Monthly Archives for setembro 2016

Para viver a dois, antes, é necessário ser um

Colunistas, Felicidade - Jared Amarante - 30 de setembro de 2016

Que todos desejamos assistir a um filme com alguém debaixo da coberta, isso é fato. Mas e quando as cenas do enredo são tão tristes quanto a insegurança que a companhia traz? E quando não sabemos o real motivo de não nos satisfazermos em assistir sozinhos? Seria esse um mal-estar do frágil coração? Diríamos que, para simplificar esse possível medo de estar só, revelam-se, no dia a dia, entregas prematuras, que geram mal-estar à alma, desaguando no corpo.

Aqui, pretende-se falar sobre os nossos sentimentos, uma vez que eles determinam o que há no coração. Ah, sim… Mas e se houver dentro de nós uma pessoa que queiramos chamar de tesouro? Poderia ser ela mais valiosa que o amor-próprio?

Há quem diga que essas perguntas podem ser respondidas com mil argumentos. No entanto, prefiro apostar na ideia de que somos um oceano, e que nem todos os que nos acompanham terão disposição para mergulhar, porque alguns nasceram apenas para ficar à margem, isto é, trazem-nos a percepção de força, que nada é mais do que olharmos para nós e percebermos que, se o outro quer ir, é seu esse direito, mas não é meu o direito de desistir de mim, achando que sem o outro – que é apenas o outro -, não serei feliz.

Todavia, diante do que discorri, não pretendo colocar o amor no banco dos réus, mas as milhões de formas como chamamos esse sentimento, ou seja, há pessoas chamando noites avulsas de sexo, de amor à primeira vista, enquanto outras chamam a companhia da balada de príncipe encantado. Ah, e tem aquelas que ainda dizem, após uma semana de contato, que já não vivem mais sem a outra parte da laranja. E olha que, às vezes, a laranja é limão.

Acredito que cada um tem o direito de escolher onde deseja ancorar seu barco, isto é, entregar seus sentimentos, o que precisamos saber é até quando nosso barco precisa ficar na encosta para amadurecer. Mas e se isso não acontecer? Teremos coragem de nos retirar do cenário ou viveremos “ancorados” – dependentes -, por medo da solidão?

Sei que é importante amar, mas mais importante ainda é sentir que alguém nos ama tal como amamos a nós mesmos, porque hoje – sem sensacionalismo, mas coerência -, estamos na época cujas pessoas estão preocupadas em se relacionar, mas, em contrapartida, estamos também rodeados por aquelas que querem apenas o momento. Eis então a mais significativa solução: refletir. Sendo assim, perante todo esse horizonte sentimental vale lembrar do que Fernando Pessoa disse:

Para viver a dois, antes, é necessário ser um.

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E quando não recebemos amor?

Colunistas, Felicidade - Jared Amarante - 23 de setembro de 2016

Não importa o quanto tenhamos amor por alguém se esta pessoa não nos quer. Não importa o quão extensos sejam nossos desejos se a pessoa “amada” não nos quer. Não importa o tamanho e a força das nossas esperanças se o outro não se importa. Sabe o que é? Não podemos forçar ninguém a ser como gostaríamos, né? E a pergunta ressoa: o que fazer quando não recebemos amor?

Essa é uma verdade cruel de aceitar, mas a vida não é assim? Nunca saberemos se um relacionamento vai dar certo ou não, por isso precisamos correr o risco. Mas até quando? Por toda a vida, eu diria. Até mesmo porque cada pessoa é diferente. Ou será que ter medo de sofrer e ficar paralisado é, também, uma forma de negar o amor?

Precisamos parar com tanta idealização, pois expectativa sem sabedoria pode ferir. Mas como viver sem expectativas? Calma, não se trata de deixar de viver ou se relacionar, e sim de ter passos mais lentos, compreendendo que cada um tem uma forma de ser, de sentir, de demonstrar. Por que, então, nos desesperamos tanto?

O amor verdadeiro, sinceramente, só existe na reciprocidade, porque o contrário disso é absolutamente desgastante e desumano. Por isso, saiba ter paciência em um relacionamento, mas não aceite tudo. Saiba agradar, mas espere receber o mesmo, ou alguma coisa está errada. Saiba reconhecer as qualidades, sem ter que apontar os defeitos do outro em todas as brigas. Saiba ir embora se for necessário. O amor não existe nas migalhas.

Não se deve insistir quando o outro não quer. Não se trata de ser fraco, mas de ter amor-próprio. Olhe bem as coisas e você perceberá que quando alguém quer ir embora, esse, aos poucos, vai deixando de ligar, de perguntar do seu dia, de dizer que está com saudade, de demonstrar, até que um vazio se instala.

E aí você começa, depois de muitas tentativas, a cansar e decide ir embora, pois não aguenta sofrer por alguém que não tem olhos voltados para você, seus sonhos e sua vida. Desta forma, só se pode entender que o amor mais lindo é aquele retribuído, ou não fará bem.

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Múscia e meditação no escuro

Felicidade - Chirles Oliveira - 21 de setembro de 2016

MÚSICA E MEDITAÇÃO NO ESCURO COM OS TROVADORES URBANOS E LUC BOUVERET

 

Uma experiência de meditação com música brasileira criada pelo jornalista Gilberto Dimenstein, 1 ano de sucesso!

 

Música e Meditação no Escuro é uma vivência conduzida pelos Trovadores Urbanos,  em  num galpão da Vila Madalena- SP.  O espetáculo começa com  o ritual de desligar os celulares, e as luzes vão se apagando aos poucos.

A cantoria dos Trovadores acontece após um bom tempo de meditação e  totalmente no escuro.

Segundo Gilberto Dimenstein,  música no escuro é uma experiência de convivência,   que provoca inspiração através da música. Um estudo feito por cientistas de Harvard,  indica que  o cérebro muda a partir da meditação.

A plateia fica atenta para o show da arte,  através do exercício da concentração, da respiração,  onde você começa a perceber a melodia e letra  uma maneira diferente. As músicas cantadas pelos seresteiros  navegam pela memória afetiva.

Uma experiência sensorial, onde as pessoas saem do excesso do pensar e  experimentam o sentir. A cada mês, um novo convidado,   que fala sobre sua experiência com a meditação e ensina uma técnica para a plateia.

 SERVIÇO:

Música e Meditação no Escuro- Trovadores Urbanos e a convidada Maria Eugenia Anjos

Dia 22 de setembro – quinta feira – 21h

Armazém da Cidade – Rua Medeiros de Albuquerque, 270 – Vila Madalena – SP

Horário de abertura da bilheteria: 19h

Valor: $50,00 inteira e $ 25,00 meia

Horário de abertura da bilheteria: 19h 

Bilheteria aceita cartões de débito, crédito e dinheiro

Fone Informações: 11 – 2595 0100

Capacidade até 200 lugares

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Sobre Luc Bouveret

Luc Boveret é Francês. Antiquário e designer de interiores na Europa e nos EUA, veio morar no Brasil em 2008 com a sua família. Um ano depois, experimentou uma revelação espiritual que mudou o rumo da sua vida.

O seu caminho cresceu com uma busca permanente da verdade por meio de cursos na Europa e no Brasil, de retiros em ONGs e trabalho social. Hoje, se dedica à Leituras de Aura, Terapia Quântica, palestras, cursos e retiros para empresas ou particular. Guia pessoas no autoconhecimento por meio de reuniões semanais de meditação, atendimento pessoal ou organização de eventos para o desenvolvimento humano. Passa vários meses por ano em Piracanga, uma comunidade espiritual na Bahia.

Luc é um dos fundadores do Centro de Evolução do Ser NEW WAYS onde ministra o curso semanal BE ONE. Junto com David Arzel e Maria Eugenia Anjos ministra também o curso intensivo de sete dias, O Despertar da Alma, no Brasil e na Europa. Escreveu o livro O Homem que deu a luz – Belaletra Editora (lançado em maio/junho 2015) e está escrevendo um segundo livro, na mesma editora, desta vez com Maria Eugênia Anjos sobre o tema da Respiração. Atua semanalmente em um programa de rádio, criou um curso para educadores em comunidades, para presos em penitenciárias e faz parte do conselho da VIRADA ZEN junto com a Monge Cohen e Marcia de Lucca.

Luc acredita no amor como fonte de toda criação, evolução e expansão.

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Sobre Trovadores Urbanos:

Os seresteiros da cidade  tem 26  anos de carreira,   8 cds e 2 dvds , shows pelo Brasil e várias turnes pelo exterior.

Seus espetáculos  acontecem nos palcos e nas ruas, como  Seresta de Sexta (todas as sextas abrem a casa dos Trovadores para a cidade,  show gratuito , em Perdizes, Sinfonia Seresteira (Cortejo com o Quinteto Bachiana de João Carlos Martins), Abra sua janela para São Paulo ( shows em bairros variados da cidade, reunindo vizinhos ) , entre outros.

Recentemente gravaram CD e DVD ao vivo no Auditório Ibirapuera  e desde abril de 2015  fazem o espetáculo Música e Meditação no Escuro ,  no Armazém da Cidade.

Desde 2010  o Instituto Trovadores Urbanos  tem dois polos de musicalização,   com  160 crianças estudando música e teatro, em Cajamar e Cidade Ademar.

Também fazem documentação dos seresteiros do Brasil.   Em 2014  estiveram no norte de Minas, entrevistando e recolhendo informações sobre os seresteiros que vivem à beira do Rio São  Francisco.  Este ano farão os seresteiros Paulistas, gravando em cidades próximas ao Rio Tiete.

  • Texto enviado pela Assessoria de Imprensa do evento

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Você quer coleta seletiva no condomínio? Veja como é possível!

Sustentabilidade - Laila Rezende - 21 de setembro de 2016

Muitas vezes nossa vida não é fácil, pois nos sentimos totalmente sós, como se nada estivesse dando frutos. Mas estão SIM. Nosso dia a dia é muito acelerado e requer resultados imediatos. Entretanto, o ritmo do Universo é outro. O ritmo da vida é mais devagar que o ritmo da internet, dos bancos, do whatsapp. A vida requer pausas; requer plantar, cuidar e colher. Continuar Lendo

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Emoções sustentáveis geram sentimentos sustentáveis

Colunistas, Felicidade - Rodrigo Vieira - 12 de setembro de 2016

Na moda de um novo amor, na voga da novidade liquidez, faltou algo que ditasse o rumo. Sentia falta de algo, enquanto outro sentia acolá, igualmente. Era a falta de sustentabilidade afetiva que nos ausentava, incompletava, era adornar o que de nós dá sustento. Quando nossas emoções sustentáveis geram sentimentos sustentáveis?

Foram coisas assim que premiam, urgiam, rugiam sem saber. O nome disso, a nomenclatura daquilo. Tão esquecidos numa rotina polvorosa, de discursos decadentes, que se contradizem por novidade. Eu apenas me calava na indagação de uma novidade por novidade. Ser novidade só por ser. Isso que amanhã é descartável, como copo plástico, pessoas de plástico e afins de plástico. O que era a cultura do “novo”, agora já é tarde, como o vai e volta de nossas vidas, indo e vindo no espelho embaciado do banheiro.

Fotos trocadas, post´s veraneio de uma vida boa, caras gentis, contrastes reais. O antiquado como cortês, num eufemismo lírico do que fora velho. Um tanto do que gosto, ligar para alguém, os encartes dos cd´s, o marca página no centro da página de autoajuda, escrever no papel. Entusiasta, saudosista, um copista de meu tempo e textos. Ainda me orgulho de não dizer que amo a cada mês, hora e segundo. Entendo que tudo é tão rápido, tudo quanto raso, tudo quanto antiquário de nós mesmos.

Ainda ausenta, ainda carece, fenece. Descreio que tudo se constitui fugaz, rápido de mais, moderno de mais. Tudo é pouco a pouco, ponto por ponto, longa expiração e inspiração. Seria segredo não cuidar do que já temos, nem sempre nos falta, quando quase sempre sobeja. Mal se agradece, mal se cultiva, num clima cheio de ideias de muito “mi-mi-mi”, que fala e não vive de si. Gente de mais, fala de mais, pouco de mais.

Como vivermos na essência, diante de tanto “mi-mi-mi”?

Será a hora de repensarmos, reamarmos, redesenharmos, resermos, reescrevermos. Será a hora em que correspondo à tua mão que me procura, aos teus gestos pidões, ao teu descontente dia em súplica por dias melhores. Hora de ligar para amigos do tempo da escola, procurar quem não me procura, desligar o celular e brincar de telefone sem fio ao pé do ouvido. Seja o instante de apagar a luz, viajar, ir ao ponto mais alto da cidade, comer no melhor restaurante uma vez, pôr mais vinho no copo, dançarmos até o último convidado cansar. Será fazer tudo isso sem precisar mostrar nada a ninguém. Será fazer tudo isso só para nós, de novo: por nós, de novo.

Quem sabe e eu sei, o momento é oportuno para enxergarmos beleza no mesmo semblante, no mesmo tom dessa tez, no agrado desse pé que te coça feito meia quente. Ainda nos acharmos jovens no próximo desafio de trabalho, ou num pernoite pela cidade. E que assim, mesmo, recicle, reaja, areje esta ideia confundida, que difunda que podemos ser de novo, tão ou mais novos que a primeira vez.

Muito quero, muito que quero, de querer as mesmas pessoas que me querem até hoje. As mesmas emoções, alentadas, que não são momentosas, todavia de longas datas. Datas que me chegam, de poucos e suficientes que me abraçam e falam audivelmente “Feliz Aniversário”. Ainda me regozijo, ainda me basta, perder de vista o tempo que nos conhecemos, que nos gostamos, em amigos, em namorados, em colegas, em parceiros, em humanos. São histórias que se formam, o tempo que dá acabamento, a revalorização diária do que temos em nós. Nós.

Deixar um bilhete como a primeira vez. Ser engraçado como no início. Valer como no princípio. Corresponder como que agora. Não precisamos, impreterivelmente, de novidades, necessitamos da sofisticação de não deixarmos desbotar. E tudo é fruto, estação, cíclico. Nós para com os outros, os outros para com nós.

Já me perdi nisso.

Nisso me tenha tão incerto como a última,

Porém tão certo como a primeira vez…#Emoçõessustentáveis, #sentimentossustentáveis.

Leia também no blog outra crônica do Rodrigo Vieira

 

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Se acostume: as pessoas vão embora

Colunistas - Jared Amarante - 9 de setembro de 2016

A vida é uma é uma grande e incansável roda gigante, girando e mudando as coisas dia após dia. Mas quantos de nós estamos preparados para essas voltas? Quantos de nós aceitamos o novo? Quantos de nós sabemos a hora de ir embora? Nosso desespero, por manter tudo no controle, o tempo todo, faz com que sejamos infelizes.

Você, com o passar o tempo, começa a perceber que não pode ter o domínio sobre todos os acontecimentos, imagina então sobre os sentimentos das pessoas e dos seus próprios? Impossível decifrar todas as coisas do coração. Mas não é tão difícil, embora seja doloroso, reconhecer o momento onde vemos que tudo que esperamos do outro não está acontecendo e que por isso é hora de ir.

Ir se encontrar com suas próprias verdades. Ir se libertar dos medos sociais. Ir amar outra pessoa. Ir cicatrizar seu coração. Ir realizar novos sonhos. Ir se perdoar. Ir fazer novas escolhas e jogar coisas velhas na lata do lixo. Ir descobrir que você pode ser inteiro sem alguém.

Há pessoas que vão querer que estejamos distantes, mas nem por isso perdemos nosso valor. Há lugares que já não seremos tão bem vindos como antes, mas nem por isso todos os outros lugares do mundo perderam a graça. Há corações que estarão trancados para nós, mas não quer dizer que um dia não terá um disposto a nos amar. Como disse Saint Exupéry: “É loucura odiar todas as rosas porque uma te espetou”.

Assim não são pessoas?

Nada que não for recíproco lhe fará bem. Será que você entende isso? Então, tenha mais coragem de se distanciar, para que haja mais paz do que razão em sua vida. Essa é uma troca maravilhosa. A escolha é apenas nossa. Contudo, a verdade é que deixar coisas, lugares e pessoas, pode, mais tarde, nos poupar de muitos machucados, pois quem quer ficar, sinceramente, arrumará um caminho, quem não quer, sinceramente, falará uma desculpa.

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Quando o sagrado masculino encontra o feminino

Vida Saudável - Chirles Oliveira - 7 de setembro de 2016

Por Karina Miotto *

Recentemente tive a honra de estar junto de um grupo de 100 mulheres e 15 homens em um encontro comandado por mulheres poderosas, lideranças indígenas vindas dos Estados Unidos, duas delas, Austrália, Índia, México, Chile e Colômbia, cada uma representando seu povo (Lakota, Maputi, Kogi, entre outros cujos nomes não consigo lembrar, desculpe!). Continuar Lendo

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Quanto amor e respeito nós temos pela Terra?

Sustentabilidade - Chirles Oliveira - 6 de setembro de 2016

Nosso planeta azul, nossa Mãe-Terra existe há 4, 5 bilhões de anos. Dá para imaginar o quanto de tempo isso significa? Já parou para pensar quanto amor e respeito nós temos pela Terra? Continuar Lendo

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