Baleia Azul: um grito da dor humana

Baleias azuis são apenas animais, que não tem culpa do que os seres humanos fazem.  Mas esse nome, aparentemente delicado e inofensivo – dado ao jogo que incentiva o suicídio -, tem trazido muitas verdades: estamos num mundo de pessoas depressivas, sobretudo, os adolescentes, que em formação de caráter, são mais suscetíveis a influências.

Será que a culpa é de quem? As facilidades tecnológicas são as grandes responsáveis? Ou os pais adormecidos são os verdadeiros réus? Talvez o maior problema da sociedade seja a busca pela cura antes da prevenção. Mais do que focar na sequela é importante olhar para a causa do mal. Qual a nossa coragem e disposição para isso?

Muitas pessoas estão se mutilando e morrendo sob nossos narizes. Mas porque não escutamos essas pessoas? Qual o nosso dever como ser humano? Qual a responsabilidade dos órgãos públicos?

Um jogo como esse – onde as pessoas desistem de viver -, apenas revela que os seres humanos são frágeis, necessitados de afeto, de alguém que os escute, de campanhas incentivadoras e motivadoras, de esperança.

Mas e quando a fé estremece? Vamos abandoná-los? Dizer que eles são frescos? Que precisam arrumar um trabalho e ter vergonha na cara? Que há louça na pia para lavar? Disso tudo essas pessoas já sabem, o que não estão conseguindo é lidar com suas dores. E quem não tem algo que machuca por dentro que atire a primeira pedra!

Tudo, que envolve a vida nesse planeta, é complexo. Já pensou então como a mente humana é frágil? Inconstante? Volúvel? Influenciável? Necessitada de modelos perfeitos para se satisfazer?

Olhemos para o mundo que nos cerca. As estatísticas são trágicas. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 800 mil pessoas cometem suicídio todos os anos – uma a cada 40 segundos. Pode haver cenário mais assustador e repleto de desalento?

Não vamos achar que a depressão é frescura, coisa simples ou que se resolve com um balde água fria na cama daquele que geme de febre existencial. As pessoas nunca querem se matar, e sim matar aquilo que as machucam. Portanto, no meio dessa confusão, lembre-se do que diz a Psicóloga Priscila Bastos: A sociedade grita através de um jogo, e o nosso papel é estar ao lado dessas crianças.

 

Centro de Valorização da vida: Ligue 141

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