Quando nos roubaram o direito de sermos sensíveis?

Quem assiste Masterchef sabe a rotina que é escutar o participante Valter falar o quanto ele não chora e como ele disse na última semana, o quanto “sempre tem uma mulher chorando!

Comentários como esse me fazem pensar, repensar e tentar entender: Quando a sensibilidade, o choro virou motivo de vergonha?

A própria participante Ana, na qual Valter chamou de chorona falou que “odeia” chorar e é nítido que ela fica com vergonha de chorar, de se expressar, mas tenho me perguntado muito ultimamente: Quando é que nos roubaram o direito de sermos sensíveis??

E quando lanço essa questão não estou falando apenas das mulheres e sim dos homens também, que precisaram durante séculos e séculos vestir uma capa e uma mentira de que “Homem não chora”, pois afinal parecia que isso iria ferir sua masculinidade, besteira, óbvio.

A sensibilidade, o choro é a expressão de nós mesmos quando não estamos contentes com uma situação, quando estamos fartos, quando estamos felizes, emocionadas, essa sensibilidade não é ruim, muito pelo contrário, para mim, mostra uma conexão com nós mesmos, mostra o quanto você ainda é capaz de respeitar seus próprios sentimentos.

Chegamos numa etapa do mundo em que precisamos nos mostrar fortes, mas para quem? Quando vamos refletir e ver que precisamos ser nós mesmos, para que vivendo da nossa essência, possamos ser mais felizes, nos sentir mais realizadas.

Usei o caso do Valter, pois foi um caso atual, mas ele só um reflexo de como pensa uma sociedade que tem andado para frente em muita coisa, mas que fecha os olhos para si mesmo.

A sensibilidade é a coisa mais linda que alguém pode manter em si mesma, é manter a sua essência e ser quem você realmente é sem amarras, sem vergonhas.

E se você está pensando: “Mas as pessoas vão pisar em cima de mim”, “Não vou ser respeitada!”
Nada melhor do que conseguir respeito do que você mesma respeitar quem você é, conseguimos a admiração externa em um nível maior quando as pessoas veem, o quanto estamos vivendo o que realmente queremos viver.

Ter sensibilidade e respeitá-la é quando o que você pensa, fala e faz está totalmente ligado.

Mas como eu aprendi, não acreditem em mim, vejam por si mesmos!

Experimente respeitar seus sentimentos, suas vontades, aprender a falar “NÃO” quando você quer dizer NÃO, chorar quando seu coração pedir, prestar mais atenção na sua intuição e segui-la…

Seguir a intuição é um caminho lindo para se autodescobrir, para renovar essa sensibilidade que lhe foi tirada.

No começo, vai ser um pouco difícil ouvir sua intuição, já que não é algo que utilizamos sempre, mas a dica é começarmos com coisas simples, depois ir trabalhando mais e com o tempo, você fica mais sensível em perceber sua própria intuição.

Ouça a si mesmo, seja sensível, chore, sinta o que você precisa sentir para passar por aquele momento da melhor forma possível.

A sensibilidade não é e não pode ser um sinal de fraqueza:

O que é mais forte do que você conseguir viver respeitando o que você quer, respeitando o que você sente?

O que é mais forte do que você conseguir ouvir a si mesmo, mais do que ouve os ruídos externos?

 

Deixe seu comentário

Navegue
teste