Dia Nacional da Felicidade na Inglaterra

Você sabia que 8 de agosto é o Dia Nacional da Felicidade na Inglaterra, conhecido como NATIONAL HAPPINESS HAPPENS DAY? Bem, eu também não sabia. Só conhecia o dia 20 de março, instituído pela ONU como o Dia Internacional da Felicidade.

Por que será que as pessoas precisam criar dias específicos para celebrar algo tão essencial como é a FELICIDADE? Pensei imediatamente, mas gostei muito da ideia.

Na Inglaterra, criaram até uma Sociedade Secreta da Felicidade que é uma organização fundada em agosto de 1999, para fomentar e celebrar a expressão da felicidade. Assim, todos os membros são estimulados a reconhecerem seus momentos felizes e pensarem e expressarem a felicidade em sua vida diária. ⠀E o melhor, é feriado lá! Então, mais um motivo para reunir os amigos, ouvir boas histórias e construir laços afetivos com as pessoas amadas.

Para espalhar a alegria de ser feliz e persuadir as pessoas a olharem para o lado positivo da vida, a organização criou Happiness Happens Day, ou em português “O dia em que a felicidade acontece”.

Hoje eu fui acordada com essa boa notícia sobre o National Happiness Happens Day, pois eu também não sabia da existência dessa celebração, e isso me motivou a escrever esse texto para vocês. Ou seja, o meu dia começou bem e ficou muito mais interessante com essa pesquisa. Foco na felicidade é tudo, não é mesmo?

Bem, dá para desenvolver várias hipóteses do porquê da exposição do tema da felicidade, inclusive em universidades consagradas como Harvard e Yale, onde a disciplina da Felicidade é a mais procurada pelos estudantes destes campus, lideradas, respectivamente, pelos pesquisadores em Felicidade Shawn Achor e Laurie Santos.

Para saber mais sobre esse curso em Yale, leia a entrevista concedida por  Laurie ao New York Times.

No Brasil, a primeira universidade a oferecer algo parecido é a Unb – Universidade de Brasília – que irá implementar a disciplina ‘felicidade’ no intuito de melhorar a qualidade da vida acadêmica e pessoal dos alunos da graduação. Serão 240 vagas disponíveis na Faculdade da UnB no Gama (FGA)

A Unb sai na frente e com boas razões para investir na felicidade. Para o professor responsável Wander Pereira da Silva, o motivo da criação desse curso é que “o aluno se cobra muito e se coloca na posição de não falhar. Quando se vê na lista de aprovados é uma euforia pra eles e para a família. É importante que o aluno entenda que a vida oferece adversidades, e ele tem que saber lidar com elas. Tornar o caminho mais possível, viável e feliz”, declarou Wander em uma entrevista à Globo News.

Segundo essas universidades os motivos que geraram interesse em melhorar o bem-estar e o nível de felicidade dos estudantes foi a observação do número crescente de jovens com depressão, síndrome do pânico, estresse, e o pior, o aumento considerável de suicídio entre os jovens e adolescentes nas grandes metrópoles.

Muitas pessoas pensam sobre o que as tornam felizes, mas no fundo acham complicado viver esse desejo tão intrínseco no cotidiano. Atolados pelos afazeres como trabalho, estudos, trânsito, obrigações e até a demanda de tempo com as redes sociais, a pessoas veem o dia passar e a felicidade não chegar.

Mas se a busca pela felicidade é tão antiga, datada desde as reflexões de Aristóteles (384 a.C a 322 a.C) na Grécia, que afirmava que a felicidade era o maior bem do homem. Por que parece tão complicado atingir essa tal felicidade?

Aristóteles afirmava que a felicidade se expressava tanto no viver bem quanto no fazer o bem, e talvez possamos descomplicar essa busca refletindo sobre essa afirmação. Quando buscamos a felicidade pautada somente no “eu”, no “ego”, no “ID” dificilmente sentiremos a felicidade autêntica ou plena, pois estamos acolhendo apenas uma parte do viver bem!

No documentário “A Revolução do Altruísmo” que é também o título do livro do Monge Budista Mattheu Ricard, considerado o homem mais feliz do mundo, há vários relatos de pessoas que conquistaram esse estado de felicidade a partir do momento que conciliaram suas buscas pessoais de felicidade com o fazer o bem ao próximo, alimentando a corrente do bem ao fazer algo de bom pelo mundo.  Pode ser uma pequena ação, um pequeno passo, mas que impacta positivamente na vida do outro e, consequentemente, na própria vida.

Quando mudamos o foco dos pensamentos negativos de nossas vidas e passamos a focar na bondade amorosa e na compaixão, mudamos também nossas conexões neurais e vibramos na gratidão, no amor, na alegria, na compaixão, na empatia , na fé, na inteireza e tudo isso gera um sentimento de felicidade e de prazer natural no cérebro, no corpo, e na alma.

Li em algum lugar essa frase “Mude sua mente e mude o mundo”. Nessa mesma linha, lembro-me da frase emblemática do Gandhi “Seja a mudança que você quer ver no mundo”. Essas palavras inspiradoras contém em essência a verdade de que podemos transformar nossa realidade. De que somos protagonistas do nosso destino e que podemos não apenas pensar na felicidade, mas também agir em direção a ela.

A Psicologia Positiva, a mais recente linha de pesquisa sobre a Felicidade, o Bem-Estar e o estado de Florescimento, enfatiza que os pensamentos e as emoções positivas devem estar de mãos dadas para que o caminho seja a felicidade. O universo não entende palavras, ele entende congruência, alinhamento energético entre o pensar, o sentir e o agir.

Para sintonizar na frequência da felicidade é preciso deixar de sincronizar com o negativismo do mundo, por isso que muitos autores aconselham a escolher bons filmes, músicas e assistir menos TV ou pelo menos os programas que focam nas tragédias e no sensacionalismo.  Esse hábito desgasta a nossa criatividade, eleva nossos níveis de estresse e ansiedade e reduz nossa motivação e capacidade de atingir metas. Então, por que não fazer escolhas conscientes do que pode te trazer mais bem-estar e qualidade de vida?

 Não podemos controlar a vida, mas podemos escolher deixá-la fluir.  

É uma ilusão pensar que fazendo tudo certinho…(tendo uma alimentação saudável, praticando exercício físico e meditação ) a vida está sob controle. A única certeza é a impermanência. Então, não vamos gastar nossa energia vital à toa,  com aquilo que não podemos controlar. Deixar ir o que não te faz bem, é uma sábia escolha no caminho da felicidade.

Não podemos parar o tempo, mas podemos usar o tempo a nosso favor.

Como isso é possível? Quando escolhemos viver com autenticidade, com inteireza, com propósito, com alegria, ouvindo a voz do nosso coração, mesmo tomando decisões que contrariam o senso comum da sociedade.

Quando trocamos a correria frenética e fugaz pela observação e presença no aqui e no agora, sentimos que a vida pode tomar uma direção mais tranquila, intensa e feliz.

Portanto, onde estiver e com quem estiver, esteja presente, pois é na presença da vida e da respiração, ou seja, na presença do SENTIR que podemos acolher nossas dores, angústias e sombras, com a bondade amorosa, equanimidade e a compaixão que vem naturalmente do nosso coração.

Muitas pessoas vivem perdas de pessoas ou de trabalho, recebem um diagnóstico de uma grave doença para poder mudar hábitos e se reconciliar com o tempo. Esse foi o meu caso e você pode acompanhar nesse vídeo com um breve resumo da minha história. Mas, acredito que  nem todas as pessoas precisam passar por um grande sofrimento para mudar a chave e fazer a escolha por uma vida com mais sentido e propósito.

Se você está passando por esse momento de transição, ou já vez a virada, compartilhe conosco. Conte-nos sua história de mudança, de encontro consigo mesmo! Vamos adorar ouvir a sua “voz”.

“Para onde for sua atenção é ali que a vida irá crescer. Assim você cria as circunstâncias que virão ao seu encontro. Pergunte a si mesmo: o que me esvazia e o que me preenche? Desvie a atenção das áreas que drenam seu poder. Descubra o que faz seu coração bater mais forte e coloque sua energia naquilo. Descubra seu propósito e essa será a sua paixão. Então não haverá tempo para que ervas daninhas reivindiquem sua atenção.” (Por Anthea Church)

 

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