Que venha a era do encontro! Cansei das velhas histórias!

Um dia na história da civilização, criaram uma versão de mundo de que somos seres separados. Nós acreditamos e evoluímos nessa direção racional, materialista, mecanicista e desconectada. Mas a história da separação é uma inverdade, pois Todos Somos Um.

Tenho observado de que estamos vivendo um tempo de transição. Transição na política, na economia, nas relações com o outro e com a natureza. Como afirmou Charles Eisentein, em sua palestra no Sesc da Vila Mariana, no último dia 23 de dezembro, a próxima história será da Era do Encontro, das relações pautadas nos valores e no propósito de vida, na abundância e na interconexão,  no cuidado e no coração. Essa nova era cultural está baseada na consciência, na reflexão, na colaboração, na comunhão dos corações.

Então, para adentrarmos nesse novo tempo, permitamos – nos curar do desamor; permitamos – nos curar dos medos da escassez; permitamos- nos curar com a força da natureza que nos conecta com o sagrado que habita em nós. Essa força está no mar, nas montanhas, nas florestas, nas águas, no ar, nas flores, nos animais, insetos e na plantinha que está na minha janela ou na minha sala.

Há muita sabedoria no viver natural, na simplicidade elegante;

Há muita cura na entrega à natureza;

Há muita vida para se viver em plenitude na Era do Encontro;

E toda essa escolha depende de nós, das nossas reflexões que gerarão escolhas conscientes. Sejamos transparentes com o que pensamos!

Ao ouvirmos a voz do coração estaremos prontos para servir às pessoas, para vivermos com o propósito da nossa alma, em comunhão, em conexão com todos e com o Todo. Eu topo abrir espaços em mim para que essa expressão do amor se manifeste. Vamos juntos nessa?

Nós iremos construir a Era do Encontro por meio das nossas atitudes no Agora. Usemos então nossa força mental, espiritual, emocional, afetiva para promover as mudanças que queremos ver no mundo.

 Você ouve a voz do seu coração?

Você permite dizer sim para aquilo que tem significado para você? Ou ainda está preso às convenções e a história da separação que nega seu verdadeiro chamado? Dizer um NÃO com alma e inteireza é melhor do que dizer um sim relutante, irreal, sufocante.

Precisamos respirar e nos perguntar. Com o que quero me conectar? O que eu realmente quero? O que traz sentido para minha vida? Como posso fazer algo significativo para mim e para o coletivo?

Quantas vezes negligenciamos nosso querer genuíno (não do ego), porque o outro não está na mesma sintonia?

Quantas vezes bloqueamos nossos talentos porque damos ao outro o poder de castrar nossos sonhos?

Quantas vezes nossas crenças do passado (ou da velha história contada há séculos) minam nossa energia de realização e nos impede de acessar o presente momento com inteireza?

Quando estamos na sintonia da reclamação da vida, do trabalho, do amor, estamos identificados com um passado de medos e de ignorância e talvez, seja a hora certa para mudar com o coração.

Por que culpamos os outros pela nossa infeliz situação? Por que dar tanto poder ao outro se a vida não é dele?

Por muitos anos me identifiquei com vários fatos do passado, neguei algumas dores, reneguei minha sombra e dessa forma, sofri com elas, pois as carreguei comigo como verdades imutáveis. Demorei quase uma vida para entender como transformar dor em amor, tristeza em força interior, frustrações em aprendizado para recomeçar com coragem para viver diferente.

A busca pelo autoconhecimento é a chave para vivermos a Era do Encontro, mas na maioria das vezes, nossas dores, culpas, desculpas, medos, mágoas, ou seja, nossas máscaras protetoras retardam e nos impedem de acessar nossa verdade maior, a verdade do amor, a voz do nosso coração.

Não é negando as dores que iremos solucioná-las. Somente quando mergulhamos nelas, enfrentamos os conflitos da nossa alma perdida. E aí começa o processo de perdoar, amar e agradecer, transformando as sombras em luz.

Ah, sei que não é nada fácil, sei que esse mergulho é revelador de sombras, mas nada melhor do que a liberdade depois desse trabalho de reconexão do eu. Ah, e também essa limpeza faz parte de um processo, que pode ser rápido, lento, eterno…só depende da nossa permissão consciente.

Convido a todos a abrirem mãos do sofrimento que carregam por dias, meses, décadas, vidas! Você quer continuar a ser vítima ou deseja ser protagonista da sua jornada!?

Não há receita, mas há o caminho do autoconhecimento aliado com o poder do seu coração! Então, medite, acredite, confie, esteja presente, vá em frente e dê vazão a sua VOZ interior! Coisas boas acontecerão com certeza!

Como afirma a querida Monja Coen:

“Não há uma pessoa má, um país inimigo. Existem situações frutos da ganância, raiva e ignorância: os três venenos que atacam o ser humano.

Contra a ganância, existe a doação: em vez de querer mais e mais, passamos a compartilhar, a doar. Contra a raiva: a compreensão, a compaixão e a tolerância. Contra a ignorância: a sabedoria iluminada”.

Assim seja! Assim É!

Abraços Fraternos! Namastê!

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