Monthly Archives for setembro 2015

O que está por trás da crise?

Colunistas, Felicidade - Paula Lima - 27 de setembro de 2015

 

Olá leitores, este mês gostaria de convidar a todos para a reflexão de um tema que é mais que atual, é parte do nosso cotidiano, a crise. A maioria dos eventos sociais, programas de televisão, mídias impressas e on line este assunto é recorrente e está na pauta de muitos profissionais e eu gostaria de abordá-lo sob o ponto de vista, vou arriscar dizer, filosófico.
Porque será que este assunto causa tanto desconforto, preocupação e tem tirado o sono de muitas pessoas? Tenho me deparado com muitos indivíduos em estado de sofrimento elevado com medo das consequências do que a crise pode causar.
Em situação de estabilidade e conforto a motivação primária é usufruir de algo que “parece” estar garantido, já em uma situação de crise nos deparamos em primeiro lugar com uma sensação de temor por vivenciar a ameaça de perda daquilo que parecia estar garantido, favorecendo sentimentos de medo, insegurança e instabilidade.
O ponto mais crítico de uma situação como esta é o individuo considerar que aquilo que está em xeque é a única possibilidade que ele tem na vida de ser o que é, de conquistar o que sonha ou almeja, causando um sofrimento imenso ao pensar na não garantia deste status.
Em partes, é legitimo tal sofrimento, pois ao estar em uma situação ameaçadora ficamos tão presos no temor de perder, de se desintegrar que não consideramos espaços para descobrir potencialidades, para entrar em contato com o que gostaríamos de fazer ou não, com o que é possível construir e etc.
A estabilidade nos insere em uma rotina que é comum nos tornarmos dependentes da garantia. Qualquer instabilidade a esta situação nos frustra obrigando a nos colocar em movimentos para nos reinventarmos, nos redefinirmos, nos auto regularmos.
Tenho escutado muitas histórias nas quais pessoas após perderem, por exemplo, o emprego colocaram em prática, planos antes adormecidos ou que descobriram novos talentos se deparando assim com novos desejos, novos projetos, novas experiências e nova identidade.
A crise a partir de um ponto de vista social coloca em xeque nossa identidade tão carregada de ambivalências através de uma compreensão de que a vida é um chegar a algum lugar, contudo a vida é um processo que inclui chegar a algum lugar, mas não é só isso, pois existem mudanças de rota, vitórias, perdas, transformações que a todo o momento vão colaborando para sermos o que ainda não sabemos.
As crises nos possibilitam descobrir novos formatos de viver, novos formatos de nos reorganizarmos , de redefinir significados, propósitos de vida entendendo a trajetória também como dinâmica, proporcionando sairmos da polaridade de palavras como para sempre e nunca mais podendo desta forma integrar situações de estabilidades e instabilidades, construindo um sentido de vida mais orientado em experiências e não somente em acontecimentos.
Um abraço a todos!
*Banco de imagem Pixabay
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Porque eu te amo

Colunistas, Felicidade - Jared Amarante - 25 de setembro de 2015

Nós não podemos ter o controle de tudo, ok? Por isso, não vamos deixar para dizer que amamos quando as pessoas já não estiverem mais aqui. Mas se diz eu te amo tal como se fala bom dia a um desconhecido no trem? Não. Se diz eu te amo para quem realmente faz a diferença na nossa vida, porque um dia essa pessoa vai embora, e vice-versa. A única diferença, nessa verdade, é que não sabemos quem vai primeiro. Já pensaram nisso?

 
Dizer eu te amo pode mudar a vida de alguém, principalmente quando essa vida estiver fragilizada pelo excesso de crenças destrutivas, isto é, os insanos pensamentos de auto-piedade, que nos dizem que ninguém nos ama. Mas, mesmo assim, se tais sentimentos atacarem você, continue dizendo eu te amo, pois não é por que alguém, que um dia seu coração tanto quis, não lhe disse eu te amo ou não demonstrou como você gostaria, que deixarás de acreditar no amor e, sobretudo, na força dessa palavra.
 
Às vezes, ou quase sempre, podemos até não entender o que é o amor ou sermos incapazes de encontrar nomes para todos os sentimentos que nos habitam. Porém, podemos demonstrá-los, lembrando que a melhor maneira de perder a beleza do amor é tentar descrevê-lo excessivamente. Sabe por quê? Porque algumas coisas existem apenas para serem sentidas.
 
Precisamos mandar amor para os locais aonde iremos após abrirmos os olhos pela manhã. Precisamos mandar amor para os móveis de nossa casa que são tão úteis para que nosso dia a dia seja mais eficiente e confortável. Precisamos enviar amor para as pessoas que nos irritam, porque elas nos farão ser pacientes. E a paciência é um dom que se aprende por meio de muita prática.
 
Será que não precisas viver essa experiência? Precisamos mandar amor para as roupas que temos, pois elas estão sempre nos enfeitando e deixando nosso corpo belo. Precisamos, mesmo cansados, olhar nos olhos dos nossos familiares, amigos, namorado ou, para nossos próprios olhos, e dizer Eu te amo,porque ninguém oferta o que não tem, e só o amor pode transformar caos em oportunidades.
 
Nunca será tarde demais para dizermos eu te amo? Não queira pensar assim, porque podemos ter muitos arrependimentos. Já pensaram quantas vezes gostaríamos de poder tomar mais um café da manhã ao lado de nossos pais? Quantas noites gostaríamos de dançar mais tempo com os amigos de infância? Quantas vezes pensamos em abandonar as mágoas e pedir perdão, mas o orgulho foi maior? Quantas vezes olhamos as pessoas, porém não temos coragem de dizer que as amamos, simplesmente por termos vergonha ou medo de se ferir? Já contabilizaram quantas vezes pensamos que depois de achar que estávamos derrotados ainda tínhamos mais força para caminhar?
 
Só temos essa vida para dizer eu te amo, mas essa mesma vida pode ser uma sucessão de frustrações se dissermos eu te amo sem realmente sentir. Por isso, digam com consciência, porque essa palavra tem efeitos que muitas vezes não estamos preparados para receber. Mas, em contra partida, digam eu te amo antes que seja tarde demais. E tarde demais pode ser hoje, porque a ingratidão à vida, ao amor e as pessoas, são os maiores tardes demais que existem.
 
Então, fechemos os olhos, agora, por favor, e meditemos sobre o que diz, bela e tragicamente, Anne Frank: Os mortos recebem mais flores do que os vivos porque o remorso é mais forte que a gratidão.

 

E você, hoje, já disse eu te amoa si e aos outros?
 
Fonte: banco de imagem Pixabay
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Continue andando, agora

Colunistas - Jared Amarante - 18 de setembro de 2015

 

A verdade é que nós estamos cansados, não é mesmo? Cansados de demonstrar sentimentos. Cansados de alguns sonhos. Cansados de muita gente perguntando quando vamos casar ou ter o primeiro filho. Cansados de ser cobrado por ainda não termos um cargo de chefia. Cansados por nos julgarem pelas curvas do nosso rosto. Cansados por ter que todo dia dizer que você só quer um pouco de calmaria nesse mundo cheio de estresse.
 
Cansar é como se deitar nos braços da solidão. Mas que solidão é essa? Uma solidão que faz com que abandonemos as pessoas ou a nós mesmos? Talvez sejam as duas hipóteses. Mas desconfio de que a segunda é a mais dolorosa, simplesmente por que quando as pessoas nos esquecem, nos rotulam, nos deixam de lado ou, principalmente, quando lançam olhares de indiferença diante dos nossos esforços, tudo isso é suportável. Porém, quando nos esquecemos, nenhum remédio é capaz de amenizar a dor de sentir que poderíamos andar um pouco mais. Isso depois de achar que não suportaríamos.
 
Por que você está parando? Já pensou sobre isso?
 
Não é apenas uma dor, mas um profundo arrependimento que irá sentir se esquecer de respirar fundo antes de uma escolha. Por isso, melhor, para não termos uma vida onde banhamos nossa alma nos remorsos, precisamos, hoje, urgentemente, aproveitar as oportunidades que estão vindo até nós. Desta forma, devemos estar acima das circunstâncias, pois só teremos o que mandamos para o universo, isto é, se nos satisfazemos com o mínimo, como podemos alcançar o máximo?
 

“É caminhando que se faz o caminho” (Enquanto houver Sol. Titãs)

 
 
Não espere que a sociedade ou, até mesmo os amigos próximos lhe façam felizes se  antes você não determinar que quer ser feliz. As pessoas não podem caminhar nas estradas que foram feitas para os nossos pés. As pessoas não podem exercer um cargo se nos esforçarmos para sermos competentes. As pessoas não poderão parar nossos sonhos se determinarmos que sem eles a vida não faz sentido. As pessoas não podem dizer que seu corpo não é atraente se você repetir em sua mente que a sua beleza é coerente com cada traço do seu rosto. As pessoas não podem dizer que você não é bom o suficiente se você, agora, olhar no espelho e perceber que o destino é uma questão de escolha.
 
Portanto, mude por dentro para que o mundo a sua volta se transforme. A maior riqueza, seja ela financeira ou intelectual, começa dentro de nós. Que jamais nos esqueçamos que as barreiras estarão fortalecidas, mas não podemos ver na tempestade uma oportunidade para desistir, e sim para cultivar.
 
Sendo assim, pensem na história do cego que todos os dias ficava sentado na mesma esquina em que pedia esmola. Mas, em sua placa, feita de papelão, estava escrito: eu queria ver a cor do céu, das roupas das pessoas, das árvores e dos meus próprios olhos.
Percebem a diferença? Lá não estava escrito: doe uma esmola, porque sou um deficiente.
 
Portanto, vamos aprender, com esse exemplo, uma das maiores verdades que muitas vezes negamos, ou seja, tudo depende de como vemos a vida e a nós mesmos. Ou me faço de vitima ou escrevo a minha história!
 
O que você decide?
 

 

E se tiver uma boa história de superação, compartilhe conosco o espaço de comentário é seu cantinho de expressão! 
 
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Às vezes é preciso perder para ganhar

Colunistas, Felicidade - Jared Amarante - 11 de setembro de 2015

Certa vez li em algum lugar – desconfio de que tenha sido nas paredes do meu coração -, que nem sempre, na vida, as coisas acontecem pelo caminho mais curto. Então, parei e me perguntei: mas qual será o meu caminho? Essa é uma pergunta que devemos fazer todos os dias, principalmente quando, no primeiro problema, pensamos em desistir.

Será que ainda não entendemos que os obstáculos existem apenas para nos provar se o que estamos lutando é realmente o que queremos? Porque quando não amamos os sonhos que temos, é mais provável que os deixemos esquecidos, fazendo, assim, com que nossa existência se encha de arrependimentos. Será que não estamos sendo covardes demais com as oportunidades que temos para mudar tudo para sempre?
Todos os dias, ao acordarmos, temos a chance de superar nossos próprios desafios. Mas ninguém se supera pensando, demasiadamente, nas fraquezas e nas coisas que ainda não tem. Afinal, estamos nos vitimando demais por quê? Não temos o ar para respirar? Não nos foi dado o nascer do sol como presente, mas mesmo assim estamos dormindo nas camas do conformismo? E nosso coração, que permanece mais magoado do que liberto? Por que estamos nos machucando tanto se só temos essa vida? Não estamos aqui para ser feliz?
A superação exige muita paciência, desconfio de que até investimento de tempo, porque quando menos esperamos, tudo pode mudar. E não é por que transformações acontecem como mágica, e sim por que todas as tentativas anteriores ajudaram na realização do hoje. É preciso acreditar, mesmo vendo mais escuridão do que luz.
As barreiras que aparecerem não podem lhe fazer parar, não se você determinar que é mais forte do que elas. Porém, é mais fácil acreditar que você não é bom o suficiente, né? É menos doloroso aceitar sair pela porta do que voltar, olhar nos olhos da pessoa amada, e esperar a tempestade passar? É menos sacrificante desistir da carreira só por que é preciso dormir menos ou usar roupas mais baratas, né?
No momento em que aceitarmos que a vida não é um mar de rosas, mas que nos permiti ter as sementes para construirmos esse mar, passaremos a agradecer mais, ao invés de reclamarmos de tudo. Às vezes, é preciso perder para ganhar. Chorar para renovar a visão. Se despedaçar para voltar a ser inteiro e mais forte. Mas quantos de nós estamos, pelo menos, dispostos a uma renuncia?
A vida irá lhe desafiar a cada vez que um desejo aquecer seu coração. Mas, pode ser, também, que essa mesma vida, não lhe dê armas favoráveis para a guerra. No entanto, já ouviu dizer que quando não se tem oportunidades, nós as criamos? Por isso, não abaixe a cabeça, porque mesmo no fundo do poço, é possível ver as estrelas. A diferença é que tem gente que prefere o poço.

 

E você, o que prefere?
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A Utilidade das coisas…

Sustentabilidade - Sandra Almeida Silva - 9 de setembro de 2015

Viajar com uma adolescente de 16 anos para os EUA é uma lição de economia, geografia e resistência, nada suave…

 
Esta viagem é o resultado de um teste empírico em que a mãe, esta que vos escreve, fez com seus pimpolhos quando estes estavam com 12 e 9 anos.
 
Na ocasião pedi aos meus filhos que olhassem para o globo terrestre e escolhessem um país para a viagem dos seus sonhos, e valia qualquer lugar.  A ideia surgiu a princípio para dar-lhes a visão objetiva de que nada é muito longe ou muito perto, nada é impossível, e tudo pode ser impossível. Tudo ou nada depende de nós mesmos e pode acontecer se assim desejarmos e planejarmos. Sem direitos a mimimi!!!
 
Queria tirar-lhes a ideia material do consumo e incluir o valor do dinheiro para as coisas que não possuem preço. Podemos consumir sonhos? Qual é o preço de um sonho? Seria apenas  um detalhe a aprender sobre a “utilidade das coisas”? Qual é a função de um SONHO na vida da gente?
 
Essa experiência da viagem dos sonhos foi o resultado esperado de 4 anos de poupança, que ela mesma fez. Mensalmente ela retirava uma pequena parte de suas economias para a viagem. A espera foi por vezes um sucesso e em muitas, tortura. Passamos por todos os sentimentos, da completa desconfiança de que esse dia chegaria, a vontade de saquear o cofrinho para comprar “algo de extrema” urgência.
 
Passamos pelo ódio mortal da minha filha em não poder “usar seu” dinheiro guardado para comprar o imprescindível modelo de celular que “todo mundo tem” e eu como mãe, sofri diversos tipos de Bullying (da família, dos amigos, etc.).  Eu queria saber se minha adolescente ainda possuía sonhos, conseguem esperar, podem planejar e se ainda são um pouco parecido com que eu fui há alguns anos …
 
Ufa! Acho que sim, mas updated!  Igual mais diferente! É preciso argumentação… das fortes, mas está tudo lá, guardado, só mudaram as embalagens. O santo Google é bom, nós como pais é que devemos mostrar “a utilidade das coisas”.
 
Bem chegou o grande dia, vou tentar mostrar a “utilidade” das coisas na Meca do consumo, NY City! E aprender com esta adolescente o que é que atrai tanto no consumo de qualquer coisa que seja importada.
 
 Pela lista da Bia das “coisas básicas, úteis e imprescindíveis para a sobrevivência decente de qualquer menina de 16 anos” acho que terei mais uma longa aula sobre a “VPL” (valor presente líquido), afinal entender a efemeridade do consumo é preciso mais do que o Google ou de poupança, é preciso viver e como sempre digo a Liberdade Financeira é uma das principais liberdades do ser humano, e para atingi-la é necessário que suas finanças sejam sustentáveis!
 
 Escrevo sobre o resultado quando voltarmos Deseje-me boa sorte! 


Serviço: Poupança de quatro anos, de $ 50 a $70 por mês. Serão 28 dias de mochilão nos EUA, 6 hostels, 2 hotéis, divididos em 5 estados. Hostels e hotéis na faixa de $50 a 65 dólares por pessoa, Alimentação $ 30 dólares por dia por pessoa, transportes internos (trem e ônibus) média por trecho, $65 dólares, o resto é diversão. Passagens áreas, $ 2.800 compradas com 7 meses de antecedência. 
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Porque sou bonito assim, entendeu?

Colunistas, Felicidade - Jared Amarante - 4 de setembro de 2015

 

Já pensou o quanto estamos idealizando o corpo perfeito? Já pensou o quanto estamos, constantemente, cobrando das pessoas o que elas não podem oferecer? Já pensou o quanto de desgaste temos tido por querer que o mundo gire sempre a nosso favor? Já pensou o quão impotentes temos nos sentido por descobrir, dia a dia, que não podemos mudar as pessoas? Já pensou o quanto temos nos angustiado por perceber, simplesmente, que as capas de revistas não são os melhores padrões de beleza e que as academias não evoluem a alma? Já pensou quanto tempo perdemos nos preocupando com o que está no externo ao invés de aperfeiçoarmos o que, de fato, somos por dentro? Melhor, nos aceitarmos no espelho.
Mas o que você é por dentro? Alguém que só reclama? Alguém que prefere usar a roupa de marca a ter que perceber que isso não a torna mais atraente? Ou você é daqueles que, sem maquiagem, se sente a pessoa mais feia do mundo? Será que isso não é medo de ser quem o espelho mostra? A verdadeira beleza consiste no quanto estamos dispostos a sermos melhores a cada dia, e não em seguir, desesperadamente, o que as revistas de moda estampam. Essa é a maior estupidez para nossos olhos! Vocês concordam?
Precisamos olhar mais para os valores que estamos cultivando, sem achar que temos que encontrar perfeição em nós ou nas pessoas, porque isso não acharemos nessa vida, desconfio de que em outras também não. Por isso, vamos nos achar bonitos como somos. Entenderam?
É hora de parar de querer se adequar aos modelos que vemos na televisão, nas novelas, nas capas de revistas femininas ou masculinas, porque isso, certamente, nos fará viver em constante agonia, acreditando que não somos suficientemente bons para sermos amado como, de fato, somos. Quem nunca se sentiu assim? É tão triste, né?
As pessoas que realmente nos amam vão continuar a nos amar e desejar-nos mesmo quando acordamos despenteados, quando nossas roupas não são de grife, quando a maquiagem acabar, quando as unhas estiverem com cutículas ou, simplesmente, quando não conseguirmos corresponder na hora esperada o tanto de coisas que o coração alheio exigiu. Então, vamos, urgentemente, nos esforçarmos para não sermos metódicos, isto é, desesperados para sustentar imagens criadas, porque elas são as maiores responsáveis pelos problemas que temos nos relacionamentos, seja com as pessoas ou com nossas próprias verdades. Já pensaram sobre isso?
Cada pessoa tem o direito de ser o que deseja, e poucas coisas podem destruir tanto a auto-estima do que ferirmos, com nossos conceitos individuais, o direito dos seres humanos serem quem realmente sentem que são. Quando pensamos ao contrário, começamos a ver nossos relacionamentos definharem, pois ao invés de valorizarmos os sentimentos verdadeiros, ficamos, exaustivamente, atarefados com a preocupação de viver o que o outro nos impõe e, conseqüentemente, de designar tarefas para quem está ao nosso lado. Poucas coisas são tão tristes! Quando vamos entender que subordinar o cônjuge é a melhor forma de ser infeliz?
Não importa quão delicada seja uma situação, apenas o próprio indivíduo que a vive é capaz de saber se é hora de ir embora ou ficar mais um pouco, tendo a consciência de que cada um sabe as dores, as carências, as renúncias, as dificuldades que terá que enfrentar para ser o que realmente quer ser. Mas, lembre-se, isso se chama evolução. Não é isso que estamos buscando aqui?
Sendo assim, desejem companheiros (as) que estão dispostos a lhe amar como você é, porque quando as rugas – e todos passarão por isso -, chegarem você não poderá ter alguém que apenas lhe queira pela beleza. Então, queira alguém que, ao se sentar na cadeira de balanço, saiba conversar com você, porque o diálogo pode transformar qualquer ressentimento em amor. Insegurança em coragem. Medos em determinação. Sonhos em realidade. Relacionamentos em boas oportunidades de compartilhar amor-próprio.

 

Seja lindo (a) como o espelho lhe mostra, e é isso que as pessoas enxergarão. Quem está ao nosso lado só pode ver o que permitimos, ou seja, a segurança ou insegurança que vemos em nós mesmos. Portanto, independentemente se estamos acima do peso ou se nosso rosto não tem as curvas do photoshop, devemos nos sentir belos. Felizes por sabermos que temos alguém ao nosso lado que nos amará como somos, e não como espera que sejamos. Afinal, a frase ninguém nos faz inferior sem nosso próprio conceito,deve ser a oração para os relacionamentos, para nós, para a vida.
*Banco de imagem by Pixabay
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Design sustentável na sua casa

Sustentabilidade - Luciana Murakami - 1 de setembro de 2015

Vaso Batucada de Brunno Jahara
No início desse mês visitei a exposição Ecodesign Brasil promovida pela Leroy Merlin, quando 15 designers brasileiros demonstraram em suas peças que é possível produzir móveis e objetos sustentáveis e bonitos.
A mostra possui desde delicadas peças desenhadas pelo design Sergio J. Matos que exaltam o artesanato brasileiro utilizando materiais encontrados na natureza como fibras e folhas, até móveis que pensam em toda uma cadeia sustentável que leva em conta a matéria prima, maquinário, funcionários, funcionalidade, durabilidade e custo do produto, como os produzidos por Fernando Jaeger e Paulo Alves.

Tunico Lages busca no cerrado a matéria prima para seus móveis e transforma a madeira morta, que teria destino certo nas carvoarias,  em cadeiras e mesas únicas.

Através das mãos destes talentosos designers papelão torna-se poltrona e pneus são descoladas fruteiras.

 

A transformação de materiais que seriam descartados em objetos úteis e bonitos trazem não somente um diferencial a estas peças, mas também nos mostra que é possível com um pouco de imaginação transformar a matéria e ajudar na preservação da natureza, fazendo um mundo melhor.

Que tal pegar aquela madeira descartada na caçamba da obra e transformá-la em um banco? Assim surgiu o banco resto que a arquiteta Claudia Strutz ensina como produzi-lo em seu blog.
Outro material encontrado com facilidade sendo descartado são os pallets, que tem se tornado multiuso: sofá, mesa, jardineira vertical, estante e até balanço.
Garrafas podem se transformar em vasos e caixotes de feira em prateleiras. Olha quanta delicadeza nessas ideias.
A nossa dica dessa semana é USE e ABUSE da sua IMAGINAÇÃO… e depois conte para nós nesse espaço o que você conseguiu criar e reciclar! Vamos espalhar boas iniciativas?
Até breve!
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