maio 2016

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De repente, saudade

Do alto dos meus vinte e poucos anos já lido com sentimentos constantes, como a saudade. E isso é a você, a mim, trinta, quarenta, cinquenta, mais. De repente dá nisso: saudade. A saudade é um querer resgatar o tempo, que rasga lá trás os anos que se foram tão rápidos. Saudade também advém de uma insatisfação momentânea, não se encaixa com o tempo presente. Creio, sobretudo, que seja a força humana pela busca do que faz feliz. São as caras, os gestos, os sóis vistos a dois, o cheiro de perfumes antigos, tudo isso vem na saudade. Vê-se que os anos acumulados geram mudanças – crescimento e retrocesso por área de atuação. Entretanto, algo se prende ao que ficou, que foi deixado não por escolha, mas por nexo da existência. Os brinquedos que corriam pela casa, a coberta rasgada predileta, o ritual do “boa noite”, ou aquele conselho chato…

Calma, toda dor passa

Qualquer rompimento traz uma dor. Uma saudade. Um luto. Mas será que quando isso acontece você se deita na primeira cama que lhe oferece carinho? Será esse o remédio? Por que estamos tão imediatistas e não esperamos a ferida cicatrizar e ficar bonita? Saiba que quando alguém “morre” para nós, esse mesmo alguém continua vivo para o mundo, para as oportunidades, para a vida. E assim é com você também, ok? Por isso, calma que toda dor passa. Situações de perdas e ganhos sempre farão parte da vida, principalmente quando falamos de relacionamentos, ou você tem a frágil ideia de que as coisas são para sempre? E quando esse para sempre, como dizia Cássia Eller, acaba, você se desespera e acha que a vida perdeu o sentido. Mas, calma, não é assim que as coisas funcionam. “Sofrer por amor” embaça a visão. Faz tudo parecer que é o fim. Deixa…

Ela decidiu investir em si mesma…

“Eu acredito que o ordinário conhece o extraordinário todos os dias”. Essa frase não saiu mais da minha cabeça desde que assisti o filme “Joy: O Nome do Sucesso” (2015). Um filme inspirado na trajetória de uma mulher que, mesmo tendo passado por inúmeras dificuldades e grandes desafios na vida, jamais desistiu dos seus sonhos. (fique tranquila, não vou contar o filme) História real em que prevalece a trajetória de uma família sob as perspectivas femininas, focada em quatro gerações de mulheres: a avó materna, que sempre a incentivou a ir atrás dos seus sonhos; a mãe, uma mulher deprimida que evita fazer escolhas; Joy Mangano, a protagonista da história que deixa seus sonhos para trás para conciliar a jornada de mãe sozinha com o trabalho e cuidados com a família; e sua filha a quem ensina a mulher que ela pode ser. Fazer tudo por todos, e para os outros, também fez parte da vida de Joy até que, motivada pela necessidade e, o…

O paradoxo da nossa era

Temos casas maiores mas famílias menores; mais conforto, e menos tempo. Temos mais diplomas, e menos bom -senso; mais conhecimento, e menos juízo; mais remédios, e menos saúde. Fomos até a Lua e voltamos, mas temos dificuldade em atravessar a rua para conhecer os novos vizinhos. Construímos mais computadores que comportam mais informação, que produzem mais cópias do que nunca, mas temos menos comunicação. Nós crescemos em quantidade, mas encolhemos em qualidade. Esta é a época de alimentos rápidos e digestão lenta, de homens altos e de pouco caráter; de lucros exorbitantes e relacionamentos superficiais. É um tempo em que há muita na janela, e nada no quarto. Sua Santidade o 14º Dalai Lama Texto retirado do livro Bússola Espiritual – Satish Kumar imagem central by banco de imagem Pixabay

Permita-se, agora, por favor

O que será que a vida espera de nós? O que você tem feito para ter uma existência mais feliz? Qual legado deixará para aqueles que ficam? Quantas perguntas, né? Talvez sejam difíceis as respostas, mas não impossível. Tenha coragem para se livrar daquilo que não lhe faz feliz. Não acumule estresse desnecessário. Não lamente todo dia e toda hora, pois isso pode arruinar sua energia para transformar. Então, para hoje, permita-se, por favor. Permita-se comer com mais calma e sentir o sabor das comidas, das frutas, das mais diferentes maneiras de preparar um alimento. Besteira? Não, isso pode lhe ajudar a perceber quantas coisas deliciosas existem que a sua pressa não permite degustar. Por isso, acalme-se. Permita-se ouvir as músicas que gosta, para senti-las, refletir sobre a letra, e deixar a melodia invadir cada poro do seu corpo, e assim perceber que a música pode amenizar. Permita-se ler o…

Por que falamos tanto em empatia? Por que ela é tão importante?

“Empatia é ver o mundo com os olhos do outro e não ver o nosso mundo refletido nos olhos dele” Carl Rogers. Você já se colocou no lugar do outro? Compreendeu como determinada situação afetaria este alguém? Como bem disse Carl Rogers, já olhou o mundo usando as lentes de outra pessoa? A perspectiva com que observamos os problemas e as situações varia para cada pessoa e varia com o posicionamento que tomamos na vida. Conseguir perceber o mundo pelos olhos do outro é poder enxergar o que ele enxerga em seu posicionamento, que é diferente do meu. Tome como exemplo esta fotografia. Para quem olha a estátua deste ângulo, a moça que está de pé toca os seios da outra. Mas, para quem observa a escultura de frente, perceberá que, na realidade, a moça toca o ombro da segunda mulher. As reações para cada ponto de vista serão, certamente,…

Você tem fome de amor?

O amor, até onde sabemos, é a força motriz que impulsiona a vida e nos faz acreditar que tudo pode ficar bem. Mas o que realmente é este sentimento? O sentido da existência? Uma necessidade de todos? Nossa busca infinita? Parece que a sociedade tem essa fome de amor, mas uma fome desregrada, sem sabedoria, isto é, estamos muito famintos do amor que vem do outro, porque não nos achamos bons o suficiente, ou merecedores, para que esse sentimento tão lindo floresça em nós, cresça a tal ponto que transborde e, com muita maturidade, possa ser ofertado. Amar nunca será suficiente, correto? Pois também queremos ser amados, desejados, apreciados e aplaudidos. O problema está em querermos, o tempo todo, amores acessos, fervendo, loucos, brilhantes e excessivamente coloridos, a ponto de nos tornarmos tolos e esquecermos de que onde tudo é aceito o amor é ausente. Entenderam isso? Essa fome de…

Como desenvolver a intuição

Via site Nowmastê Afinal de contas: como desenvolver a intuição? De onde ela vem? Sri Daya Mata, discípula direta do mestre indiano Paramahansa Yogananda, autor de Autobiografia de um Iogue, nos ensina: “Intuição é a orientação da alma que surge naturalmente no homem quando a sua mente está tranquila.”. Ao acompanhar seu guru por tantos anos, e admirá-lo na profunda conexão com o divino, que o permitia orientar com tanta sabedoria milhares de seguidores, Sri Daya Mata pôde compreender como seu mestre acessava esse profundo poder intuitivo e resolveu compartilhar esse conhecimento num precioso livro intitulado “Intuição – Orientação da Alma para as decisões da vida”, onde ensina qualquer pessoa a desenvolver a escuta para essa voz interna. Mas isso não é tão simples quanto uma receita de bolo. Porém, assim como a boa culinária, é preciso prática para desenvolver a intuição. Todos os dias, deve-se silenciar o corpo, acalmar a…

Cafés, pelando, mais café

Sentamo-nos defronte, depois de um leve cumprimento inicial que precede o blá-blá-blá. Não, não havia puxado a banqueta estilosa para ela, como um bom gentleman faria. Entretanto, sorri ao perguntar: – O que vai querer? – Um café – respondia a mim e à mocinha que já atendia sem eu notar. – Dois – complementava antes de a fulana virar as costas. Volta e meia estamos nessa, encontros esporádicos de semana, no qual alguém cita “Quanto tempo!”, na tentativa de recuperar o tempo ausente, e realmente perdido. Mas isso ameniza. Nessa cara social, falamos sobre trabalho, discorremos sobre clichês, tudo o que encabeça a ambiência daquele ponto movimentado. Certo que havia outros entre nós na mesma condição. Bom, o café chegou. Açúcar ou adoçante. Ela quis o adoçante, como a cartilha elegante de uma dama prediz, eu esvaziei um sachê de açúcar na xícara bonitinha. – Você se lembra de quando…? -…

Acorde e vista-se para brilhar

Dizem que nascemos com um buraco no peito e buscaremos preenchê-lo de alguma forma e com algumas coisas: seja um amor, um presente caro, uma droga, umas desculpas, alguns medos,  algumas pessoas, dinheiro ou, até mesmo, com a triste ideia de que não somos bons o suficiente como o espelho mostra. Será que não estamos nos preenchendo de vitimismo? Porque é sempre mais fácil desistir do sonho do que lutar por ele. É sempre mais fácil discutir com o seu grande amor, abrir a porta e ir procurar outro amor na próxima esquina. É mais fácil ganhar pouco, se matar de trabalhar, a ter que se desdobrar em mil para viver um sonho que, futuramente, lhe trará felicidade ao acordar e dormir. É mais fácil se contentar do que transformar. Vemos na história exemplos geniais de pessoas que não tinham o que comer e depois desfrutavam de banquetes. Mas essa…

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