Toda guerra é falta de amor

Respira-se morte todos os dias na Síria. Respira-se morte todos os dias no Brasil. Respira-se morte todos os dias dentro de nós. Mas o que está acontecendo com o mundo? Alguém consegue responder tamanha e dolorosa questão? Compreendo que a existência é mais cheia de perguntas do que respostas. Porém tem horas que parece que não vamos suportar.

Não estou me referindo só às guerras, porque elas “nunca” vão cessar, e sim sobre a nossa postura diante de tudo que está a nossa frente. Quando abrimos os olhos o que  importa se temos orgulho de mais? Quando olhamos pro outro o que importa é o que ele tem para oferecer ou o tamanho de sua ferida? Quando penso que minha vida “está confortável”, por isso cada “um com seus problemas”, será que minhas orações fazem sentido?

Deus, os seres celestiais, as energias do bem, o universo, pode até escutar minhas preces, mas não se alegram. Porque estamos sendo muito incoerentes! Não vamos honrar com os lábios, pois palavras todos dizem. Vamos honrar com o coração.

Toda desgraça nessa terra acontece quando passamos a pensar só em nós mesmos. Quando queremos ser juízes ao invés de acolher. Quando queremos despejar, em cima do mais “fraco”, nossas ideologias.

Quantos de nós, dia a dia, pergunta como o outro está? E se este responde, será que realmente estamos ouvindo? Escutar todo mundo escuta, porque ouvir é só para quem está disposto a colocar sua dor no bolso e ajudar o outro a carregar a sua.

As maiores guerras são as internas, que geram, indiscutivelmente, as externas, sejam elas grandes ou pequenas, alguém sempre sai machucado.

Olhe para dentro de si. Não há motivos para forçar alguém a seguir nenhum caminho, porque você também está tentando encontrar o seu. Por isso, pratique o perdão e a empatia. Assim teremos paz. Pois, enquanto a guerra custa tanto, a paz não custa nada.

 

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