Monthly Archives for julho 2016

Deixe as folhas caírem…

Colunistas, Felicidade - Jared Amarante - 29 de julho de 2016

Muitas árvores passam um bom tempo observando os viajantes, que somos nós, insistentes em se apegar ao velho passado, até que o dia chega e as folhas, uma a uma, começam a cair para que um novo tempo surja, com oportunidades melhores, sonhos renovados, abraços mais quentes, desculpas pedidas e, principalmente, muita coragem para viver cada circunstância sem sermos vitimas o tempo todo.

Mas será que todos aceitamos a dor de deixar as folhas caírem?

Será que deixamos cair aquele trabalho que já não traz mais satisfação? Será que deixamos cair aquele relacionamento que faz mais mal do que bem? Será que deixamos cair o medo e construímos mais sonhos? Será que deixamos cair o pessimismo e renovamos, dia a dia, nossa fé? Será que deixamos cair o amor-próprio para satisfazer o outro?

Não temos a vida inteira pela frente, porque no passado e no futuro não se realiza nada. O que nos foi dado, como um presente divino, é o hoje, que nos permiti, a cada instante, mudar tudo para sempre. Você acredita nisso ou ainda pensa que as folhas não devem cair?

O sacrifício é necessário quando queremos ser mais belos, inteligentes, cultos e elevados, isso em todos os aspectos da vida humana. Contudo, qual é a nossa disposição para renunciar o hoje em prol do que virá daqui a pouco? Mudanças sólidas acontecem mais pela perseverança e paciência do que por qualquer outra habilidade.

Lembre-se de que a vida é feita de escolhas, assim como as árvores escolhem deixar suas folhas caírem, porque sabem – precisamos também aprender -, que ao tocarem o chão já não são mais as mesmas. Pensar assim nos torna capazes de perceber que há, nessa existência, um tempo necessário para todas as coisas. Mas, também, esse mesmo tempo, nunca voltará e nunca será o tanto que gostaríamos.

Por isso e, por favor, deixe as folhas caírem…

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Por que você perde tanto tempo?

Colunistas - Jared Amarante - 15 de julho de 2016

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Você não pode achar que a vida é fácil e que todas as pessoas farão o que seu coração acredita ser o certo e justo, tão pouco deve enlouquecer com a ideia de que cairão presentes do céu para transformar o seu dia. Sabe o que a gente tem que fazer? Se permitir ser gente. Gente que cai e levanta. Gente que para e recomeça. Gente que cansa, mas não desiste. Gente que espera mais de si do que dos outros. Gente que não perde tempo.

Aprecie cada momento e mergulhe em sua alma, só assim poderá perceber se vale a pena investir suas energias em um projeto ou relacionamento, lembrando que cada escolha tem uma consequência. Tudo que é feito com extrema dedicação, em algum momento, retornará como beneficio. Não estamos falando de milagres, mas de ação e reação, e essa é a lei mais forte e real que permeia o universo. Universo esse que fazemos e somos parte.

Você acredita nisso?

É importante amarmos e termos zelo por aqueles que nos cercam, mas sem confundir as coisas, isto é, cada pessoa é livre e deve escolher aquilo que considera melhor para sua vida, ainda que não concordemos. Afinal, bonito é aconselhar, não determinar. Bonito é amar, sem possuir. Bonito é deixar livre e esperar que volte, mas se não retornar, que você continue feliz, porque bonito é amar, mas lindo é sentir que tudo é recíproco. O contrário disso não é tão belo.

Não perca seu tempo se doando mais do que é capaz, porque há pessoas que, por carência excessiva e medo, irão lhe responsabilizar, a cada situação, por fazê-las feliz. Isso, certamente, é tão absurdo quanto acreditar que você realmente tem a obrigação de dar para alguém o que deve existir dentro de cada ser. Perceba que todo mundo só oferta o que tem, e é assim que a vida permanece em harmonia.

Amar não é aceitar tudo.

Siga sempre incansável em busca de seus sonhos. Lembre-se que o tempo cura tudo, mas também pode mudar tudo. As coisas que voltam, se voltam, nunca retornam como antes, mas podem vir melhores, ou não. Contudo, compreender que o tempo é algo que nunca teremos na quantidade que gostaríamos, nos faz viver como disse Albert Einstein: Só há duas maneiras de viver a vida: a primeira é vivê-la como se os milagres não existissem. A segunda é vivê-la como se tudo fosse milagre.

O que você escolhe?

 

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Para o meu grande e novo amor

Colunistas - Jared Amarante - 8 de julho de 2016

Já pensou em como será a próxima pessoa que fará seu coração disparar mais rápido? Será que ela gostará dos mesmos filmes? Será que irão olhar as estrelas e contá-las como um casal verdadeiramente apaixonado? Ou será que vão, por imaturidade e medo, repetir os mesmos erros de relações anteriores? Antes de responderem essas perguntas, compreendam que pessoas inteiras vivem as melhores experiências a dois, ou seja, não espere do outro o que já deve existir em você: amor.

A realidade de um relacionamento pode parecer muito complexa, mas podemos torná-la simples se aceitarmos que cada um tem um jeito de ser, e que todos, em algum momento, já acordamos de mau humor, mas isso não pode estragar nosso dia. Em algum momento já nos recusamos a fazer isso ou aquilo, mas ainda assim não se pode permitir com que detalhes destruam a beleza dos sentimentos. É preciso mais paciência do que qualquer outro dom para se conviver com outra pessoa, lembrando sempre que você pode estar magoado, mas não tem que ser cruel.

A vida sempre foi feita de mudanças, e estas podem ser pessoais, profissionais e financeiras. Por isso, ao nos envolvermos, precisamos estar atentos a esses percalços, pois para ser feliz ninguém precisa ser rico, mas a falta de dinheiro, sem dúvidas, desgasta sentimentos, trazendo sensação de impotência e desestrutura familiar. Sendo assim, talvez nosso grande amor não precise ser milionário, mas no mínimo terá que ter uma fé impagável. Isso, aliado a atitudes corajosas, será suficiente.

Um relacionamento onde a preocupação é quem está certo ou errado, com certeza, pode naufragar, porque o bonito, saudável e justo é admirar as qualidades e anseios do parceiro, vendo-o como um ser humano passível de quedas e vitórias. O amor é generoso, mas não aceita tudo, e se aceita, há insegurança, medo e posse, menos amor. Então, que o nosso grande amor, novo e até velho, se preocupe em dialogar, porque isso poderá curar muitas coisas.

Querer sentir e achar que nunca vai se magoar é ilusão. Mas deixar de arriscar, de repente, é uma forma de negar o amor, ou não. A questão toda é saber a hora de ir e ficar. O amor não existe na pressa. Portanto, se ame muito para reconhecer a hora em que seu grande amor chegará. Mas, por favor, quando chegar, lembre-se do que disse Clarice Lispector: Ou toca, ou não toca.

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Significado e propósito na vida: Lugar comum ou difícil de encontrar?

Felicidade - Chirles Oliveira - 5 de julho de 2016

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Em todas as culturas e em todos os tempos, os seres humanos têm procurado encontrar um sentido para sua existência. A busca de sentido é tão antiga quanto as primeiras manifestações da consciência humana.

Por pelo menos 100.000 anos, os seres humanos enterram seus mortos com rituais e artefatos, aparentemente acreditando que a vida envolve algo mais do que apenas correr de seu predador, caçar ou acasalar.

Está bem claro que um senso de propósito é necessário para a saúde psicológica, e por sua vez, para a adaptação e à sobrevivência humana. Quando a vida parecia não valer a pena, nossos antepassados desistiam de correr do leão e, quando deprimidos, perdiam o entusiasmo com o acasalamento. A evolução humana depende da nossa motivação e nossa vontade de sobreviver, esse sentimento de que a vida permanece, sempre vale nossos esforços.

Na edição de setembro do American Psychologist (“A vida é consideravelmente significativa“), as autoras Heintzelman e King tomaram conhecimento de um paradoxo óbvio, porém facilmente esquecido na forma como caracterizamos o sentido da vida: “Ele é retratado simultaneamente como uma necessidade e como algo que é quase impossível de alcançar”.

Alcançar o propósito da vida é impossível?

ponte

A descoberta de estudos que medem a experiência de sentido é justamente que, a maioria das pessoas diz que suas vidas têm significado e propósito. Contraditoriamente, tendemos a ver o “significado da vida” como uma mercadoria rara, algo dificilmente alcançado, embora seja uma parte normal da experiência humana.

Nós encaramos esse ‘sentido da vida’ como “um construto e uma experiência envolta em mistério” e prontamente aceitamos que deve ser “cronicamente ausente na vida das pessoas.” Ou seja, por ser tão raro e dificilmente alcançado, poucas pessoas teriam atingido ou compreendido o significado de viver.

A visão comumente representada para buscar sentido na vida é fazer uma viagem ao topo de uma montanha para perguntar a um eremita-guru: “Qual é o sentido da vida?”. Se isso é o que é preciso, a resposta deve envolver um conhecimento escasso e precioso, e algo mais do que apenas felicidade e satisfação.

Qualquer coisa que é necessária para a sobrevivência, tem de ser abundante na natureza, por exemplo, uma truta precisa de mais do que apenas um balde de água para sobreviver. Logo, podemos pensar que o que nos é necessário à sobrevivência, como o sentido da vida, deve estar disponível à nossa volta.

Melhorando a experiência de viver

A pesquisa também mostra que “a exclusão social abaixa os níveis da existência significativa” e que conexões sociais melhoram a experiência. Se, ser aceito por uma tribo é tudo o que preciso para aumentar a emoção em nossas vidas, então o sentimento de significado não deve ser difícil de encontrar.

Um estado de espírito positivo é também uma influência. Os indivíduos que estão “imperturbáveis” na maior parte do tempo, irão avaliar melhor seu sentido de significado na vida. Bem como as pessoas que se dizem satisfeitas com a vida ou que vêem o “copo meio cheio”, não são tão susceptíveis de sentir que está faltando alguma coisa.

Aceitar a evolução da vida também melhora a experiência de viver

Em um experimento foram mostrados aos indivíduos fotos de árvores, solicitado que eles julgassem o contraste das cores e, posteriormente, feito um questionário sobre sentido da vida. Quando as árvores eram mostrados na ordem da mudança das estações, os indivíduos tiveram maior pontuação no questionamento sobre o sentido da vida.

Como Heintzelman e King apontaram, “vivemos em um mundo que geralmente é caracterizado por regularidade natural” e nossa experiência é reforçada pela “presença de padrões confiáveis ou coerência no ambiente.”

Em um mundo de estações, amanheceres e entardeceres, construímos uma existência ordenada com rotinas e rituais diários. Nesse contexto, é razoável esperar que as pessoas sintam que a sua existência está em harmonia com a ordem natural.

A eterna busca por um significado para vida

Porque é essencial para a nossa saúde, estamos continuamente motivados para buscar a experiência de propósito e significado. É como comida, a desejamos todos os dias, e tal como o sexo, não é um desejo que pode ser satisfeito de “uma vez por todas” e se cessa eternamente.

Quando as nossas necessidades comuns estão satisfeitas, tendemos a procurar mais. Está em nossa natureza buscar prazeres e sabores requintados. Algumas pessoas encontram o próximo nível de significado em iluminação religiosa ou êxtase, outros procuram na auto-consciência ou na realização pessoal. Algumas pessoas se voltam para dentro, outros buscam do lado de fora.

A busca de um propósito mais elevado e um significado maior às vezes é difícil e não tem ponto final. Ainda assim, não é uma viagem sem esperança. De acordo com a pesquisa, a maioria das pessoas facilmente encontram um sentido ao longo de sua caminhada.

E você, qual seu propósito de vida?

Traduzido e adaptado de: Paul G. Mattiuzzi, Ph.D.

Texto compartilhado em parceria com o Blog Diálogos – Espaço de Psciologia

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A vida nos manda seguir…

Colunistas - Jared Amarante - 1 de julho de 2016

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Quantos de nós compreendemos o que fazer diante da vida que nos foi dada? Essa talvez seja uma grande pergunta, mas com bastante dificuldade para ser respondida. Contudo, é inevitável que, cedo ou tarde, tenhamos a consciência de que bem ou mal, devemos continuar vivendo, reconhecendo que somos nós os responsáveis por lamentar ou se levantar.

Apesar do tamanho da saudade, apesar do quanto gostaríamos de mudar o outro, apesar de quantas coisas ainda nos faltam, apesar de ter que acordar cedo e já se sentir cansado, apesar da solidão de mãos dadas, apesar das contas altas, apesar da vontade de amar e não ser correspondido, apesar dessas e de tantas outras coisas, a vida só nos pede que continuemos andando.

Somos sujeitos nessa existência a amar e desamar, perder parentes e reconquistá-los, cair e levantar, enxugar as lágrimas e trocar de sonhos, despedaçar corações e termos o nosso partido, amar e não ser correspondido, desistir e recomeçar, esperar e cansar, entre tantas outras coisas que, simplesmente, chegam como lições de uma frágil vida a nós apresentada.

Então, que sejamos bem vindos, mas sem esperar que tudo seja um mar de rosas.

Não podemos achar que tudo irá bem sempre, mas podemos, sempre, estar dispostos a mudar as circunstâncias, por meio de uma fé que nos faz inabaláveis, entendendo que não há vitoriosos e perdedores, e sim pessoas que lutam e pessoas que desistem.

Quantas vezes você já refletiu sobre isso?

A vida pode parecer um grande mar de desorientação e incertezas, mas devemos enxergá-la como uma oportunidade milagrosa, e assim celebrarmos vitórias, amarmos enquanto temos por perto, realizarmos sonhos, sermos gratos e, a cada dia, não se comparar aos outros.

Temos que aceitar nossas emoções e entendê-las, acreditando que nada é eterno, por mais que gostaríamos que fosse. Por isso, temos o agora para sonhar, ouvir novas músicas, servir ao próximo e sentir amor sem esperar nada em troca, por mais que pareça justo e belo ser retribuído.

E assim, vivendo um dia de cada vez, ao final, perceberá que seu grande medo nunca foi envelhecer, e sim envelhecer cheio de arrependimentos.

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