A empatia é a moeda do futuro

A empatia é a moeda do futuro. Ouvi isso do Head of CEX – Felipe Teobaldo (o Teo), um jovem profissional muito antenado com o futuro e que viveu experiências educacionais nas maiores universidades do planeta: Harvard e Singularity (a Universidade do Vale do Silício, com parceria entre Nasa e Google), e que está enxergando o espírito do tempo da nossa sociedade.

Eu, particularmente, estou muito entusiasmada com essa transição dos tempos em que palavras ou sentimentos como amorosidade, empatia, diversidade, liderança positiva, mindset da felicidade, colaboração, co-criação circulam entre nós, seja na vida social ou nas organizações em que atuamos.

O mundo está sempre em movimento, e nós somos os agentes de transformação desse tempo. No meio do caos, ou melhor, da complexidade da vida, há o florescimento do espírito da colaboração, do se colocar no lugar do outro, de se cultivar o sentimento da compaixão, de desenvolver uma escuta e uma escrita mais atenta, conectada pelo coração, ou seja, mais afetiva.

Numa escuta empática ou compassiva. Eu não preciso falar, interromper, argumentar, eu só preciso ouvir o outro…E olha, esse é um exercício bastante desafiador nos tempos de hoje em que nós só queremos falar ou tirar fotos e postar nas redes sociais. Onde o tempo nos engole, nos atropela, nos incita a viver para fora, com foco na  competição e no consumismo.

Peço então, um minuto para focar na respiração. Um minuto de atenção plena, então você inspira, expira e conecta-se com seu coração. Um momento de mindfulness. A partir desse estado de presença é possível ouvir…aceitar…compreender…acolher…não julgar…esse exercício deixou de ser fácil e natural…mas, como disse Teo, a empatia  é a moeda do futuro e nós já nascemos com ela. Ela vive em nós, ela está em nosso DNA.

Os estudos da neurociência vêm comprovando que nascemos com esse DNA da empatia e que se não estamos usando, ultimamente, é por uma questão de um aprendizado cultural focado predominantemente no EGO, no individualismo, no hedonismo. Isso não significa que a empatia não exista e que não possa ser resgatada, aprendida, reconectada com nosso sentir e viver.

Podemos ser agentes empáticos em nossa família, nas relações sociais e de trabalho e está crescendo o número de empresas investindo na empatia e na Liderança Positiva. Um dos fundamentos da Liderança Positiva (e também da Psicologia Positiva) é o de que as pessoas realmente anseiam pelo bem, pela virtude, por viver dias melhores, por viver a felicidade e podem aprender a cultivar as emoções positivas, os relacionamentos positivos,  ao descobrir o propósito de vida e viver o flow.

Passamos pelo menos um terço do nosso dia no ambiente de trabalho – então, nada mais natural do que fazer esse tempo valer a pena. Líderes, independentemente de ocuparem ou não cargos de gestão, são os maiores agentes de mudança e transformação nas empresas; por isso vale a pena refletir sobre os benefícios virtuosos de uma liderança positiva. Já ouviu falar da máxima do ganha-ganha? É isso o que acontece quando se vive a empatia e as condições de felicidade nas organizações.

Segundo Teo, “empatia é a chave do futuro. Respeito, liberdade, igualmente, transparência e objetividade não são apenas palavras de cunho político. São os alicerces da observação estratégica e do entendimento da construção das melhores e mais precisas rotas de comunicação”.

 

Se o futuro prevê estratégias a partir da empatia, isso significa colocar o humano para ser ouvido, para ter voz, para ser respeitado e ter o direito de exercer sua liberdade e cidadania, independente de suas escolhas religiosas, políticas ou de gênero. Ainda segundo Teo, “nessa construção de futuro é preciso ter claro que ele não pertence a robôs e seres artificiais – não é nem do software nem do hardware. O futuro é da empatia e ela é fruto do nosso heartware”.

 

Ao descobrir o propósito da vida e o sentido do porquê estamos aqui, ao cultivarmos emoções e relações positivas, ao vivermos embasados na cultura do Ser, da colaboração, do cuidado e da generosidade, estaremos alinhados com um mindset de felicidade e o resultado dessa nova cultura será uma sociedade mais saudável, sustentável, interconectada com a mãe Terra, produtiva sim, entretanto,  focada no que realmente importa, que é viver uma vida que vale a pena ser vivida com o coração, ou heartware.

 

Pode ser uma utopia? Pode ser um sonho, como cantou John Lennon? Prefiro acreditar que é o ESPÍRITO DO TEMPO, ou ZEITGEIST nos mostrando que em tempos de transição, juntos seremos mais fortes, juntos poderemos construir dias mais felizes, pois a felicidade só é real quando compartilhada, como declarou Christopher McCandless.

E para encerrar, compartilho dois presentinhos: essa belíssima afirmação do Dalai Lama e um vídeo sobre empatia da Tati Fukamati:

Vídeo A Revolução da Empatia

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