Quanto amor e respeito nós temos pela Terra?

Nosso planeta azul, nossa Mãe-Terra existe há 4, 5 bilhões de anos. Dá para imaginar o quanto de tempo isso significa? Já parou para pensar quanto amor e respeito nós temos pela Terra?

A aparição do homem é bem mais recente, cerca de 200 mil anos. Também não consigo imaginar essa representatividade de tempo. Nossa mente não está acostumada com números tão grandes. Os cientistas conseguem descobrir e absorver melhor essas dimensões temporais.

Mas, o que não é difícil de compreender é que nossa existência depende das boas condições de vida do planeta.

Na nossa correria cotidiana, quase nunca paramos para pensar sobre nossa jornada aqui, e sobre o quanto estamos afetando o equilíbrio ecológico de Gaia.

Nossa vida depende do ar que respiramos, e ele precisa ser puro; depende dos alimentos que ingerimos, e eles não nascem nas gôndolas dos supermercados. Eles vêm da terra, do solo fértil, alimentado pelas águas das chuvas, dos lençóis freáticos ou das montanhas. Nosso abrigo também depende dos recursos naturais. E todos nós dependemos da luz do astro rei, o Sol. Ou seja, nós dependemos da abundância dos 4 elementos:  terra, fogo, água e ar.

Ou seja, é equação sinequa nom de que nossa sobrevivência vem da Terra, como enfatiza o ecologista Stephen Harding, em seu livro “Terra Viva – ciência, intuição e a evolução de Gaia”. E a pergunta que fica é por que nossa relação com o planeta é tão devastadora, usurpadora, distante, dominante e insensível?

Por que acreditamos que temos domínio sobre todos os recursos naturais e que eles devem e podem ser usados para o nosso bel prazer?

É possível analisar que essa desconexão e falta de relação sensitiva e de respeito com a natureza, como nossos ancestrais tinham, foi substituída pela revolução econômica e tecnológica da nossa sociedade ocidental, motivada por valores como: ganância, egoísmo, hedonismo, que comemora com fogos de artifícios o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto), independente de como ele é conquistado.

Por que uma economia em crescimento tem que acabar com as florestas, com as reservas pesqueiras, explorando todos os minerais e extraindo todo o petróleo, produzindo tanto desperdício, tanto lixo e causando tanta poluição?

É tão claro que essa conta não fecha e que os problemas resultantes dessa exploração é o aquecimento global e as mudanças climáticas sentidas por todos nós e por nossa Terra-Mãe.

Então, diante dessa situação atual, o que podemos fazer de diferente?

Já está mais do que provado de que o crescimento não conseguiu nos fazer mais felizes e está degradando o mundo numa velocidade exponencial e nunca vista antes.

A ilusão vendida por meio da publicidade de que o consumo de mercadorias garante uma melhor auto-estima e a sensação de felicidade já foi desbancada pela nossa própria observação.

Não há felicidade pela compra de algo. Até pode existir uma alegria momentânea que logo será substituída por um outro desejo que levará a outra conquista material, e assim sucessivamente, num círculo vicioso denominado de consumismo.

Ou seja, esse discurso de felicidade pautada pela aquisição de mercadoria é uma tremenda falácia. A felicidade não vem do que está externo a nós, mas do que alimentamos como valores internos como amor, fé, amizade, respeito, alegria genuína, compaixão, beleza, sensibilidade, contemplação, gratidão.

Então, vamos pensar diferente e colocar nossa energia, propósito e ação no que realmente é valioso? Se a sociedade mudar seu nível de consciência sobre esses grandes temas, ela influenciará mudanças significativas no jeito de fazer e viver, pensando também nas futuras gerações.

Abraço Fraterno

Chirles

Para entender mais sobre essa reflexão, deixo como dica o documentário  Home – Nosso Planeta, Nossa Casa

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