Monthly Archives for abril 2016

Colunistas, Felicidade - Jared Amarante - 28 de abril de 2016

Talvez não existam culpados em uma relação, mas sim erros que não devem ser repetidos. Já pensou nisso? Ao olhar por esse prisma podemos ver que o outro e, vice-versa, não é nossa propriedade. Por isso, insistentemente e diante da inconsistência das relações modernas, peço a vocês que deixe ir embora aquele que deseja.

Ou vale a pena ter alguém ao nosso lado por medo? Capricho? Covardia? Ou, simplesmente, por não nos entendermos dentro da nossa solidão? Não se limite ao outro, por favor. O nome já diz. Então… ele/ela é só o outro mesmo.

Às vezes é necessário seguir sem a voz do outro como guia principal da sua vida. Às vezes é preciso deixar as lembranças guardadas junto com as fotos. Às vezes é melhor, de fato, escancarar a porta e deixar o grande amor sair. Porque se fosse realmente amor, ele ou ela ficaria e faria as coisas darem certo, porque assim diz, sabiamente, Budha:

“Quando você gosta de uma florvocê apenas a arranca. Quando você ama uma florvocê a rega diariamente

Numa relação em que os dois não olham para o mesmo lugar é preciso que, então, se distanciem. Porque o amor são pessoas que fixam os olhos no mesmo horizonte, ainda que sejam muito diferentes. Destranque algumas portas e janelas e vá, mas deixe ir também. Acho que, em algum momento, todo mundo precisa de um recomeço. Você não acha? Isso não quer dizer fracasso, mas sabedoria.

E ser sábio é não continuar com alguém por dó. Você entende o quão profundo é isso?

Não fique a espera de um NÓS quando a pessoa ao lado insiste em um EU. Poucas coisas machucam tanto uma relação! Entenda que a pior solidão é estar de mãos dadas e carregar no peito a sensação de que está sozinho.

É certo que todas as coisas que vão, se voltam, nunca são como antes. Mas será que precisam voltar? Será que retornarão diferentes ou já não se encaixarão como antes? Permita-se conhecer seu interior e ver que, dentro de si, há tanta beleza e sonhos que não devem ser sucateados por um NÓS que não deu certo, pois a vida vale à pena quando aprendemos com as coisas que não foram bem sucedidas e nos tornamos gratos por aquelas que foram um sucesso.

Viver é equilibra-se todo dia.

Sendo assim, se ele ou você quiser ir embora, vá. Nunca vi no noticiário alguém que morreu de amor, pois este sentimento só liberta. Por isso, não confunda carência, ansiedade, medo e dependência, com amor.

Okay?

Então, seja confiante e boa sorte para quem vai.

Porque a felicidade é um merecimento de cada um.

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Já me arrancaram um sorriso de lado

Colunistas, Felicidade - Rodrigo Vieira - 27 de abril de 2016

            Já me arrancaram um sorriso de lado. Meio de lado. Meio calado, alado, avexado. Sabe aquele que sai sem convite? Esse. É disso que eu tô falando.

            Um riso moleque, travesso, desmesurado. Que vem pro canto da boca, alarga os lábios, salta luzidio nos olhos. Risos que nos indagam, provocam, nos fazem loucuras de trinta segundos. Mais do que mágico pela falta de motivo; ou pra quem necessita, uma razão morna para justificação.

            Ser pego sozinho, assim, consigo, é. Um sorriso que por vezes brigamos, polimos, votamos. Que delata iminências, uma mão no celular, uma mensagem que dá pra isso. Uma delícia de quem está turrão, convertido por um ato heroico de alguém que lhe foi palhaço por um dia. Eu prefiro dos mais insanos, quando do nada algo inunda lá dentro, transborda, e você ri agradecido.

            Todavia, jamais hão de ser exclusos esses risos de paixonite. São tão divertidos. Aqueles que ficam no entrega, não entrega. Aqueles que se dão de cabeça baixa, num relapso que escorrega o quanto se quer, entre os dedos que tiram o cabelo que cai na cara. Aqueles que, até os quarenta e cinco do segundo tempo, ainda estão no 0x0.

            Sobretudo, arrancaram-me forte essas faíscas de felicidade. Foi aí que me senti dono do mundo. Acho que todo mundo, um dia, teve essa sensação. Algo grato, divino, ritmado. Algo que é só seu, quando você se convence de não precisar de mais nada – ao passo que essa alegria discreta já foi bem instalada. Seja por um elogio, um gesto, uma carta, uma música dedicada, o que cala a boca para sorrir só para você. Sem plateia.

            E o que tem nisso? Não sei, mas é bom. Prefiro ter a não explicá-lo. É sempre contento ser feliz à toa, igual à-toa, pode ser assim também. Perder-se numa abstração, num sonho impossível, num fim de tarde clichê, esboçar graça todas as vezes que o sol abrir num final de semana.

            Aí você passa a entender, usar lógicas despropositais, contar com a sorte. Ser amigo do acaso. Aguardar o que vem, segurando um sorriso como isca, pronto para pegar lampejos que lhe roubem das desventuras do dia a dia. No instante que uma gargalhada de bebê lhe tirar do sério, quando você fechar os olhos numa brisa, bailar com a música e as lembranças prediletas, fizer etecetera e tal, aí saberá o sentido que há.

            Enquanto não há, cacemos. Cacemos o improvável, deslembremos trabalho, a atividade atrasada. Permita-me permitir. Permita-se permitir. Permita até certo ponto, depois abandone a permissão. Deixe-se levar, perca-se quando der; e se não der, tente voar em casa. E eu, que esses dias andei pensando que nada tinha, olhei da janela – em movimento – o céu, e ainda tinha estrelas que nunca contei…

 

Olhei para o chão, vi tanta gente que não vivi.

O quanto podemos fazer antes de amanhã, depois de ontem.

Foi então que assumi…

 

Já me arrancaram um sorriso de lado.

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Sensibilidade demais não funciona

Colunistas, Felicidade - Jared Amarante - 22 de abril de 2016

Por que você se cobra tanto? Acha que é uma máquina que irá resolver tudo? Acredita que pode salvar a humanidade? Por que insiste em querer carregar tanta magoa? Será que você realmente é capaz de consertar corações enquanto o teu continua destruído? Será que a sua preocupação é com o futuro ao invés de apreciar o presente? Será que você se ama o suficiente ou acredita que o amor vem de outras mãos?

Ei, querido… Quem é você nesta vida? Quais são seus talentos cultivados?

Tente não se fazer tanto de vitima diante dos obstáculos, porque estes só mostrarão, ao final, se você realmente ama aquilo pelo qual se dispôs a lutar. Compreenda a necessidade do processo que está enfrentando hoje, seja ele qual for. Evite tomar decisões no auge da carência, da mágoa, dos desafetos, porque isso impedirá sua evolução como ser humano. Faça mais silêncio, porque assim fazem os sábios diante das tempestades, isto é, abaixam a cabeça, se nutrem de fé e esperam a chuva passar. Entendeu?

Não vale a pena estar em lugares que você ama quando seu coração permanece cheio de sentimentos velhos e lembranças de desprazeres. Isso é tão destrutível! Procure entender as coisas que você ama e aquelas que não ama, e assim saiba separá-las e tenha coragem para se empoderar de amor-próprio e paz. Será que não é de um empoderamento que você precisa?

Busque não viver na defensiva, porque sensibilidade demais não fará as coisas funcionarem. Às vezes é preciso, para ser feliz, ignorar muitas coisas. Não aceite perder sua essência diante dos fracassos e ilusões, pois ninguém mudará sua vida. Essa é uma força que vem da alma. Da sua alma!

Não se desespere diante da fatalidade de sermos seres finitos e acharmos que tudo tem que ser feito agora. Calma, a vida acontece aos poucos, principalmente quando você entende que a pressa tira a beleza das coisas. Tudo está no controle das energias universais e você precisa acreditar nisso para não ser escravo do imediatismo.

Tenha compaixão de si mesmo e dos outros, aceitando que sempre falharemos, porque não somos perfeitos. Por isso, evite desperdiçar seu tempo olhando o que há no jardim do vizinho. Cuide das suas flores e aguarde borboletas. Cada um oferece o que tem. O que você tem?

Nessa vida todos ferimos e somos feridos, mas podemos nos ferir menos, nos cobrarmos menos. Podemos gostar de nós quando ninguém reconhecer nosso talento. Podemos continuar nos achando belos quando a maquiagem começar a sair. Podemos nos amar quando alguém disser que não sente o mesmo. Podemos nos abrir para a vida quando acharmos que não aguentamos mais, porque você pode encontrar uma desculpa ou um caminho. Ok?

 

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Abertura da Virada Zen no UMAPAZ

Vida Saudável - Chirles Oliveira - 22 de abril de 2016

Entre os quase 100 espaços de bem-estar, cultura, lazer e desenvolvimento humano que abriram suas portas para a Virada Zen está a UMAPAZ, Universidade Aberta de Meio Ambiente e Cultura de Paz, da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente. Lá, no dia 25 de abril, será dada alargada para a Virada Zen com uma tarde de palestras e práticas com conteúdos que visam proporcionar bem-estar e autoconhecimento.

As 18h15, as idealizadora da Virada farão a abertura oficial do evento. E na sequência, o convidado especial Swami Atma Nambi Guruji fará um Satsang.

 

Confira toda a programação:

Rodas de conversa sobre Autoconhecimento – Auditório 3 do UmaPaz (capacidade 100 pessoas)

14h – Andrea Deis – “Florecer e Pensamento Positivo contribuem para felicidade”
15h – Fabiana Maia – A paz no conflito à luz da CNV (Comunicação Não Violenta)
15h45 – Chirles de Oliveira – “Felicidade Sustentável: você pode fazer a diferença no mundo”
16h30 – Claudia Comaru – “Você se cuida? Como cuidar melhor de nós mesmos, do outro e do mundo”
17h15 – Clarissa Medeiros – “3 Passos para ser a mudança que você quer ver no mundo”.
18h00 – Bate-papo com as idealizadoras da Virada Zen
18h15 – Satsang com o Swami Atma Nambi Guruji

Atividades práticas – Auditório 1 do UmaPaz (capacidade 50 pessoas)

14h – Prática com Ritos tibetanos e Hatha Vinyasa com ênfase em Pranayama , com Flávia Pereira do Espaço Prem
15h30 – Danças Circulares com Maria Eugênia Risueno Anjos do Espaço New Ways
17h – Shakti Naam Yoga com Giu Bergamo do Naam Yoga São Paulo e Criah Movimento
19h – Eneagrama com Uranio Paes

Quando: 25 de abril

Onde: UMAPAZ, Av. Quarto Centenário, 1268 – Portão 7A ­­— Parque Ibirapuera

Horário: das 14h às 20h

Admissão por ordem de chegada.

Confirme sua presença aqui.

Esse evento é uma ação da Virada Zen coordenada pelo Felicidade Sustentável.

Texto compartilhado pelo site http://Nowmastê

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Minha Virada Zen – Por Chirles Oliveira

Felicidade - Chirles Oliveira - 14 de abril de 2016

Há um ano, quando participei do SP+ZEN e assisti alguns palestrantes no MAM e vi o banner da programação, pensei e desejei fortemente participar da organização e contribuir de alguma forma para o bem da cidade. Sim, é possível ter uma cidade mais Zen, desde que as pessoas busquem um estilo de vida mais equilibrado, mesmo no meio da confusão do trânsito ou da correria do dia-a-dia. E para minha imensa alegria e felicidade, provando que o pensamento tem poder, hoje faço parte da organização da primeira edição da Virada ZEN, que contará com mais de 600 atrações, de 25 de abril a 1 de maio.

Mas a minha Virada Zen terá um gostinho todo especial ao participar no dia 25 de abril, numa segunda-feira a tarde, da programação que acontecerá no UMAPAZ (Universidade de Meio Ambiente e de Cultura de Paz) situado no Ibirapuera, portão 7A.

chirles oliveira

Farei uma palestra às 16h com o tema “Felicidade Sustentável: você pode fazer a diferença no mundo”. Neste dia acontecerão mais quatro palestras, aulas de Yoga, danças circulares, eneagrama numa programação voltada para autoconhecimento, equilíbrio, paz, alegria e muito amor.

A transformação da cidade começa pela mudança interior dos seus cidadãos e esse evento tem alto poder transformador. Então, entre no site e monte sua programação. Haverá um espaço perto do seu trabalho ou da sua casa ofertando aulas gratuitas de Yoga, de dança, palestras, meditação e muito mais.

No dia 30 de abril, teremos o ápice da Virada numa programação meditativa e Zen no Parque Ibirapuera com a Monja Coen, Márcia de Luca, Prem Baba, mas terá muita música e alegria também, tudo produzido com muito amor, atenção plena e carinho para todos. No dia 1 de maio, acontecerá a segunda edição do SP+ZEN no MAM. Imperdível!

Essa será a minha virada. Vem pra ViradaZEN você também!

#ViradaZen #virevocêtambém #sejazen #maisamor #maisequilibrio #sampafeliz #sampazen #felicidadesustentavel #felicidade

chirles oliveira *Chirles Oliveira é Jornalista, Mestre em Comunicação e Práticas de Consumo pela ESPM/SP. Sempre em busca de autoconhecimento, pensa que o grande desafio da vida é equilibrar o lado profissional, pessoal e social. Apreciadora de uma vida mais simples, escreve sobre temas apaixonantes como sustentabilidade, felicidade, consumo consciente e práticas para ter uma vida saudável no blog Felicidade Sustentável.

Texto publicado em parceria com o site Nowmastê

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Vem aí a primeira Virada Zen com mais de 600 atividades gratuitas

Sustentabilidade - Chirles Oliveira - 14 de abril de 2016

“É possível, sim, ter qualidade de vida cultivando bons hábitos como meditação, yoga e outras práticas que proporcionam o autoconhecimento e a auto-observação. Ser Zen é ter uma atitude de paz e amor para com nós mesmos e com todos ao nosso redor.” Continuar Lendo

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Às vezes eu não sei onde estou indo…

Colunistas, Felicidade - Jared Amarante - 14 de abril de 2016

Quantas vezes olhamos para o espelho e questionamos se somos realmente bonitos? Quantos sonhos já deixamos para trás? Quantas certezas viraram incertezas? Quantas juras de amor não se concretizaram? Quantas mentiras foram faladas? Quantas verdades já nos machucaram? Quantos medos pequenos se tornaram gigantes? Quantos amores eternos terminaram mais rápido do que você pensou? Quantas vezes você se perguntou para onde está indo? E quantas vezes encontrou as respostas?

Sabemos que a vida é feita de escolhas e às vezes não realizaremos tudo que temos vontade. Mas será por medo ou por que realmente não era importante como parecia? No caminho de ida e de volta, aprendemos muito. E aprender é essencial para encontrarmos significado em cada experiência. Afinal, a vida não é nada além de uma soma de experiências. E as suas? Tem sido interessantes?

Hoje, para nós, há muita diversidade, há grandes e árduos caminhos, e você tem que escolher algum. Algum curso, algum companheiro, alguma profissão, algum sentido para sorrir todos os dias. Será que você encontrou isso? O leque de escolhas é imenso, porém será inútil se você não souber onde está indo.

É importante reconhecer que nessa era digital as coisas se tornam mais fáceis, mas não necessariamente especiais, por isso se atente às pessoas as quais você se envolve. O que elas te acrescentam? Gostaria de tê-las para sempre ao seu lado?

É difícil ter certeza de que estamos sempre no caminho certo, na hora certa, com as pessoas certas, porque tudo é muito inconstante. No entanto, devemos aceitar que o clichê – é errando que se aprende –, faz todo sentido. Precisamos amadurecer para que as dúvidas não nos abale tanto. Precisamos saber o que queremos com todo o coração, mente e força.

Porém, nessa vida tão insana e linda, podemos e precisamos, com urgência, criar algumas raízes, compreendendo a hora de ir e a hora de ficar. Aceite que há pessoas que você não precisa desprezar, mas também não precisa tê-las em sua vida.

É maravilho se abrir para o novo, e o novo pode mudar nossa vida, principalmente quando estamos como a Alice no País das Maravilhas, perguntando para onde deve ir. Não desperdice seu tempo com tantas interrogações. Nem tudo se descarta, mas nem tudo vale a pena insistir. Não choraremos e nem sorriremos toda hora. E, dia a dia, você conseguirá perceber que a vida é um presente. Mas nem todo presente nos agrada, mas podemos ser grato por ele.

Canção do Titâs – Enquanto houver Sol

*Foto principal do banco de imagem Pixabay

 

 

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A contabilidade da Felicidade: bem-estar, satisfação no trabalho, desenvolvimento sustentável

Felicidade - Sandra Almeida Silva - 13 de abril de 2016

Recentemente fui presenteada por uma amiga com uma preciosidade. Um relatório sobre a Felicidade Mundial, edição de 2016. Não estava em uma boa semana de trabalho, aturdida com a quantidade de trabalho que tinha e aí este “presente caiu em boa hora em minhas mãos”! Um Relatório Analítico e Quantitativo sobre os indicadores de Felicidade, no mínimo curioso, pensei na hora. Esse é um tipo de presente que a gente compartilha sem mesmo nem saber o porquê, apenas diz: “Amiga esse relatório tem a sua cara”.

E só tenho a agradecer o “compartilhamento de conhecimento, disponibilidade, carinho e muito mais”, pois essa leitura me encheu de felicidade por saber que há gente no mundo pesquisando sobre a felicidade, em tempos tão carrancudos.

Este relatório é uma raridade, pura belezura.  Após lê-lo, vou tentar resumir alguns dos muitos pontos importantes. O primeiro relatório sobre a Felicidade foi publicado em Abril de 2012, em apoio à reunião do conselho da ONU sobre a felicidade e bem-estar, presidido pelo primeiro-ministro do Butão.  E a partir deste momento a felicidade tem sido considerada como uma variável, ou seja uma medida adequada para representar o progresso social e o objetivo da política pública.

O relatório nos fornece uma contabilidade completa da distribuição de felicidade da população separados por região e país. E a felicidade é tida como uma medida melhor, mais adequada para indicar bem- estar do que os conceitos contábeis de praxe, como por exemplo: renda, classe social, qualidade de vida entre outros em relação ao contexto social.

Os estudiosos ainda descobriram que a desigualdade no quesito “bem estar” oferece uma medida adequada em à relação à desigualdade do que as medidas geralmente aceitas e utilizadas que são a distribuição de renda e a riqueza do indivíduo.

O relatório vai longe e relata que há algumas evidências preliminares de que o desenvolvimento sustentável é uma variável propícia para indicar felicidade e ainda que a felicidade é maior nos países em que estão mais preparados e desenvolvidos em relação ao Desenvolvimento Sustentável, conforme os objetivos aprovados pelas Nações Unidas em setembro de 2015.

E por último os pesquisadores concluem: O argumento tradicional de que a liberdade econômica deve ser defendida acima de todos os outros valores, parece falhar no teste da felicidade: não há evidências de que a liberdade econômica por si só seja uma das principais variáveis que contribuem diretamente no bem-estar humano, obviamente em relação a sua contribuição para a renda per capita e o emprego.

E por fim os pesquisadores afirmam que há um vasto caminho a aprender sobre as fontes profundas do bem-estar humano, principalmente no que se refere às características específicas do trabalho e sua relação favorável ou desfavorável para a felicidade. O relatório termina mencionando o Papa Francisco que compartilha e enfatiza que a satisfação com o trabalho é uma fonte fundamental do bem-estar humano.

Para ler na íntegra o RELATÓRIO DA FELICIDADE MUNDIAL DE 2016:  http://worldhappiness.report/

Fonte: Helliwell, J., Layard, R., & Sachs, J. (2016). World Happiness Report 2016, Update (Vol. I). New York: Sustainable Development Solutions Network.

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Sim, o amor também passa

Felicidade - Jared Amarante - 8 de abril de 2016

Toda separação dói. Lágrimas invadem os sorrisos. Soluços se formam no lugar dos pensamentos positivos e os dias de maior claridão tornam-se pura escuridão quando o coração está machucado, magoado, tentando se colar novamente.

Quem nunca teve essa sensação? Parece que é uma dor que nunca vai passar, que arde o fundo da alma, que rasga os tecidos internos, que nos faz, por algum momento, achar que perdemos o amor da nossa vida.

Ah, que tolos somos, né? As pessoas não nos pertencem, logo não as perdemos, porque ninguém perde o que não tem. Você concorda?

Por isso, mantenha a calma quando ele ou ela for embora. Não se trata de pessimismo, mas de realidades que acontecem todo dia. As pessoas nos foram emprestadas. Sendo assim, podem ir quando quiserem, mas se voltarem você não é obrigado a aceitá-las. Afinal, tudo que foi, quando volta – se volta -, nunca é da mesma forma.

Todo rompimento deve ser visto como um aprendizado, porque ninguém está imune a ser deixado ou deixar. Ninguém pode escapar das lágrimas quando algo termina. O sofrimento mostra que, interiormente, somos todos iguais: frágeis e necessitados de atenção. No entanto, sempre é possível lutar para não se entregar a dor, compreendendo que a vida é feita de escolhas, ou choramos para sempre, ou refletirmos sobre o que diz o Padre Fábio de Melo: se não posso mudar o outro, mudo então a maneira como o enxergo.

Quando ouvimos um não de quem amamos, parece que o mundo desaba na cabeça, e realmente desconfio de que parte dele desmorone, porém não é o fim. Às vezes é mais importante se retirar da cena do que forçar a interpretação e tornar o que era belo em algo horrível. Isto é, ir embora faz parte. Mas é o seu coração quem decide, correto?

É certo que as lembranças dos momentos vividos ficarão em nós, grudados no coração como se fosse impossível arrancá-los, e realmente é. Desta forma, podemos olhar para as memórias e sentir gratidão, pois aquela (e) que esteve ao nosso lado – no famoso eterno enquanto dure -, nos fez muito feliz em momentos que queríamos chorar. E isso é muito bonito de ser lembrado, já que tudo passa.

Não aprendemos a perder, e quase ninguém é preparado para receber ou dizer adeus. Porém, se é preciso partir, que haja dignidade no falar, sem desculpas, sem ilusões, sem doses de covardia. Mostre a ferida, não a maquie. Faça sua vontade, mas não pise no coração de quem te ama, porque quem é deixado se agarra ao tempo, e quem deixa vai mais livre.

Não se pode ficar com alguém por dó. Poucas coisas são tão desumanas! Mas romper um relacionamento pode ser tão necessário e saudável quanto sentar, conversar e traçar metas para fazê-lo durar. Mas vale sempre lembrar que o amor faz bem e está nas pessoas que caminham olhando para o mesmo lugar, quando isso não mais acontece, talvez seja hora de ir. Ir ser feliz com seu amor-próprio e não com migalhas alheias.

*Foto principal do banco de imagem Pixabay

 

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Cidades Abertas, cidadãos felizes

Sustentabilidade - Luciana Murakami - 7 de abril de 2016

Cada vez mais as cidades têm aberto seus espaços públicos para o uso da população de forma mais humana. Espaços antes de circulação exclusiva de carros ganham vida aos finais de semana quando fechados para pedestres. Continuar Lendo

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