Economia solidária: um jeito diferente de fazer negócio

Hoje em dia fala-se muito sobre Economia solidária: um jeito diferente de fazer negócio e espero ser eu, a única solitária sobre o assunto. Confesso que não foi difícil encontrar boas pesquisas sobre o assunto, mas foi um pouco complicado pensar sobre um conceito tão simples e tão bonito.
Estamos acostumados com as complicadas coisas sobre economia tradicional e compreender esse conceito nos deixa confuso, foi assim que fiquei. Solidária ou Solitária? Mas vamos pelas beiradas já que na economia solidária a principal ideia é não complicar e sim democratizar.

Em princípio, a Economia Solidária é explicada como um modo de produção em que não há a clássica divisão da sociedade em duas partes: proprietária dominante e propriedade subalterna.   Como assim? Isso mesmo, as empresas solidárias estabelecem que todos os que detêm a propriedade necessariamente trabalham nela e, portanto, impossibilita ter uma classe que viva apenas dos rendimentos do capital sem ter trabalhado por ele.

Uau! Isso mesmo, na organização solidária, as pessoas com uma mesma produção (ex.: as rendeiras de Fortaleza) se organizam para viabilizar a melhor distribuição e divulgação dos produtos e depois de pagar as contas, o lucro é repartido igualmente para todos os integrantes da organização, são as conhecidas cooperativas.

Há outros exemplos dessas iniciativas: projetos produtivos coletivos, cooperativas populares, cooperativas de coleta e reciclagem de materiais recicláveis, redes de produção, comercialização e consumo, instituições financeiras voltadas para empreendimentos populares solidários, empresas autogestionárias, cooperativas de agricultura familiar e agroecologia, cooperativas de prestação de serviços, entre outras, que dinamizam as economias locais, garantem trabalho digno e renda às famílias envolvidas, além de promover a preservação ambiental.


 É muito interessante pensar que a prática democrática na tomada de decisões é de todos.  E o direito a voto é um fato na economia solidária, assim todos sabem o que acontece na empresa. Nesse modelo, cada trabalhador é responsável pelo que ocorre na empresa, nos prós e contras, na saúde e na doença, na alegria e na tristeza e nos lucros e nos prejuízos. O objetivo é eliminar a solidão “das partes”, o individualismo “das classes” em busca de um crescimento solidário e sustentável “de todos”.


 A expressão economia solidária  refere-se a um movimento que ocorre no mundo todo e diz respeito a produção, consumo e distribuição de riqueza, com foco na valorização do ser humano. Além da visão econômica de geração de trabalho e renda as experiências de economia solidária se projetam no espaço público, tendo como perspectiva a construção de um ambiente socialmente justo e sustentável.


Fontes: Economia solidária e educação de jovens e adultos / Sonia M. Portella Kruppa, organização. – Brasília: Inep, 2005. 104p.

Fórum Brasileiro de Economia Solidária (FBES) –Acesso em 06.fev.20116 <http://www.fbes.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=61&Itemid=57


 

Quer saber mais?
Vídeos

*Banco de imagem by Pixabay

Deixe seu comentário

Navegue
teste