Em tempos de incertezas, a fé na vida é nossa inspiração

Você parou para pensar que a Fé é o nosso poder de transformar? É ela que movimenta nossa caminhada em direção ao crescimento, à evolução, à realização, à cura. A fé na vida é nossa inspiração para continuar lutando pelo que acreditamos.

Falar em Fé e espiritualidade na roda de amigos, no trabalho ou mesmo em outros ciclos sociais era algo constrangedor no passado… As pessoas só comungavam sua fé nos templos, em casa, em seu habit mais secreto.

Ultimamente, em razão da transição planetária e na entrada efetiva na Era de Aquários… tenho percebido um movimento um pouco diferente, mais aberto, mais dialógico, mais relacional, inclusive entre as religiões.

“Eu sou muçulmano, um hindu, um cristão e um judeu – e vocês todos também são!” Assim falou Mahatma Gandhi.

Como um líder espiritual e precursor da comunicação não violenta, Gandhi estava se referindo à verdade universal do coração. Essa verdade maior está presente em todas as tradições religiosas e por isso mesmo, não faz sentido disputas, desarmonias, confrontos de ideologias e credos.

O que deve unir a todos na máxima de que “Somos Todos Um” é a crença, ou melhor, a Fé no AMOR. Na energia curativa do AMOR. Na energia integrativa da teia do AMOR. O coração humano está clamando pela criação de novos laços de amor. Estamos cansados de tantas notícias negativas, de tanto desequilíbrio, de tantos desastres, terrorismo e guerras. Estamos estafados desses absurdos, de decisões arbitrárias pautadas no individualismo, no egoísmo, no poder sem limites e no desrespeito pelo ser humano e pelo planeta.

Estamos sedentos de amor e pela reconciliação entre as diferenças, sejam de ordem religiosa, étnica, sociais, de gênero, casta ou de poder.

Claro, que essa é uma Realidade a ser  conquistada com a força do coração. Se o homem com seu livre-arbítrio não mudar esse fenômeno? Quem mudará?

O amor é um princípio supremo e unificador em todas as religiões do mundo. Imaginemos uma floresta com diferentes tipos de árvores, cada uma com sua peculiaridade, força e beleza, com suas raízes penetrando o mesmo solo e obtendo a água da mesma fonte, e todas crescendo em direção à luz. Não há disputa, pelo contrário, há comunicação e ajuda mútua entre elas. Assim, também deve ser a relação entre os líderes religiosos ao dar o bom exemplo da unicidade amorosa. E, ultimamente, temos tido ótimos exemplos nessa direção.

A floresta também pode representar a abundância do AMOR. Ela é toda doação, não há desperdício e tudo é transformado em vida novamente. Tudo cresce dentro do seu ciclo natural. Respeita-se o tempo, os ciclos, todos os elementos. A unidade é o segredo da floresta. A unidade é o segredo do AMOR.

Com esse sentimento de conexão com a Mãe-Terra, com o sentimento de amor à Gaia e a todos os seres vivos, podemos pensar em uma fé sustentável. Parece estranho mas eu vou explicar. Uma fé que norteie ações cuidadoras, protetoras, amorosas,  colaborativas, respeitosas, holística e integral.

Com essa fé na prática, é possível levar essa maneira amorosa de ser e de estar no mundo aos lares, às empresas, aos governos, às religiões, ou seja, a todas as arenas de interlocução e intercâmbio econômico, social, cultural, espiritual. Dessa forma, o mundo entraria numa onda de leveza, beleza e felicidade.

Mas para desenvolvermos essa qualidade de fé, é preciso de tempo, ou seja, é preciso desacelerar. Fazer menos, consumir menos e produzir menos, liberar o tempo para contemplar mais, amar mais, meditar mais, brincar mais, dançar mais, caminhar mais, viver mais. Dê tempo a si mesmo para fazer as coisas que mais gosta e descansar. Para que se colocar em tanta pressão? Seja e faça! Com a virtude do amor e da fé em todos os atos, tudo fluirá.

Deixo esse parágrafo retirado do livro “A Canção da Terra” como inspiração para o desenvolvimento da fé no segredo da vida. É no silêncio que o encontro acontece!

“Deus é o segredo da humanidade. A humanidade é o segredo de Deus. Esse é o segredo dos segredos”. Fundamentalmente, devemos cada um, desvendar esse segredo sozinhos e mergulhar de cabeça no “silêncio obscuro em que todos os que amam se perdem (Ruysbroeck). Pois nesse silêncio obscuro se encontra o Real, o Adorado, Aquele sem nome; e nunca poderemos descansar enquanto não nos fundirmos com ISSO.”  (William Keepin, pág. 259, do livro A canção da terra)

 

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