Qual é a sua visão de mundo?

Você já parou para pensar onde exatamente está circunscrito o mundo em que você vive e se relaciona e àquele das suas preocupações, seja com os outros ou com o planeta? Afinal, qual é o conceito do seu ‘local’, em contraponto ao global?

É de se pensar se ainda cabe essa divisão, afinal a revolução dos meios de comunicação e da informação nos tornou conectados de forma planetária. Em instantes sabemos o que acontece do outro lado do mundo e, nos sensibilizamos com temas como guerras, refugiados, furações, armas nucleares, atentados, etc.

Também em razão à globalização e essa conexão houve uma mudança na maneira como as empresas organizam seu processo produtivo. Hoje, algo que compramos, dificilmente passa por menos de 3 países ao longo do seu processo de produção. O nosso tão simples chinelo, aquele no estilo Havaianas, teve seu trajeto traçado desde a exploração da matéria prima, que nesse caso é o petróleo passando depois por 4 países: Arábia Saudita, Coréia do Sul, China e Somália.

Particularmente, o meu local é o mundo, pois me dói qualquer situação de injustiça, violência, devastação ambiental que acontecem no bairro, na cidade, no país ou em qualquer outro lugar.

Cada vez mais me questiono e me importo sobre a procedência dos produtos que compro e qual o impacto para o meio ambiente e para as pessoas que participaram desta produção. No meu dia a dia, separo o lixo, reutilizo materiais ao máximo e estou agora experimentando um estilo mais minimalista.

Conversando recentemente com uma amiga, ela me contou que toma algumas atitudes para minimizar o desperdício de materiais no trabalho como a utilização de um único copo plástico para beber água – (o que seriam 6 se utilizasse um a cada vez que fosse beber água) – o aproveitamento do verso da folha ou o cuidado para apagar a luz em um ambiente sem ninguém. Mas, infelizmente, alguns dos seus colegas julgam esse tipo de ação desnecessária e ainda a criticam dizendo: “para que ficar economizando o dinheiro do patrão? Deixa.. eles são riscos...”

Tanto para mim quanto para minha amiga, está claro que a questão da economia de recursos está ligada a uma consciência maior sobre os recursos finitos do planeta, e o que é óbvio para nós, não o é para os demais colaboradores dessa empresa.

Exponho esse relato para demonstrar que cada pessoa possui sua percepção de mundo e que ela é formada por sua história de vida, crenças e valores, do que faz sentido para ela.

Afinal, como diz de Joseph Jaworki, “não descrevemos aquilo que vemos, mas vemos aquilo que podemos descrever”. O que coloca em evidência que uma mudança para uma sociedade mais sustentável passa pelas ações de cada um e que uma educação para esse sentido é invariavelmente necessária.

Beijão e até a próxima reflexão.

Lilian Kotviski Fiala

Sou Economista, Mestre em Meio Ambiente e Desenvolvimento e Certificada pela Escola Schumacher Brasil em Ciências Holísticas e Economia pela Transição. Sou otimista e acredito em um mundo melhor. Acredito que a mudança parte de cada um de nós, em toda a nossa pequenez e pode ser potencializada pela e na comunidade que nos envolvemos. Meu trabalho é voltado para a sustentabilidade empresarial pois acredito que toda empresa, além de ter lucro, pode ter um impacto positivo na sociedade e no meio ambiente. Afinal, empresas são feitas de pessoas.

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