Escolha viver, apesar de tudo

Antes que setembro – mês internacional de prevenção ao suicídio -, termine, vale algumas reflexões: o que estamos fazendo nessa terra? Quais nossos propósitos? O destino é uma questão de escolha? Não seria a vida uma escola para aprendermos os mais sublimes sentimentos como cuidado, amor e fé?

As estimativas mostram que mais de um milhão de pessoas se matam todos os anos e 23 morrem no Brasil todos os dias. Por que isso acontece? Por que alguém decide ceifar sua existência que parece tão bela? Esse é o ponto chave, isto é, acharmos que as pessoas estão felizes só porque há sorrisos em suas fotos. Achar que realizam seus sonhos só porque fazem aniversário e recebem abraços em rodas de parabéns. Achar que não precisam ser ouvidas só porque sempre se mostram fortes.

Pensando sobre essas hipóteses, simplesmente, conseguimos ser empáticos, colocarmo-nos no lugar dos outros e se perguntar: será que ele/ela não tem nada para dizer? Será que não há nada, realmente, que o esteja matando por dentro? Será que uma palavra, da minha boca e coração, podem fazer a diferença? Não estamos todos aqui para recebermos amor? Sim, porém ninguém recebe algo que não é capaz de dar.

Sendo assim, vamos esbugalhar os olhos e tornar a mente mais consciente e presente, para notarmos que todo mundo tem valor, e que ninguém quer matar a si, e sim matar a própria dor. Mas alguns não sabem lidar com isso, por isso cabem aqueles, que estão bem, observar ao redor, se importar e ceder os ouvidos.

Não digo que somos responsáveis pelas atitudes de ninguém, mas somos da mesma espécie, não é mesmo? E isso já é suficiente para nos fazer ver que, no fundo, estamos todos tentando encontrar o melhor caminho. No entanto, há pessoas que se perdem nas estradas. Outras sabem caminhar muito bem. E existem aqueles que querem morrer no meio do caminho. Portanto, façamos o que for possível para ajudar, já que sempre fica um perfume na mão de quem oferta flores.

Então, querido, floresça!

 

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