Monthly Archives for outubro 2015

Você quer um grande amor?

Colunistas, Felicidade - Jared Amarante - 30 de outubro de 2015

 

Querido, quem é você? Quantos de nós já nos perguntamos isso quando estamos em um relacionamento? Seja em frente ao espelho ou em frente a pessoa que amamos. Esse questionamento se evidencia quando começamos a nos sentir aprisionados, ou seja, agradando mais do que deveríamos, satisfazendo mais do que aguentamos, pior, suportando o que já não nos faz mais feliz, e sim o que é confortável para o tal do “grande” amor.

 
Mas se for para encher a boca e dizer que você tem um grande amor, e ao mesmo tempo tem que fazer grandes submissões, é melhor não ter esse grande amor, porque, certamente, numa situação dessas, você está desperdiçando a oportunidade de ser feliz com alguém que lhe oferte mais do que um grande amor. E, por vezes, essa pessoa, aí do seu lado, talvez seja mesmo o amor da sua vida, mas também alguém que não esteja lhe fazendo bem.
 
Sim, podemos amar as pessoas que muitas vezes não nos fazem bem. Mas o que fazer quando se alcança essa trágica estatística conjugal? Refletir. É disso que você precisa. Separe as ideias e entenda que amar não significa obedecer e se privar de seus próprios gostos. Amar não é se esquecer para colocar os holofotes apenas no parceiro. Amar não é viver um relacionamento monárquico. Mas, principalmente, amar não é depender ou se acostumar.
 
Então, será que você tem amado de verdade? Será que está no relacionamento que sempre sonhou? Será que prefere um grande amor a ter alguém que lhe entregue um pouco mais? Será que você, por medo da solidão, continuará nesse relacionamento rotineiro?
 

Pense que o amor é o sentimento mais lindo do mundo e que você não pode deixar de acreditar nele. Porém, sem dúvidas, e com muita urgência, você precisa perceber que não pode abandonar a si mesma para fazer outra pessoa feliz, pois se você precisa fazer isso – se anular -, não é essa a pessoa que lhe fará sorrir o resto da vida.

Entenda: todas as pessoas são diferentes, por isso discordar pode fazer tão bem quanto não desistir de recomeçar. Mas, que sejamos realistas, isto é, não aceite se sacrificar demais, para que, lá na frente, você não se perca na mesma proporção. Portanto, e para o melhor bem estar de um casal, gritem apenas se a casa pegar fogo. No demais, não o façam. E, por favor, lembrem-se do que diz Youchin L. Soares:

O amor não precisa ser perfeito para ser amado, ele só precisa ser verdadeiro. 

*Banco de imagem Pixabay
Continuar Lendo

Como você trata seu lixo?

Sustentabilidade - Luciana Murakami - 28 de outubro de 2015

Campanha do Banco do Planeta

Todas as quintas feiras, quando coloco meu lixo reciclável para ser recolhido na rua, me assombro com dois fatos: primeiro pela quantidade de lixo que acumulamos numa única semana e, segundo, pelos poucos vizinhos que separam e reciclam seus lixos. 

Moro em casa, e por isso é mais fácil visualizar na rua quem recicla e se preocupa com o destino correto dos resíduos, de quem não faz essa lição de casa. Observei que de 10 casas próximas a minha, apenas três fazem a separação do que é lixo, e do que pode ser reciclado. E no restante da rua não é diferente…
Em compensação o lixo ali na esquina se acumula. Primeiro foi uma carcaça de TV, depois um colchão, por último um sofá! Fico imaginando o que pensa uma pessoa que tem esse tipo de atitude. Será que ela pensa nas consequências dos seus atos? Ah, acho que ela não conseguiu pensar sobre esse assunto.
Vamos refletir então: quais as consequências daquele lixo no meio da rua? Esse tipo de resíduo favorece o acúmulo de água, que, consequentemente, alimenta os mosquitos e que podem causar doenças como a Dengue, dentre outras. E se jogados nos córregos ou rios potencializarão as enchentes no período das chuvas.
Muitas vezes, quem acaba solucionando esse problema são os incomodados, os que pensam: como isso veio parar aqui?! E liga para o serviço de cata-bagulho da prefeitura (sim, existe um serviço especializado que resolve o seu problema sem que você precise despejá-lo na rua na calada da noite)
Opções não faltam para reciclar: supermercados, parques, lojas de materiais de construção tem locais para descarte de materiais recicláveis. Além disso a cidade de São Paulo tem Ecopontos espalhados em locais estratégicos onde é possível descartar entulho, madeiras, móveis, etc… Assim, seu sofá não precisa ir parar na esquina.
Se já é difícil ver pessoas que separam suas garrafas pets para a reciclagem, fico imaginando o que elas fazem com as lâmpadas fluorescentes quando queimam. Você sabia que essas lâmpadas econômicas e super legais para redução do uso da energia, são perigosas para sua saúde e para a natureza?
 Pois é, elas contém mercúrio e chumbo, metais altamente tóxicos que contaminam o solo e podem causar doenças. Infelizmente, apesar da Lei dos Resíduos Sólidos está aprovada desde 2010, obrigando o recolhimento desse tipo de material, o único lugar que conheço na cidade de São Paulo que recolhe este tipo de lâmpadas são as lojas Leroy Merlin. Se você conhece outros pontos de coleta, por favor compartilhe conosco essa informação.
Estação de Coleta Seletiva Leroy Merlin
No caso das pilhas descartáveis a solução está mais fácil. Há vários pontos como bancos, farmácias, lojas, até condomínios que fazem a coleta desse material. Então nada de jogar pilhas no lixo! A coleta e o devido fim irá evitar a poluição do solo e das águas. Não queremos conviver na hora das chuvas com toda essa contaminação, não é mesmo? Então, precisamos fazer a coisa certa.
E remédios, sua farmacinha venceu? Algumas redes de farmácia como a DrogaRaia recebem  estes produtos que também possuem componentes prejudiciais ao meio ambiente e direcionam para o descarte correto.
Posto de coleta de medicamentos vencidos Droga Raia
O lixo orgânico já ganhou um post especial sobre compostagem, onde você pode aprender a fazer um super adubo para suas plantas em casa, para rever é só clicar aqui!
Talvez um dia seja possível não ter tantas caixas embrulhando nossos alimentos, tantos plásticos protegendo o que consumimos, o leite poderia ir e voltar num vidro retornável e não em um tetrapak…
Enfim, as empresas precisam urgentemente pensar em soluções para usar menos embalagens e nós, consumidores, sermos mais comprometidos com a coleta seletiva e a destinação do livo. Sem esquecer do trabalho dos governos em disponibilizar amplamente essa coleta seletiva, abolindo os lixões e investindo em usinas de lixos que transforma os resíduos em energia.
Loja em Berlim não usa embalagens
Existe um movimento crescente em prol do resíduo zero, em que pessoas conseguiram em  um ano gerar apenas um pote de lixo no vidro. Conheça a história da brasileira Cristal que se propôs a cumprir o desafio de lixo zero. Ela tem apenas 24 anos e conta seus dilemas e conquistas no Blog Um ano sem lixo
Acompanhando essa tendência de menos embalagens e lixo, já há lojas sendo abertas pelo mundo inteiro com uma disposição diferente na oferta dos produtos. Assim, com mais consciência ambiental é possível preservar o nosso planeta.
Sim, existe esperança de que no futuro não viveremos sobre uma ilha de lixo. E você, o que faz com o seu lixo?
Zero Waste Home: lixo de 01 ano de uma família está neste pote
Continuar Lendo

O que vale a pena para você?

Colunistas, Felicidade - Jared Amarante - 25 de outubro de 2015

 

Acho que estamos confusos quanto aos propósitos pelos quais temos acordado todos os dias. Quem nunca pensou assim? Por isso, será que não é hora de questionarmos se estamos vivendo ou existindo? Existir, qualquer um existe, até mesmo o poste parado na rua, que ainda assim tem sua função, iluminar. Mas nós, humanos, com divinos potenciais, por vezes, estamos apenas existindo, fazendo o que nos pedem, quando, muitas vezes, – no relacionamento ou na profissão -, queríamos fazer o que realmente amamos, sem sermos julgados. Já pensou nisso?
O que fazer, então? Dar um grito? Jogar tudo para o alto? Terminar o relacionamento que foi quebrada a confiança? Desistir de um sonho porque é mais fácil se conformar? Não! Nenhuma das respostas que você buscar para essas perguntas fará sentido se agora, urgentemente, você não perceber que o que lhe falta é um encantamento pela vida, por você, ou seja, uma vontade de ser feliz, mesmo caindo. Até mesmo por que cair é inevitável, mas aceitar ficar no chão é uma escolha de cada um, ok?
Enquanto aqui vivermos, acumularemos memórias; lembranças que geram dor se ficarmos apegados demais, lembranças que fazem bem quando relembradas, lembranças que estampam sorrisos quando voltam a mente, lembranças que nos trouxeram imenso aprendizado, mesmo tendo vindo junto de uma grande dor. Ás vezes, para evoluir, é preciso se cortar um pouco, para entender, lá na frente, que precisamos voltar a ser inteiros, porque ninguém viverá nossa vida, nossos sonhos, nossos lindos desejos tão esquecidos pelo medo.
Não deixe o tempo passar para que comece a perceber que você está existindo ao invés de viver. Lembre-se: nunca temos o tanto de tempo que gostaríamos, por isso você deve, ao acordar e dormir, se fazer disponível para a vida, sabendo que viver requer coragem para perdoar, fé para acreditar quando tudo estiver dando errado, sonhos para deixar a caminhada mais significativa, e amor para você perceber que não é preciso ter tudo para viver feliz. É necessário ter a si mesmo e o amor gratuito de quem realmente quer estar ao seu lado.
Seja louco pela vida. Mas, para isso, bem antes, seja louco por você mesmo.
Queira fazer um resgate das coisas que vão lhe fazer feliz, pois os anos estão passando. Então, hoje, permita-se ser quem você é, sem cobranças, sem comparações. Permita-se ficar no chuveiro até sentir a água massagear sua pele. Permita-se acordar meio dia. Permita-se cantar bem alto. Permita-se exagerar na sobremesa. Permita-se ser ridículo aos olhos dos outros, mas vivo aos seus. Permita-se ir embora se não lhe correspondem mais os sentimentos. Permita-se terminar algo para começar a ter paz. Permita-se viver, ao invés de continuar se permitindo existir.
Se permitir é fazer cada dia valer a pena.

Você está se permitindo?

* Imagem by Pixabay

Continuar Lendo

O ser sustentável no caminho da felicidade!

Felicidade, Sustentabilidade - Chirles Oliveira - 21 de outubro de 2015

Ontem, ao participar da abertura do VI Congresso de Jornalismo Ambiental com o tema “Mundo em Transição” fiquei tomada por uma angústia e, ao mesmo tempo, por uma alegria enorme. Que paradoxo, não?! Vou explicar!

A angústia vem da necessidade de mudanças urgentes, pois estamos vivendo em uma sociedade consumista, egocentrista, que passa por crises de todos os âmbitos: econômica, política, social e ambiental. Será que é tão difícil perceber que esse modelo está esgotado em todos os sentidos? Não é possível achar normal o que o homem está causando a si (como espécie) e ao planeta.
É possível olhar o mundo na perspectiva da destruição, da violência, da escassez, da corrupção, das doenças. Claro que tudo isso existe, mas ainda bem que essa não é a única perspectiva. Esse é apenas um lado da moeda.
Nas minhas observações, sempre digo que tem muita gente fazendo coisas boas, colaborando para a construção de uma consciência coletiva, transformando o aqui e agora, pensando no bem comum, fazendo mudanças interiores, empreendendo projetos sociais e/ou ambientais, abraçando causas e conectando pessoas com essa mesma sinergia.
O que me faz acreditar nisso? O foco! Tudo é uma questão de olhar!
Através do projeto do Blog, tenho me conectado com pessoas incríveis, sensíveis e preocupadas com o que fazer para “ser a mudança que desejam ver no mundo”, como tão lindamente afirmou Mahatma Gandhi.
Pessoas que estão buscando o autoconhecimento, seu propósito de vida, que estão fazendo a diferença em suas profissões, em seu lar, na sociedade.  Pessoas que enxergaram que a vida é um fluxo, uma grande teia, uma rede de conexões. Esses seres humanos amorosos, cidadãos conscientes, optaram por viver além do paradigma do consumismo. Decidiram reinventar suas trajetórias de vida. Lançaram o olhar para o que realmente importa. Optaram pela liberdade de ser feliz num mundo complexo e paradoxal.
E como não dá para ser feliz sozinho, elas arregaçaram as mangas, reuniram o que tem de melhor e estão lutando, criando, compartilhando, colaborando para a construção de um mundo mais justo e sustentável.

Eu acredito que esse movimento de valores essenciais como o amor, a generosidade, a compaixão, a justiça e a felicidade crescerá mais e mais, ampliando a consciência coletiva e promovendo mudanças significativas para a humanidade e para o planeta.

Você também pode fazer parte dessa mudança histórica, basta transformar o seu desejo de felicidade coletiva em uma ação!  Eu acredito e estou fazendo a minha parte também! E você? Compartilhe com a gente suas boas histórias e mudanças! Esse espaço é nosso!

Abraço fraterno! Gratidão Infinita!
Chirles de Oliveira

 

Continuar Lendo

Pare, não implore amor

Colunistas, Felicidade - Jared Amarante - 16 de outubro de 2015

Estamos tão ocupados, não é mesmo? Mas será que é por que queremos estar assim ou por que não tem outra maneira de viver num mundo tão competitivo? E quando essa “competição” tem a ver com o quanto de solidão temos sentido com alguém que está ao nosso lado? Sim, essa é uma realidade – não deveria lhe assustar -, pois estamos, muitas vezes, competindo com nossos próprios parceiros, com nós mesmos, que estamos sempre tão atarefados, tão amargurados, tão endividados, tão preocupados e, por fim, tão bem acompanhados, mas solitários. Quem nunca se sentiu assim?

 
O que isso quer dizer? Quer dizer que estamos, talvez, amando alguém que sempre desejamos ter ao nosso lado, mas temos deixado muitas coisas passarem despercebidas. Já reparou como vários casais entram no restaurante sem as mãos juntas? Depois se sentam e escolhem o que comer, por fim, até o prato chegar, ficam sorrindo e vibrando com a televisão ou celular, quando, na verdade, deveriam estar conversando, se olhando, se desejando e fazendo, quem sabe, planos para tornar o relacionamento mais feliz, ao invés de fazê-lo suportável? Será que você não está nessa fase? Faça um favor a si mesmo: abra os olhos.
 
É muito mais fácil, diante da liquidez dos envolvimentos, terminarmos do que buscarmos soluções para fazer durar. Mas você não precisa ser parte da estatística dessa triste época! É mais aliviante sair pela porta e buscar a primeira pessoa que encontramos na esquina ao invés de voltar, destruir o orgulho, e pedir perdão.
 
Quantas pessoas estão perdendo seu grande amor por isso? É muito mais confortável suportar dias, noites e anos, numa relação que está asfixiada por falta de diálogo, do que conversar e decidir, com extrema maturidade, se as duas pessoas estão dispostas a continuar caminhando na mesma estrada, ainda que se amem muito, ou não. Nem todo casal dá certo, mas todo aprendizado acontece.  
 
É maravilhosa a sensação de estar apaixonado, mas por que temos, a cada envolvimento, tantas dificuldades em fazer essa sensação se perpetuar? Estamos, dia a dia, sendo engolidos pela fragilidade das coisas. No entanto, será que nada mesmo é feito para durar ou estamos indispostos a fazer dar certo? Há coisas que podem ser consertadas, outras são quebradas e devem ser “deixadas” à beira do caminho de nossa existência, ou seja, não é justo com nosso potencial divino carregarmos, por medo da solidão, um relacionamento que já não é mais o que você sonhou.
 
Cadê a sua coragem para ser feliz ao invés de se conformar e desperdiçar seu tempo? Sempre valerá a pena lembrarmos-nos do que Nietzsche, sabiamente, diz: “Nunca é alto o preço a pagar pelo privilégio de pertencer a si mesmo”.

 

 
E você, pertence a si? 
Continuar Lendo

Consumo & Experiências

Sustentabilidade - Sandra Almeida Silva - 14 de outubro de 2015

Após um mês mochilando pelos EUA voltamos para nossa vidinha diária e só posso dizer que aprendi o valor do custo agregado do Whatsapp. Fantástico. Economizamos muito com telefones.  Saí do Brasil com medo do cartão de crédito e firme no propósito de não sucumbir às delícias do consumo, já que estaria com uma adolescente de 16 anos a tiracolo.

Após mais um dia de Arte & Galerias em WDC, ao voltarmos para o hosteldeparamos-nos com uma “mega super blaster” loja de departamentos. Os olhos atentos da garota ao meu lado brilharam e ela gritou: “mãe é a Forever 21, vamos entrar!”.  Fui literalmente arrastada para aquela loja colossal. Senti um cansaço só de olhar as escadas rolantes, como uma montanha russa indo e subindo com dúzias e até centenas de mulheres, homens, crianças carregando roupas, sapatos, bolsas e etc… nos braços, ombros, ( para quem é de São Paulo, parecia a Rua  25 de março, só que VIP)  – “Mãe, olha só isso, que maravilha”, quase chorando ela disse: “ vem comigo pois você precisa participar desse grande momento da minha vida!”
Ops!  Eu tinha ouvido isso? Como assim! Grande momento da vida?! Não me ouviu, e já foi sumindo entre as araras cheias de roupas.
Depois de 2 horas fui à captura da mocinha e passeando entre as imensas fileiras de roupas, observei a loja, o entorno, as mulheres de todas as idades, culturas, raças, alguns homens também.  É bem engraçado observar as pessoas provando roupas. Parecem um bando de “passarinhos cantando”. No provador, cada vez que uma entrava, as outras se entreolhavam e davam suspiros e quando as portas se abriam era como se estivesse ali uma celebridade, que podia ser de Sophia Loren a Scarlet Johansson…
“Mãe olha só o preço disso!”  – Ufa,  te achei!  Vamos embora… Ia dizendo, mas ela não escutava mais.  – “Olha a qualidade, maaeeee, nunquinha na vida íamos comprar uma roupa destas por este preço. Isso sim é Finanças, mãe”.
E foi nesse momento que percebi que aquelas roupas eram muito mais do que roupas, eram experiências. Cada peça de roupa trazia em seu conceito uma experiência para quem a comprava. Era como se viesse junto com a etiqueta um “mundo secreto que só a dona da coisa comprada sabia”. A roupa era a porta para aquele mundo de faz de conta.  Aliás, conta, cartão de crédito, ops acordei do devaneio!
Bom, querida, adorei participar do “melhor momento da sua vida”, mas o que temos para hoje é: estamos no início da viagem, 22 dias de alimentação, hospedagem, transporte, uma mala que suporta apenas 30 quilos e lembre-se que somos “noiszinhas” que a carregamos.  Além disso, só para constar, nosso gasto diário deverá ser R$ 70,00 dólares (all in) e, portanto terá que escolher apenas uma peça de roupa por até U$ 20 dólares, se quiser almoçar hoje.  E por favor, decida nos próximos 15 minutos se não eu vou surtar, e você terá que me internar,  e com certeza o nosso seguro viagem não cobre surtos psicológicos. – Pronto falei e fui para o caixa.
A reação dela foi a mesma coisa que terapia de casal. Acusações, chantagens, queda de pressão, ameaças, auto piedade, foi dos 16 aos 5 anos de idades em 3 segundos. Fui chamada de nazista, preconceituosa, desinformada e que era uma velhinha amarga por não ter tido uma forever 21 na minha época etc. etc.
E eu nada disse, fiquei na fila do caixa, com cara de HP 12 c. Sabia que não podia ceder. Ela veio para o caixa com ares de sofrimento terminal, cada peça que ia deixando no balcão era uma parte do seu corpo que ficava. E entre soluções e palavrões, escolheu uma peça pela qual pagamos 18 dólares e saímos correndo da loja.
Lá fora, respirei aliviada e percebi que a gente procura no consumo algo que nos dê experiência de qualquer tipo: emocional, sensorial, física, comportamental e que tais experiências podem vir embrulhadas em um lindo vestidinho ou em uma dúzia deles, é a gente que decide.
Fanpage: Finanças&Família&Afins
Continuar Lendo

Como você se relaciona com a sua cidade?

Colunistas, Sustentabilidade - Luciana Murakami - 5 de outubro de 2015

Somos 3,9 bilhões de pessoas vivendo em zonas urbanas, disputando espaço para morar, trabalhar, estudar, se divertir e locomover.
Para alguns destes bilhões a cidade pode ser um caos, mas também pode ser extremamente agradável, tudo depende de como você se relaciona com ela.
Viver na cidade significa viver em comunidade, viver em conjunto com outros seres, nem todos humanos.
Significa partilhar, dividir e por que não, doar um pouco de si.
Muitos desejam viver num lugar melhor, mais agradável, mas para isso é necessário que se apropriem destes lugares, se apropriar da sua cidade é ter consciência da sua cidadania.
Em São Paulo temos alguns exemplos de cidadãos que resolveram se apropriar da cidade, fazer dela um espaço mais agradável. Um deles é o coletivo Ocupe&Abrace , que revitalizou a praça da nascente em Perdizes. O local, antes abandonado, ganhou horta, lago, brinquedos de bambu e recebe desde pic-nics até festivais de música.

Um outro exemplo muito bonito é do sr. Helio Silva que durante 12 anos plantou por conta própria 18.000 árvores ao lado do córrego Tiquatira na Zona Leste. O local antes degradado e cheio de lixo, agora é um parque linear.

Hortas comunitárias estão surgindo por todos os cantos da cidade, são pessoas se juntando novamente em comunidade, saindo de traz de seus muros e voltando a ocupar e usufruir da cidade que lhes pertencem.
Horta das Corujas na Vila Madalena

Carros estão ficando na garagem e bicicletas agora ganham espaço. Em um único sábado foi feito um mutirão para plantar 100 árvores na ciclovia da avenida Eliseu de Almeida. Crianças, adultos, ciclistas, moradores unidos em torno de um objetivo: ter uma cidade mais agradável.

Se relacionar com a sua cidade é mais do que morar e trabalhar nela, é participar das ações que nela acontecem, é opinar mais do que uma vez a cada quatro anos, é trazer vida aos espaços, visitar suas praças, suas ruas, e não somente seus edifícios, é estar a céu aberto junto com ela.

 

Vem pra rua curtir e cuidar da sua cidade!
Até breve!

Assista também a entrevista com Luc Michael Bouveret, fundador do Centro de Evolução do Ser New Ways, que palestrou na Virada Zen com o tema “Como ser feliz na Cidade”.

Continuar Lendo