pela Basf.



Se a casa for pensada desde o início com um projeto sustentável, certamente será mais fácil de implementar as tecnologias ecoeficientes disponíveis, com um custo menor. Porém, também é possível fazer em construções existentes pequenas adaptações que a transforme em uma casa “limpa”, “verde”, ecologicamente correta.
 
Algumas soluções são bem simples, outras exigem um pouco mais de reformas. Diversos fatores podem fazer sua casa se tornar mais sustentável, os materiais que foram utilizados em sua construção, a eficiência enérgica que ela possui, como ela consome e descarta os resíduos sólidos e líquidos, como economiza recursos naturais, enfim uma infinidade de itens.

Citarei alguns que podem ser o início de um projeto para tornar sua casa um pouco menos agressiva ao nosso planeta.

Aquecimento Solar

Trata-se de um sistema de aquecimento de água através da energia solar, os mais comuns são os de placas solares.


Aquecedor Solar com placas
Porém existe disponível no mercado modelos com tubo à vácuo extremamente eficientes, aquecendo até mesmo em dias nublados, com apenas um mormaço.
Aquecedor Solar a vácuo
O uso de qualquer um destes sistemas pode ser conjugado com equipamentos de apoio elétricos ou a gás para períodos onde o sol não é suficiente.
Se você ainda gosta de colocar a mão na massa, a Sociedade do Sol possui um manual de como construir seu próprio aquecedor solar.
 

Captação e reuso de água de chuva

Com a crise hídrica vivida pelo país neste último ano, esse tipo de sistema tem sido cada vez mais utilizado em residências. O sistema de captação pode ser subterrâneo, utilizando cisternas de plástico igual as caixas d’água, ou podem ser utilizados sistemas externos como estes, que podem armazenar de 200 a 2000 litros de água.


Reservatórios de água de chuva
Após a captação no telhado é importante utilizar um filtro de folhas e manter a água armazenada com cloro para evitar contaminação. Também é possível criar sua própria cisterna veja como aqui .
 
A utilização deste tipo de água pode ser para regas de jardim, lavagem de áreas externas e descargas de vasos sanitários.
 

Permeabilidade de Solo

Outro fator muito importante, principalmente nas cidades, é a impermeabilização dos solos. Muitas enchentes ocorrem, pois os rios e córregos existentes não comportam o volume de água que chega até eles com muita rapidez. Quando temos um piso permeável parte desta água penetra no subsolo, diminuindo a vazão que vai para a rua e sistemas de captação.
 
Para aumentar sua área permeável, podem-se criar jardins ou utilizar pisos drenantes, que permitem que 50% a 90% da água que cai sobre eles infiltre no solo.
 
Piso Drenante
Garagens e corredores de circulação também podem usar este tipo de piso. Além de contribuir com o controle de enchentes, você estará permitindo que esta água retorne ao sistema hídrico naturalmente através de lençóis freáticos, que podem inclusive ajudar a abastecer as represas da sua cidade.


Uma casa não precisa ser parecida com a casa de um duende para ser sustentável, mas se você conseguir implementar pelo menos um destes itens já estará ajudando muito o nosso planeta.

Cada gota que juntarmos, formaremos um grande oceano!
Ate breve!
Luciana Murakami

 

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Compostagem: Bom para o planeta, ótimo para sua saúde!

Sustentabilidade - Luciana Murakami - 27 de maio de 2015


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Foto: Luciana Murakami


Segundo dados da prefeitura, todos os dias na cidade de São Paulo são gerados 20 mil toneladas de lixo, sendo que deste total 12 mil toneladas são de lixo domiciliar. Acredito que cada um de nós é responsável pelo seu próprio lixo e não adianta achar que nossos governantes conseguirão resolver todos os problemas que nós diariamente ajudamos a criar.


Há algumas décadas já se fala em reciclagem e muitas pessoas separam o lixo orgânico dos materiais que poderão ser transformados e reutilizados. Mas, infelizmente, a cidade recicla apenas 2% deste percentual e apesar de existir um plano municipal para ampliar este valor para 10% isso só acontecerá em 2016. Enquanto isso, toneladas diárias de lixo continuarão sendo jogadas nos poucos aterros sanitários disponíveis.


Então o que fazer? Além de reciclar, evitar o desperdício é algo que pode ser trabalhado em nosso dia a dia. Precisa imprimir? Use os dois lados da folha. Vai ao mercado, leve uma sacola retornável. Compre produtos que possuem menos embalagem, e se não tem como evitar a embalagem, recicle. Que tal adotar uma caneca no trabalho? Você sabia que irá economizar pelo menos 3 copos diários, e que ao fim do mês serão menos 60 copos descartáveis indo para o aterro?


E o que fazer com o lixo orgânico? Este possui uma solução que nossos ancestrais sempre sábios usavam muito no campo: a compostagem.


“Compostagem| s.f. Processo biológico que consiste em deixar fermentar os resíduos agrícolas e urbanos (gorduras domésticas), misturados ou não em terra vegetal(Priberam Dicionario)


Os aterros sanitários utilizam este sistema de compostagem, em grande escala, mas é possível fazer o mesmo processo em casa, apartamento, condomínio, escolas e empresas.
No ano passado, a prefeitura em parceria com a Ong Morada da Floresta lançou um programa piloto que distribuiu 2.000 composteiras domésticas para cidadãos e eu consegui a minha.

 

As composteiras domésticas consistem em 3 caixas plásticas retangulares empilhadas, nas quais se coloca um pouco de terra com minhocas e, diariamente, o resíduo orgânico que iria para o lixo (cascas de frutas, vegetais, etc)  é depositado dentro e coberto com um pouco de serragem ou folhas secas. As minhocas pré-existentes na camada de terra irão se ocupar da decomposição destes resíduos.

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Composteira GG completa após 30 dias
Foto: Luciana Murakami
O processo para completar 1 caixa dura cerca de um mês e são necessários mais 30 dias de descanso. Neste período, a segunda caixa começa ser preenchida e ao final de 60 dias, ao invés de gerar 20 kg de lixo, você gerou 20 kg de húmus, um adubo super potente para utilizar nas suas plantas e quem sabe na sua nova horta sem agrotóxicos.

 

Humus.jpg
Resultado da compostagem: Adubo para a horta (e minhocas felizes e alimentadas…)
Foto: Luciana Murakami
Todo o processo é bem simples, não gera cheiro e os resíduos são processados no mesmo local em que foram gerados e isso significa o cidadão se responsabilizando por aquilo que produz.


Os números do programa ainda não foram oficialmente divulgados, mas já se sabe que a participação trouxe um aumento de consumo de frutas, legumes e verduras, além de incentivar a adoção de hortas domésticas e maior contato com a natureza.


Minhocas felizes, famílias saudáveis, mais verde na cidade, menos lixo no mundo… Não é uma boa receita de felicidade?


Ficou interessado em começar a compostar? No grupo Composta São Paulo no facebook é possível conseguir informações de como fazer sua composteira em casa. Você também pode pesquisar no site da Morada da Floresta a composteira mais adequada ao tamanho da sua família.
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