Monthly Archives for fevereiro 2017

POR QUE NÃO FAZEMOS A MUDANÇA QUE NOSSA ALMA DESEJA?

Felicidade - Chirles Oliveira - 22 de fevereiro de 2017

O título “Por que não fazemos a mudança que nossa alma deseja? ” foi a pergunta que abriu o bate papo que minha querida Andréa Bisker e eu conduzimos na 1a Confraria dos Repensadores de 2017, a semana passada.

Todos estamos vivendo um momento de transição de valores e crenças há uns bons anos. Sabemos que as mudanças são profundas e estão levando a sociedade para caminhos pouco conhecidos e, o que é pior, que elas chegaram à nossa mesa de jantar. Compreendemos já que não tem como fugir. Muito de nós vem estudando, lendo, ouvindo e discutindo para se informar e entender melhor o que se está passando no mundo. A cada palestra assistida, a cada livro lido, a cada workshop participado a experiência nos leva para a melhor compreensão daquilo que já sabemos. Vivemos reafirmando que precisamos mudar e não o fazemos. Porque?

Um motivo que está sendo bastante trabalhado é o medo, que eu chamo medo da escassez. Nossa mente é capaz de criar realidades de toda espécie, e quando se refere a nos prevenir, ela é experta o suficiente para criar aquela que mais nos apavora. Independente de qual seja a falta que mais te assusta, o medo de não ter, de não dar conta de uma necessidade, o medo de ser esquecido… ele supera a tua consciência da urgência em mudar.

Como segundo motivo identifico a consciência que estamos adquirindo que, para realizar a mudança teremos que modificar a referência de nós mesmos. E é aqui que creio estar um dos maiores nós. Fomos criados numa sociedade hierarquizada na qual o possuir era parâmetro de sucesso. O escalar hierarquias corporativas significava inteligência e brilhantismo. O empreender grandes e importantes negócios representava relevância social. O high society era o parâmetro do que é ser lindo e feliz. A nossa imagem tanto social como pessoal esteve, e ainda está, associada a estes modelos sociais. Podíamos aceitar que eles estavam longe de nós e buscar posições alternativas, mas aqueles ícones continuavam guiando a nossa avaliação sobre nós mesmos e sobre os outros.

Talvez em resposta à insatisfação que não calava dentro de nós, fomos valorizando o sentido de felicidade nestes tempos modernos e isso nos trouxe um olhar mais filosófico para nossa existência. Começamos a desmistificar o high society e tudo que esse reino distante representa, buscamos alternativas em modelos que consideramos mais modernos e cools; mas, ainda, no momento delicado e frágil em que nos colocamos perante o outro, as velhas e persistentes estruturas que dizem quem é uma pessoa de valor na sociedade, nos trazem segurança ou a tiram de nós.

Quem eu sou, passa pela minha identidade social, pela forma como os outros me vem e me avaliam. Ter o cuidado com essa avaliação considero normal já que somos seres sociais. O que devemos lembrar que se por um lado vivemos o conflito entre fazer o que nossa alma deseja e continuar o modelo social regente – a clássica ambiguidade dos tempos de transição – quando nos colocamos no papel de sociedade somos ferozes julgadores daqueles que como nós, só querem tentar novas formas de vida.

Há outra dor, talvez a mais profunda que nos impede de seguir os desejos da alma: o julgamento que fazemos com nós mesmos. Sim, a sociedade nos julga com parâmetros e estruturas obsoletas, que de tão velhas parecem as vezes até caricatas, mas o quanto cobramos de nós mesmos o sentido de sucesso e vitória prometido aos nossos pais, à vida, ao teu olhar no espelho? Este sim, acredito ser o nosso maior algoz. O quanto nosso sentido de vitória ainda está atrelado aos velhos modelos? O quanto o fracasso associado a esses modelos, te assustam?

O Movimentos Humano A Desestruturação está em nossa volta evidente e claro, nem preciso mais explicá-lo aqui; agora chegou a hora de deixá-lo agir nas nossas crenças que regem quem eu sou. As referências que guiam nossa identidade. Desestruture o conceito que você tem de você bem-sucedido na vida e deixe teu Sentir conduzir essa nova construção do Eu. Compreenda que o mundo mudou, que não há caminhos certos nem errados, e que todos nós estamos tentando, cada dia um pouco mais, viver o que nossa alma deseja.

Mulher, peruana radicada no Brasil desde 1985, casada pela segunda vez, sem filhos por opção, embora considere que a maternidade lhe faria uma pessoa melhor; dona de casa e empresária, viajante inveterada, espiritualista, admiradora da espécie humana e toda sua idiossincrasia. Da publicidade, sua profissão original, trouxe a criatividade para romper com formas e padrões da pesquisa tradicional aprendidos em quase 30 anos como pesquisadora; da pós graduação em marketing e administração, trouxe a estrutura para empreender no Brasil, criando a Behavior em 1997.

Esse texto foi compartilhado em parceria com a Behavior

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Não procure o amor

Felicidade - Jared Amarante - 17 de fevereiro de 2017

Sabe por que você não encontra o amor da sua vida? Já se perguntou isso? Encontrou a resposta? Certamente é porque você está procurando, desesperadamente, aquilo que não se busca, mas se encontra, se esbarra, tropeça, se reconhece e, com a afinidade de duas almas, nasce esse sentimento.

Quando estamos, de maneira descontrolada, por medo da solidão, ou achando que a vida só faz sentido se tivemos alguém, buscando por um amor, com certeza vamos nos frustrar. Porque um sentimento como esse não está à venda nos supermercados. Não vem na cesta básica da empresa. Não está no bingo ou na loteria. Muito menos chega até nós sem que estejamos dispostos a sacrifícios.

Sim, o amor requer sacrifícios, mas não a ponto de duas pessoas estaremos juntas e, de mãos dadas, sentirem-se mais sozinhas do que acompanhadas. Mais tristes do que felizes. Mais esquecidas do que lembradas. Mais toleradas do que amadas. Será que você não vive uma relação assim? Isso não é amor. É carência! É dependência! É desperdício!

Entenda que nem tudo na vida está previsto. Algumas coisas vão nos surpreender e, mesmo que você ache que tem que continuar buscando, perceberá que não. Pois se estiver insanamente atrás do amor de sua vida, não perceberá os sinais do caminho, ou seja, quando relaxar em suas buscas, as energias irão fluir melhor. Experimente!

Cuidado para não ficar sufocado tentando encontrar o amor, porque se a tensão for muita, vai apenas aparecer desencontros e desilusões. Por isso, lembre-se: tudo que depositamos nossa energia irá crescer. Então não deixe crescer seu desespero por ter alguém, ou nunca vai encontrá-lo.

 

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Em tempos de incertezas, a fé na vida é nossa inspiração

Sustentabilidade - Chirles Oliveira - 9 de fevereiro de 2017

Você parou para pensar que a Fé é o nosso poder de transformar? É ela que movimenta nossa caminhada em direção ao crescimento, à evolução, à realização, à cura. A fé na vida é nossa inspiração para continuar lutando pelo que acreditamos.  Em tempos de incertezas, a fé na vida é nossa inspiração e fortaleza. Continuar Lendo

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Pela busca de uma felicidade sustentável

Felicidade - Camila Napolitano - 8 de fevereiro de 2017

Estava eu num dia de sábado comum procurando um filme para assistir e resolvi ver um chamado “Um anel para você”, pois decidi que queria algo mais leve, nada que me fizesse pensar em coisas mais densas, intensas, afinal, todo mundo tem os dias que só quer distrair, não é mesmo?

Pois bem, o filme me deu o que eu queria, romance, comédia, mas aí veio a mensagem, desculpem aqui pelo spoiler, o filme nos passa uma mensagem do quanto estamos sempre esperando para sermos feliz.

Esperamos o emprego perfeito, esperamos o príncipe encantado, esperamos quitar nossas dívidas, esperamos…Estamos sempre esperando, pois afinal quando tal coisa acontecer, eu serei feliz!

Mas e o hoje? Estamos felizes? Você, você que está lendo esse texto, seu dia foi feliz? Independente de todas as suas expectativas para o futuro, você fez o que desejava fazer? Ou só fez algo para seu futuro?

Sabe aquela frase de que normalmente depois dos 17 anos, a vida voa? Existem várias teorias para explicar o porquê disso acontecer, mas eu tenho minha própria teoria, que não invalida as anteriores, mas que pode nos fazer pensar também, será que não é porquê depois dos 17 começamos a corrida contra o tempo, paramos de viver o presente, para nos concentrar somente em “amanhã, isso irá acontecer!”

Pensar que o tempo passa muito rápido pode parecer triste, pois nos faz pensar que não aproveitamos o presente, não aproveitamos tanto que ele já foi embora e se tornou passado.

Somos criados com a ideia de que precisamos pensar em amanhã, como se o hoje não fosse tão importante, mas quando Renato Russo diz:

“É preciso amar as pessoas
Como se não houvesse amanhã
Porque se você parar pra pensar
Na verdade não há”

Ele está sendo pragmático em dizer a verdade, verdade essa que cantamos por aí, mas não pensamos nela inserida em nossa realidade do dia-a-dia.

Não nego que é preciso planejar o futuro, lógico que precisamos pensar em nossos sonhos e em como alcançá-los, mas que felicidade é essa que buscamos tanto e que depende de outra coisa para conquistá-la?

Que felicidade é essa que é tão esperada, tão esperada que quando conquistamos tal coisa, ela não vem? Nada é mais inconstante do que procurar uma felicidade que pode nunca chegar, afinal, se pensarmos que seremos felizes apenas quando arrumarmos aquele emprego ou quando casarmos e tivermos 4 filhos, e se isso não for conquistado, não seremos felizes? Isso não seria justo, não é mesmo?

Torço para que todos nós sejamos felizes hoje, amanhã,  que a nossa felicidade seja sustentável, ou seja, que ela mantenha-se constante, instável, independente de alguns amargos que apareçam em nossa vida.

Deixo nesse texto uma reflexão diária que eu mesma também farei:

Você está sendo feliz? Ou está esperando algo chegar?

Se você chegar à conclusão de que não é feliz, mas quer mudar isso, entenda que ser feliz é algo que acontece de dentro para fora e não ao contrário!

Busque dentro de você e irá encontrar!

Texto escrito por Camila Napolitano, jornalista, escritora do Projeto Plante Amor

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