Está doendo, mas a vida não para

O que está dentro de nós, simplesmente, é um mistério que cabe ao próprio coração desvendar. Pode ser uma dor imensa. Pode ser uma saudade cortante. Pode ser um arrependimento que lateja. Pode ser um sonho que ainda pede por água no deserto das dificuldades. Pode ser um resto de fé, talvez amassada, porém ainda viva. O que realmente habita sua alma?

Nos cantos do nosso interior há muitas sensações, nem sempre tão boas, como os lutos, por exemplo, que devem ser sentidos, experimentados, para, só depois, nos sentirmos fortalecidos e capazes de olhar para a vida com mais humanismo e esperança, sabendo que a dor, por mais forte que tenha sido, não definiu quem você é.

Alguns ciclos fazem parte da existência, e perder é um deles. Sei o quão doloroso é ter que ver ir embora, sobre tudo quando se quer por perto. Então a gente compara, grita, se revolta, nega, sente raiva, aceita e, no final, descobre que este é um caminho onde não há dor maior ou menor, e sim dores, e que cada um carrega a sua, que é do tamanho do aprendizado necessário para a evolução, uma vez que não estamos completos e nunca seremos. A gente, aqui, sempre está em construção.

E para arquitetarmos um eu saudável e feliz, é necessário se abrir para as experiências. É fato que algumas coisas vão machucar e nos trazer a visão do fim do mundo, mas sempre, lá no fundo, até quando perdemos, é possível extrair conhecimento, compreendendo que por mais insubstituível que as pessoas sejam, em algum momento precisaremos seguir, encontrando novas amizades, novos animais de estimação, novos sonhos, novas estradas, novos motivos para respirar, porque, incontestavelmente, a vida não para.

 

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