Você tem medo de mudanças?

 Todos os dias temos a oportunidade de mudar tudo para sempre. Mas, quantas vezes pensamos assim? Temos nos preocupado mais com o que as passarelas mostram? Temos olhado mais para o outro ao invés de aperfeiçoarmos nosso interior? Temos sido negligentes com a inteligência que nos foi dada? Temos sido ingratos com o ar que respiramos? Temos desacreditado de nós mesmos só por que não aparecemos nas capas de revista ou não temos, ainda, – e nem precisamos -, os últimos lançamentos do mercado?
Que todos possuem um estilo de vida, isso é fato. Porém, não pode ser um fato aceitarmos substitutos, ou seja, menosprezarmos a nós mesmos a ponto de buscar nas roupas, maquiagens ou revistas, um antídoto para a baixa estima. Nossa louca e desenfreada forma de compensar o sentimento de inferioridade tem nos levado a ficar a margem de nossa capacidade e talentos. Já pensou sobre isso?       Não  seria muito mais nobre mergulharmos no que há de melhor em nós ao invés de tecermos comparações?
Essa ideia de que mais dinheiro é bom, mais sapatos é bom, mais roupas é bom, mais parceiros é bom, mais carros é bom, mais produtos é bom, tem nos levado a repousar em manjedouras do conformismo intelectual, pessoal e profissional, enquanto o capitalismo se deita em berço esplêndido.
Por isso, perde-se a visão do que realmente importa nessa vida, deixando-nos desorientados quanto ao nosso propósito existencial que, sinceramente, deveria ser conhecer e aceitar a imagem no espelho, ao invés de querermos ser mais uma cópia. Será que Willian Shakespeare, quando disse que ao nascermos choramos por que chegamos a esse imenso cenário dementes, era um vidente?
É claro que todos possuem suas crenças; crenças que podem vir da infância, adolescência e, para quem crê, de outras vidas. No entanto, talvez não precisemos ficar presos a esses padrões, e sim acreditar na transformação, pois todos somos borboletas em potencial. A diferença é que alguns, por apenas se vitimarem, serão eternas lagartas.
Um dos mais tristes erros humanos é acreditar, diante de determinadas situações, que não se é mais nada, isto é, se vê como o produto do momento, para ser consumido e fazer dos outros mercadoria. Trágica contemporaneidade, que deixa nossos corações aflitos, porque é necessário, urgentemente, perceber que o acaso não existe. O que existe são vítimas ou autores da própria história. Quem você escolhe ser?
Que possamos então, diante do que se diz ser um estilo de vida – porque cada um tem o seu -, se culpar menos por cair, mas usar os tombos como degraus da evolução. Que saibamos, também, que a felicidade plena e a tristeza absoluta não existem, mas ambas são capazes de nos fazer amadurecer. Que tenhamos mais coragem de abandonar o que, de fato, está cansando nossa alma, porque, do contrário, iniciaremos, a cada manhã, a passeata pela inferioridade, esquecendo, assim, que somos o melhor molde de nós mesmos, ainda que digam ao contrário. 
Existe, para nós, apenas o hoje, e esse hoje pode ser uma carta enviada todos os dias ao nosso coração, cujo remetente é o destino, dizendo-nos que, simplesmente, somos aquilo que atraímos. E o que estamos atraindo, sem dúvida, é o que, cedo ou tarde, nos tornaremos: lagartas ou borboletas.

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