Monthly Archives for julho 2015

A porta está aberta, meu amor

Colunistas, Felicidade - Jared Amarante - 31 de julho de 2015

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Você pode não insistir para sempre, mesmo quando ama demais. Já pensou assim? Sim, por vezes – incontáveis vezes -, passamos por isso, simplesmente porque todos estamos sujeitos a amar quem pode, ou não, nos corresponder. E ai, certamente, iremos nos questionar se vale a pena lutar por essa pessoa. E eu, em toda minha singela sabedoria de aprendiz, lhe digo que você, mesmo querendo muito alguém, deve deixá-lo ir, pois não detemos a guarda do coração das pessoas.

Será que aceitamos isso como realidade da vida?
A liberdade é algo que pode ferir muito quando um coração deseja companhia, mas, em contrapartida, pode amadurecer uma alma carente demais. Sendo assim, que possamos deixar o outro ir à hora em que achar mais conveniente, ainda que isso lhe deixe em pedaços. Sei que esse pensamento parece covarde, desumano, frio ou, talvez, arrogante, mas não são os pedaços, uma vez reunidos, que fazem uma pessoa mais forte? Sim, porque para se colar de novo é preciso, muito antes, respeitar o tempo dos cacos ficarem no chão, ou seja, o tempo de entender que ninguém é de ninguém.
O tempo de entender que podemos dar flores, mas têm pessoas com mãos amputadas que não saberão recebê-las. Tempo para aceitar que cada um – mesmo aqueles que nos fizeram promessas eternas -, podem sair de nossa vida a hora em que quiserem, simples e puramente porque até nós, algum dia, sairemos daqui, da vida. Tempo para compreender que cada coração sabe das suas necessidades e que ouvi-lo é a melhor forma de crescer, ainda que escutá-lo traga novos tombos. Mas existiriam heróis se antes não fossem seres humanos que caíram muito, porém se recusaram a ficar no chão?
Todos os dias é preciso refletir sobre quem somos e, essencialmente, sobre quem gostaríamos de ter ao lado. Por isso, – pela ideia de ter relacionamentos saudáveis -, é necessário dar liberdade as pessoas, porque se as pressionarmos, seja para ter uma amizade, um romance, uma parceria profissional ou, meramente, uma companhia para um suco, corremos o risco de afastá-las de nós, e vice e versa.
Quem nunca passou por isso? Quem nunca pediu demais a presença de alguém quando deveria ter calado? Precisamos aprender a deixar a porta mais aberta, até mesmo para aqueles que mais amamos, porque se realmente fazem questão de nós, não sairão de perto, nem mesmo se as portas, janelas e paredes ruírem.
Você aceita essa experiência de abrir portas sem medo e sem culpa?
Um dos maiores desafios – talvez, contemporâneos -, é o nosso desespero de ter o outro de qualquer forma. Mas quem de nós gosta de se sentir acorrentado? Obrigado? Pressionado? Responsabilizado? É hora de aprender que as pessoas quando querem ir, irão. Quando querem ficar, ficarão. Parece óbvio tais pensamentos, mas, às vezes, o óbvio, é tudo que o universo deseja que aprendamos. Será que estamos dispostos?
Não diga para as pessoas que elas nunca querem te ver ou que nunca tem tempo para você, pois em muitos momentos essa pessoa não tem tempo nem para si mesma. E, de repente, poderemos perdê-la com tanta pressão. Como já dizia Chico Xavier: a saudade é um sentimento que fere nos dois mundos. No entanto, ainda assim, não podemos sufocar quem gostamos, porque seres humanos agem como borboletas: se nos desesperarmos por segurar uma em nossas mãos ansiosas, não a teremos. Mas, se formos pacientes, ela poderá pousar em nosso jardim do equilíbrio, da compreensão, da liberdade. Você tem esse jardim? Vamos para de correr atrás das borboletas?
É imprescindível, para o bem estar dos relacionamentos, que saibamos, aceitemos e queiramos dar liberdade aos outros, seja para as pessoas se desconectarem sem se sentirem pressionadas quanto ao prazo em que devem voltar, afinal, cada um sabe das suas necessidades, principalmente, daqueles momentos em que necessitam de mais silêncio do que palavras.

 

Você tem esse jardim? Vamos parar de correr atrás das borboletas?
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Horta em casa, sim você pode!

Sustentabilidade - Luciana Murakami - 29 de julho de 2015

 

Você sempre quis ter uma hortinha, mas nunca trilhou o desconhecido mundo das plantas? Saiba que basta boa vontade, dedicação e não ter medo de errar para conseguir um pouco de verde dentro da sua casa. Você não precisa ter um jardim enorme, basta um lugar ao sol para conseguir ao menos alguns temperos!
Uma horta precisa de 04 elementos básicos: luz, água, ventilação e carinho.
O primeiro passo é verificar como o sol incide e por quanto tempo no local disponível para a horta: no período da manhã, da tarde, o dia todo? Esta informação será importante para definir qual tipo de planta irá ser colocada no local.
Depois é preciso escolher o tipo de recipiente que será usado, pode ser uma jardineira, um pedaço de terra no quintal ou em vasos.

 

Hoje existem várias opções no mercado que facilitam o plantio, como por exemplo os vasos auto-irrigáveis, que precisam receber água somente a cada 15 dias.
Horta Cultive: vaso com dispositivo lateral de irrigação a cada 15 dias
Para quem tem áreas maiores pode usar este modelo que também armazena água e precisa de menos irrigação.
Noocity.com
Mas pode dar asas a sua imaginação e usar pneus, latas, baldes, potes de vidro, garrafa pet, tubos de pvc, etc…

 

 

Se o espaço é pequeno as hortas verticais são as mais recomendadas, pois ocupam pouco espaço.

 

Definido local e o recipiente, resta saber o que plantar. Neste momento entra a dedicação e o não ter medo de errar, pois cada local possui características de sol, luz, ventilação, umidade, etc… Talvez algumas plantinhas se percam neste processo de aprendizagem, não desista, mude a espécie, adeque a quantidade de água, adube, e aos poucos, com paciência verá que é possível ter manjericão fresco ou alecrim pra dar um sabor delicioso nos seus pratos.
Para saber qual a melhor planta para o seu local pesquise as espécies que te interessam, algumas são espécies “amigas”, ou seja, gostam da companhia de outras, como o alecrim e a sálvia ou o tomate e o manjericão. Aqui tem uma lista completa das plantas amigas.
Plante varias espécies, assim você saberá qual se adapta melhor ao local.
Uma sugestão se o seu canteiro pega sol direto por pelo menos 2 horas: hortaliças (alface, rúcula), alecrim, sálvia e tomilho.
Se ele é mais sombreado, mas tem bastante luz tente: manjericão roxo, hortelã, salsa, cebolinha.
Lembre-se, a horta precisa de água, ela te mostra sinais de que está bem ou não, aprender a observa-la é um ótimo exercício de conexão e empatia, procure adubar a hortinha com produtos naturais pelo menos 1 vez por mês, ter uma composteira é uma ótima solução para conseguir um adubo de qualidade em casa, escrevi sobre isto neste post  sobre compostagem.
Neste site você encontra uma cartilha muito bacana com dicas legais de como fazer sua horta.
Se interessou e quer saber mais? Pesquise sobre permeacultura, agroecologia e biodinâmica, são técnicas de cultivo sustentáveis que podem te ajudar muito!
Até breve!
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Urgente: se ame, se encontre

Colunistas, Felicidade - Jared Amarante - 24 de julho de 2015

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Mas amar é um desafio tão grande, não é? Então… Não permita que despedacem seu coração, porque se o fizerem você terá que seguir de qualquer forma, pois para as feridas sentimentais o único remédio se chama tempo, e apenas é ingerido por um conta-gotas, ou seja, é preciso paciência para voltar a ser inteiro. Você tem essa paciência?

Entretanto, essa lógica pode se inverter, porque desconfio de que há feridas que serão enterradas conosco. E aí talvez você se pergunte: se as pessoas ferem, vale a pena amar? E eu, aprendiz como você, respondo-lhe com toda certeza do mundo: Sim, vale a pena, pois o amor é o sentido da vida. Porém, essa mesma vida também é feita de surpresas e, diante disso, em alguns momentos, sua única saída será juntar seus pedaços e continuar andando.
Por mais inteligente que a medicina, os professores e os cientistas sejam, ninguém, até hoje, conseguiu explicar os caminhos do coração, isto é, porque muitas vezes amamos alguém que não nos consegue corresponder? Ou muitas vezes somos amados e não conseguimos corresponder? É uma lógica cruel. Por isso, pense bem em suas escolhas, pois é inevitável que atrás delas estejam as consequências. E quando nos referimos ao amor, há uma lição valiosa da qual nunca poderemos esquecer; isso consiste em entender que as pessoas são livres, e sendo livres podem, em algum momento, querer ir embora de nossas vidas. Mas quando isso acontecer, só o amor-próprio nos fará ter forças para seguir, por isso é tão importante saber aonde estamos indo.
Você sabe?
Nosso maior desafio, ao longo da vida, será construir um reservatório de amor-próprio que sirva como força quando o abandono bater a porta, pois só podemos ter alguém em nossas vidas, com a certeza de que nos ama, se antes o amor habitar em nós, pois ninguém oferta o que não tem. E a evolução, antes de qualquer um que nos acompanhe, é uma caminhada individual.
Você já pensou em construir o seu reservatório?
Lembre-se também de se permitir cair, porque há ocasiões em que essa é a melhor maneira de aprendermos. Você já pensou em como é difícil se equilibrar em uma bicicleta até que consigamos andar alguns metros sem cair? Pois é, nossos sentimentos são como essa bicicleta que, às vezes, perde o controle, outra hora consegue andar com mais equilíbrio, porém nunca teremos a certeza de que atingiremos o final do percurso sem um arranhão.
Há dias em que a rotina massacra os ponteiros do relógio, fazendo-nos ter a desesperada impressão de que estamos morrendo em doses homeopáticas. Pensando nisso, é uma pena que algumas pessoas se vão antes de encontrarem o amor de suas vidas. Se nossas vidas não forem comentadas como exemplo a ser seguido, que seja simplesmente um motivo de alegria para nós mesmos, porque quando algumas coisas deixam de fazer sentido, começamos a aceitar que a vida não é nada além de uma soma de experiências. E todos aqueles que passam por nós, – breve ou demoradamente -, sem dúvidas deixam um pouco de ensinamento em nossa história.

 

Entender que toda história tem um fim, é simplesmente aceitar que somos apenas humanos; ferindo e sendo feridos. Por isso, por favor, não mergulhe sem ter certeza da profundidade do mar, pois assim como as ondas, as pessoas também são inconstantes, por isso devemos aceitar que o momento para ser feliz é hoje. Aproveite para abraçar enquanto se alcança aqueles que amamos. Apesar de tanta luta – entre sentimentos correspondidos e não correspondidos -, vale a pena continuar, principalmente porque para algumas coisas você terá tempo, para outras terá remorsos. É o inevitável preço da vida.

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Quando a performance se torna um estilo de vida

Colunistas - Chirles Oliveira - 22 de julho de 2015

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Da hora que se desperta até a hora que se vai deitar quantas vezes você se depara com a síndrome da ineficiência? Falta tempo no seu dia? Existem mais coisas para fazer do que é possível? As demandas solicitadas são para ontem? As exigências externas vão se tornando cada vez mais frequentes? Parece que todos estão em uma corrida contra o tempo. Quando não dá tempo e o dia termina com uma lista de pendências qual é a sensação? Ineficiência e improdutividade ou satisfação e plenitude? Quantas frases do tipo, não acredito que não deu tempo, eu precisava ter feito, precisava ter ido, precisava ter entregado perseguem vossas cabeças somados à sensação de cansaço, esgotamento e insatisfação.
Não há problemas em ter pensamentos ou sensações como os citados acima, a questão é quando eles se tornam tão recorrentes a ponto de não perceber que o modo de vida passa a ser mensurado e sentido prioritariamente pela produtividade e eficiência. Em uma sociedade em que ser veloz e agir com rapidez é valorizado, atuar com performance é consequência da tendência.
Quando se vive a partir somente da produtividade, não é possível investir tempo com situações que não tragam performance ou resultado. A consequência disto é o aumento da intolerância com as relações, o aumento da irritabilidade com situações que não sejam objetivas, intransigência com a devolutiva negativa, uma reduzida capacidade de escuta e um foco somente nos próprios interesses, nas exigências, na cobrança. Este modelo de estar na vida reforça o individualismo e a não relação, pois a falta de tempo limita a capacidade de se relacionar.
Desfrutar de um almoço, de uma tarde em família, de um passeio despretensioso, de um cafezinho, de um sono, de um bom papo, de um fazer nada, de uma degustação não estão atreladas a uma performance de desempenho.
O quanto sua vida está atrelada exclusivamente a performance?
Cada fase do desenvolvimento pessoal é uma descoberta, com exigências diferentes e necessidades diversas. Adoecer é se tornar limitado, fechado, sem questionar as novas necessidades, os novos objetivos, tornando-se trancados em suas restrições.
Não existem regras, nem medidas adequadas para estar em harmonia, pleno e feliz, o que existe é a reflexão proposta possibilitando estar atentos na forma de viver podendo perceber as sutilezas das cobranças, exigências, produtividade, pois o tanto de performance e cobrança que é feita de si mesmo é normalmente a medida inicial que é utilizada na relação com o mundo e com o outro.
Estar atento a esta questão é poder usufruir de todo o potencial e talento que cada um possui desfrutando de bem-estar, beleza e alegria.
Um abraço a todos!
Paula Lima
Paula Lima atua como Personal & Professional Coach com certificação internacional pela Behavioral Coaching Institute e Nacional pela Sociedade Brasileira de Coach e Potenciar, federada pela FEBRAP, nos segmentos individual e corporativo.
Practitioner na arte da programação de neurolinguística pela Sociedade Brasileira de Programação Neurolinguística.
Terapeuta Corporal com formação Neo-Reichiana.


Linkedin : paulalimacoach
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Escute a música…

Colunistas, Felicidade - Jared Amarante - 17 de julho de 2015

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Todos gostamos de algum tipo de música, mas nem sempre a entendemos, por isso temos dançado de maneira equivocada, isto é, nos punimos por não saber o ritmo de todas as danças, nos punimos por não compreender algumas melodias, nos punimos por ver que não nos encaixamos ao grupo dos que dançam tango porque sabemos apenas o samba. Mas, nenhuma crueldade pode ser mais dilacerante do que a autopiedade, que nada mais é do que dançarmos rápido demais a canção da vida, o que é absolutamente triste, pois estamos perdendo a oportunidade de apreciar o pôr-do-sol, dizer bom dia, olhar nos olhos, colher uma flor, ou, simplesmente, abraçar. Não pode um abraço recompor nossas forças?
É preciso estar atento aos tipos de violências que estão acometendo nossa alma, porque nem todas as violências são com armas, algumas são apenas com cercas, muros, e grades que limitam a nós mesmos, fazendo-nos achar que precisamos dos outros para ser feliz, e, quando não é pior, nos inferiorizamos a ponto de acreditar, insanamente, que a melodia do outro é mais agradável, ou seja, que você, seus sonhos, seus desejos, suas vontades, seus pensamentos, seus sentimentos, não são tão importantes. Poucas coisas machucam tanto com o passar dos anos!
Você precisa aceitar que há pessoas que vão dizer que a música da sua alma não é bonita, ou que sua dança não é tão especial, mas não se pode acreditar nisso, porque há, também,  pessoas que desistiram de encontrar suas melodias, que nada mais são do que seus sonhos e a força para realizá-los, porém você não pode se deixar vencer pelo que o outro diz, principalmente porque existem aquelas, até mesmo na platéia da sua existência, esperando seu primeiro tombo, arranhão, e desistência, para que, então, lhe aplauda dizendo que já esperava seu fracasso.
E se você se permitir ouvir esse tipo de gente, vai, com certeza, recorrer à autoflagelação, autopiedade e, conseqüentemente, a autocrueldade, simplesmente porque a sua espontaneidade se perderá por tentar agradar a todos, dançando, assim, as melodias alheias, e isso pode tirar a sua originalidade, isto é, ninguém nasceu para agradar ninguém, nascemos para viver. Você está vivendo ou esperando que sua dança agrade a todos?
Pare de viver como as pessoas esperam, pare de se auto-atormentar, pois isso lhe fará sobreviver sob os termos estabelecidos pela aprovação alheia, e isso é maneira ideal para desafinar a sua melodia interior, ou seja, o de mais bonito que você possui para mostrar nos palcos da vida. Mas, para se proporcionar um belo espetáculo, é preciso, em alguns momentos, aprender a dizer não quero, não sei, não posso, não concordo ou, essencialmente, não me importo.  O quanto você está disposto a se amar ao invés de agradar demasiadamente quem, ás vezes, se importa pouco contigo?
Viver e seguir nossos próprios passos é, sem dúvida, a melhor forma de ser original e se encontrar nesse mundo, permitindo com que coisas boas terminem para que melhores cheguem, sem achar que isso é um problema, até mesmo porque a mais bela orquestra é composta por mais de uma canção. Sendo assim, priorize não se lamentar em excesso, não se esconder atrás da sua medrosa canção, não ficar se justificando e, principalmente, troque a necessidade de palmas alheias pela paz e amadurecimento interior. Você está disposto?
Ficar indiferente ao seu próprio potencial é como plantar miséria interior e colher arrependimentos. Por isso, não escolha ser amado por todos para amar, não deixe para alimentar seus sonhos quando eles estiverem passando fome, não deixe para ser feliz esperando sentimento igual das pessoas que julga serem modelos importantes para sua vida. A melhor forma de ser feliz é não esperar, é começar a agradecer por estar vivo e poder, todos os dias, mudar tudo para sempre. Você acredita nisso?
O mais importante, e isso os anos lhe mostrarão, é saber quem você é ou quem espera se tornar, ou seja, devolva-se para si mesmo, sem ter a fixação de que precisa agradar a todo mundo, porque você é, em essência, diferente de todos os outros seres desse planeta. Então, porque não viver a experiência de ser único no palco? Por que se apegar ao que os outros estão falando? Por que consumir demais? Por que se desesperar com as palavras, muitas vezes covardes, das religiões? Por que se esquecer de cantar a própria música? Lembre-se que essa música, quase sempre, se chama liberdade, ou o direito que você dá a si mesmo de ser quem é, se livrando do peso de, um dia, olhar no espelho e saber que está morrendo e não tem mais tempo para cantar a música a qual lhe destinaram.

 

 
E você sabe qual é a sua música? 
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Viagens, encontros e conexão com a natureza

Felicidade, Vida Saudável - Chirles Oliveira - 15 de julho de 2015

Cachoeira Santa Bárbara: Barbarinha. Arquivo pessoal Caroline P. Sotilo – 
Viajar pode ser sinônimo de encontro, de descanso, de aventura, de descobertas, de conexão consigo, com o outro, com novas amigas, com uma cultura e, também, com a natureza.
Existem pessoas que adoram viajar sozinhas, outras em grupo, há a viagem romântica de um casal ou de família e tem a primeira viagem com as amigas, que transcenderam o convívio apenas do trabalho e se tornaram amigas para vida. Não importa a forma, mas sim a disposição interna de se jogar no novo, de descobrir prazeres e alegrias, seja no campo ou na cidade, na praia ou na montanha. O importante é viver algo diferente e se descobrir.
Nessas férias, fui conhecer a Chapada dos Veadeiros, em Goiás, com mais três amigas: Ana Lúcia, Carol e Carla. E foi uma união feliz entre amizade, natureza, aventura, descanso, relaxamento, integração de corpo e mente. Pela primeira vez na vida, deixei a viagem fluir, não planejei nada, apenas me entreguei ao que a vida tinha a me oferecer. Aprender a confiar, a entregar é um desafio e tanto, mas descobri que tem suas recompensas. Aprender o não controle, a flexibilidade, a gratidão pelo que vier é altamente libertador. Você já se permitiu viver essa liberdade? É tão compensador!
Entre inúmeras caminhadas leves ou pesadas, de sobes e desces, escaladas íngremes e desafios à nossa coragem, sempre encontrávamos a recompensa no final do caminho. E assim conhecemos lugares incríveis escondidos no meio da Chapada. Cachoeiras de águas cristalinas,  cataratas de tirar o fôlego, arco-íris em despenhadeiros, lindas flores do cerrado, pôr do sol de luz dourada, avermelhada, azulada…tudo simplesmente exuberante.
Cataratas dos Couros. Arquivo pessoal Caroline P. Sotilo – 
Ao apreciar a sabedoria da criação, sempre me encanto com a grandeza da vida. Quanta gratidão eu sinto a cada vivência, a cada encontro entre mim e o Todo. Conhecer a Chapada dos Veadeiros é vivenciar a força da natureza em sua mais alta expressão de beleza, formas e cores. Observar a diversidade é aprender que tudo tem um tempo, um jeito, uma forma de acontecer e até de se adaptar.  
A Chapada nos mostra que para ver além, é preciso se esforçar, vencer obstáculos e medos, ter coragem e coração aberto. E na vida também não é assim? As maiores conquistas são aquelas mais desafiadoras, em que damos o nosso melhor, que vencemos nossos bloqueios e condicionamentos. Aquelas em que acreditamos em nós! E o que vem depois? A sensação de de vitória, de contentamento. A cada cachoeira desbravada e a cada mergulho nas águas geladas e límpidas, sentia uma sensação de paz, de gratidão, de alegria.
Pôr do Sol no Mirante Areião – Arquivo pessoal Caroline P. Sotilo. 

Como é bom usar o tempo a nosso favor e sem pressa contemplar esses presentes que a natureza nos dá. Eu e as meninas ficávamos um bom tempo apreciando e contemplando cada novo lugar e depois partilhávamos nossas impressões e emoções. Temos ciência de que em São Paulo a realidade será bem diferente e que na correria do dia-a-dia sentiremos falta de tudo isso aqui, mas também, levaremos em nossa memória e coração toda essa riqueza de detalhes do cerrado, da Chapada dos Veadeiros, dos municípios de São Jorge e Alto Paraíso  e  do nosso querido guia Rivelino, mais conhecido como River.
Além de tudo isso o que mais eu aprendi? Que uma viagem que flui é aquela em que se soma alegrias e se multiplica gargalhadas; e que para desbravar a natureza, assim como na vida, precisamos dar o primeiro passo, e, quando vemos chegamos no lugar almejado, ou seja, a conquista de um sonho depende do quanto estamos dispostos a nos doar mais e mais; aprendi na prática que viver o presente com contentamento é uma boa medida para viver melhor e ser mais feliz.

Abraço Fraterno!
Chirles
Canion do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros. Arquivo pessoal Caroline P. Sotilo




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Livrai-nos das mágoas, amém

Colunistas - Jared Amarante - 10 de julho de 2015

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Às vezes, queremos desistir de muitas coisas, não é mesmo? Às vezes, não estamos em paz com nossa própria companhia. Você já se sentiu assim? Ah, e os sonhos? Às vezes, não alcançam mais os caminhos que um dia desejamos, não é? Porém, talvez, o mais triste seja ver que estamos, quase sempre, cansados de nos relacionar com as pessoas e com a imagem no espelho.
Por que as pessoas nos magoam? Quantas vezes nos perguntamos isso?  Não há uma receita para fazer os relacionamentos darem certo, mas há como o fazer serem saudáveis. Você já pensou sobre isso? Já se dispôs a tamanha batalha?
Há momentos em que pensamos por horas, lembrando-se das pessoas que amamos, daquelas que não amamos, daquelas que dividiram a cama conosco num dos fast-foods da vida, daquelas que até hoje querem estar com a gente, mas não sentimos mais nada, daquelas que o tempo levou quando nós mais precisávamos e, sobretudo, daquelas que foram embora quando nós fazíamos planos. Quem nunca viveu experiências assim e teve que se levantar? Tantas perguntas, sempre inquietantes, geram, certamente, mais dúvidas existenciais. Por isso, tenha calma… Calma consigo mesmo! Acho que é disso que está precisando…
Por que será que as pessoas vão embora? Quantas noites já não choramos pensando isso? Mas quantas vezes, em plena madrugada, nos dispusemos a sentar e pensar sobre a lei da vida, melhor, sobre uma delas, que é a compreensão, ainda que pareça óbvia, de que não queremos perder, mas a vida é feita de idas, vindas, renovações, perdas, renovações, perdas, renovação… Ou estamos imunes a experimentar tais sensações?
É claro – sem hipocrisia -, que não é fácil aceitar as perdas como uma das inevitáveis leis da vida, mas, sem dúvidas, é uma das leis que permiti a evolução. Será que não é disso que estamos precisando? Desconfia-se de que mais do que evoluir – até para isso acontecer -, é preciso, muito antes, aprender a perdoar. Será que não estamos, dia após dia, sendo asfixiados pelas mágoas? Mesmo que o coração seja relutante em perdoar quem um dia o machucou ou foi embora, é preciso perdoar como se o amanhã não chegasse, até mesmo porque, quase sempre, precisamos perdoar a nós também. Você já sentiu ou sente essa necessidade?
Perdoar a nós mesmos por sermos falhos é, simplesmente, aceitar que não dá para ser vitima em todas as ocasiões. Poucas coisas destroem tantos potenciais! Já pensou sobre isso? Não quero aqui, jamais, dizer que perdoar é ter uma súbita amnésia, porque perdoar não é esquecer, e sim se libertar. É compreender que se pudesse, apenas por um minuto, apagar o que aconteceu, certamente, não conseguiria lidar com os fatos que lhe magoaram, logo não seria um agente de mudanças, pois perderia também a oportunidade de mudar. Não se foge da dor, mas usa-a para ser mais forte! Não se é possível ter o controle de tudo! Somos todos humanos! Você aceita isso?
Mas, se depois de muitas cicatrizes você se perguntar se vale a pena retomar os laços com quem um dia tanto lhe magoou, saiba que é você mesmo quem deve decidir isso. Mas se não quiser perdoar – também lhe é seu esse direito -, vire a página para não se acumular de ressentimentos, afinal, perdoar não significa voltar a dar as mãos, e sim amadurecer com as ofensas.
Se hoje você tem a consciência de que um dia feriu e foi ferido, é porque pode fazer as coisas diferentes e ser melhor. Como isso aconteceria se não se permitisse ter cicatrizes? Por isso, hoje, se perdoe pelas coisas que não fez. Se perdoe por não ter, em algum momento, cedido o banco preferencial para alguém, pois você estava, também, muito cansado. Se perdoe por ter deixado alguém sair pela porta sem ter dito o quanto o ama. Se perdoe pela vida passar e você, com tanto medo, ter ficado olhando seus sonhos guardados e empoeirados. Se perdoe por, diversas vezes, ter achado que precisava saber de tudo. Se perdoe por não entender que não pode ter o controle das emoções. Se perdoe por, quase todos os dias, achar que você não faz diferença nesse mundo, porque você faz, mas é preciso acreditar!
Você quer acreditar?
A felicidade sustentável é estar em paz com nossas cicatrizes. Você aceita um rosto menos belo para ter um coração que transborda sabedoria? Não é isso um presente da vida? Por mais que demoremos a aprender, não podemos nos cansar. E mesmo que, ás vezes, fiquemos desesperados pelo tempo que, a cada dia, vai embora, podemos, também, ser gratos pela oportunidade que, todos os dias, temos para fazer novos acertos.
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De repente, saudade

Colunistas - Rodrigo Vieira - 9 de julho de 2015

 

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Do alto dos meus vinte e poucos anos já lido com sentimentos constantes como a saudade. E isso é a você, a mim, trinta, quarenta, cinquenta, mais. De repente dá nisso: saudade.
 
A saudade é um querer resgatar o tempo, que rasga lá atrás os anos que se foram tão rápidos. Saudade também advém de uma insatisfação momentânea, não encaixe com o tempo presente. Creio, sobretudo, que seja a força humana pela busca do que faz feliz. São as caras, os gestos, os sóis vistos a dois, o cheiro de perfumes antigos, tudo isso vem na saudade.
 
Vê-se que os anos acumulados geram mudanças – crescimento e retrocesso por área de atuação. Entretanto, algo se prende ao que ficou, que foi deixado não por escolha, mas por nexo da existência. Os brinquedos que corriam pela casa, a coberta rasgada predileta, o ritual do “boa noite”, ou aquele conselho chato pela manhã.
 
Há quem sinta saudade daquele tempo vago, ao mesmo tempo tão completo. Onde as horas eram jogadas a esmo, numa ilha de bate-papo e gesticular manso, perfeitamente cabido ao ocaso reinante. Alguns caíram no frenesi urbano, e isso se faz entediante quando o relógio controla os passos corridos. Um alento, a saudade nos sobra.
 
Outros de sua liberdade adolescente, onde não havia muito compromisso a não ser responder à chamada na aula. Há saudade nisso também. Daquela época em que se ficava o dia, tarde e noite na rua, juntamente com aqueles que porventura julgamos ser eternos amigos. Saudades dos meus dramas, pieguices no espelho com a primeira espinha.
 
Lá na frente sentirei falta até mesmo da loucura profissional, quem diria. Diga com propriedade quem deixou de acordar às 5 da matina, tomar um café requentado enquanto ajeita as vestes do dia. Transporte congestionado, ida e volta, junto às preocupações rotineiras de um escritório quadrado. Isso também concebe saudade, por incrível que pareça.
 
 Já sinto saudades do que ainda não senti, vi, vivi. E isso é possível quando se considera a vida em seu máximo grau. Contemplo os amigos, cada familiar, meus lances românticos, na certeza latente de que um dia nossos momentos se irão, como eu… Pela distância, circunstância ou morte. Tudo vai, a saudade fica. Bom-senso é o cuidado por construir boas realidades que ficarão na memória, nossas lembranças são relicários.
 
Ao término deste espetáculo seremos órfãos do tempo. Ao mesmo tempo de beleza, que por ora vira crueldade, e dita a nós o limite de sermos quem somos…
Forasteiros efêmeros, desbravadores ingênuos, andarilhos de rotas falsas. Caminhamos rapidamente, vagarosamente, e ao redor tudo passa – cama bagunçada e danças sem par – e nada fica no lugar do primeiro encontro…

 

                                                                         É aí que de repente, saudade.
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Aprenda a fazer um delicioso hummus pink e a pasta de gergelim

Vida Saudável - Taisa Schaeffer Andrade - 8 de julho de 2015

O Hummus ou Hómus é um prato tradicional do Oriente Médio a base de grão de bico, tahine (manteiga de gergelim), alho, azeite e limão. Ele é rico em nutrientes e compostos bioativos, antioxidantes, ácido fenólico, ácido oleico, ácido láurico, flavonoides e aminoácidos. 

Também tem boas quantidades de cálcio, vitaminas do complexo B, C, E, alta concentração de ácido fólico, fornece ótimas quantidades de ferro, magnésio, potássio tornando-se um aliado na alimentação saudável.
Ou seja, esse prato é rico em fibras, proteínas, vitaminas e minerais e por isso contribui na redução do colesterol por conter fibras insolúveis que reduz açúcares, gorduras e colesterol auxiliando na função intestinal.
Um ingrediente essencial na receita do hummus é o tahine (manteiga de gergelim) que pode ser comprado nos mercados, mas que você aprenderá a fazer em casa, pois é super simples. Uma colher de sopa de tahine, cerca de 3 gramas, contém 0,7g de  fibras.
O hummus é bem versátil, pois pode ser usado em sanduíches, em uma entrada acompanhada de pão sírio ou dip de legumes (cenoura, aipo ou outro legume de sua preferência cortados em tiras) e até no café da manhã substituindo a tradicional manteiga no pão francês ou no pão integral.
Quer variar a receita e dar mais cor e sabor ao seu hummus? Na versão pink ela ganha mais nutrientes com o acréscimo da beterraba na receita. E você pode se aventurar e criar a sua versão saborosa e nutritiva dessa pasta. Se você tem uma combinação interessante conta pra gente deixando seu comentário, vamos adorar aprender com você também!
Receita Homus/Hummus
Ingredientes
  • 1 xícara de grão-de-bico cozido
  • 3 colheres (sopa) de tahine (pasta de gergelim)
  • Suco de 1 limão
  • 1 dente de alho pequeno
  • Sal a  gosto
  • 100 ml de azeite de oliva
  • Água do cozimento do grão ou água filtrada
Para a versão pink, basta adicionar ½ xícara de beterraba cozida junto ao grão de bico.
Modo de preparo
Coloque o grão-de-bico com um pouco da água (50ml) do cozimento em um processador ou liquidificador e triture bem. Adicione o tahine, suco do limão e o azeite.
Continue a bater até formar uma mistura homogênea.
Se o hómus ficar muito grosso, adicione um pouco da água de cozimento ou água filtrada.
Sirva com um pouco de um bom azeite e salsinha picada por cima.
Receita Tahine caseiro
Caso não encontre a pasta de Tahine pronta, é possível fazer em casa:
100 g de gergelim branco cru sem casca.
2 colheres de óleo de gergelim
Modo de preparo: coloque numa frigideira e toste as sementes, mexendo sempre, até começar a exalar um aroma agradável, parecido com o de amendoim torrado. Coloque no processador com o óleo de gergelim e bata por cerca de 10 minutos, ligando e desligando o aparelho e mexendo com uma espátula se necessário.

 

Bom apetite! E até a próxima receita!

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Pais e filhos: vivem ou sobrevivem?

Colunistas, Felicidade - Jared Amarante - 3 de julho de 2015

 

banco de imagem pixabay

Certa vez o sábio Willian Shakespeare disse: Há mais de seus pais em você, do que você suponha. Por que será que essa frase faz tanto sentido quando colocamos pais e filhos a frente do espelho? Não são as criaturas extensão do criador? Em contrapartida, o espelho contemporâneo está viciado em mostrar o que faz dilacerar bons relacionamentos familiares, ou seja, ninguém olha mais nos olhos de ninguém. Acontece isso em sua casa? Mas não é a família – ou deveria ser -, nosso maior ponto de força?

Há muitos de nós sendo negligentes com as crianças, jovens ou, até mesmo, adultos que estão sob o mesmo teto, e isso, certamente, virá à tona um dia, porque toda falta de atenção, colocada embaixo do tapete das desculpas, um dia retornará como sintoma físico ou emocional. Poucas coisas são tão dolorosas! Olhando por esse lado, será que não faz sentido tantas meninas que abandonaram as bonecas? E os meninos, que agora, brincam com armas? Não são essas crianças o futuro de um mundo que necessita de visões sustentáveis para o corpo, alma, e espírito?
Não queremos, em nenhum momento, colocar os pais no banco dos réus, mas queremos que eles não permitam que seus filhos se sentem lá, pois filhos precisam de amparo, de cuidado, de olhares atenciosos nas madrugadas, e não apenas de alguém que beije um joelho ralado e diga que vai sarar.
Há tantas coisas que também precisam ser saradas…
E a mais urgente das feridas, talvez, seja o tempo que estamos ofertando àqueles que um dia contarão sobre nós, ou pior, o tempo que não estamos vivendo juntos. A vida é corrida, queridos provedores, mas essa mesma correria, inesperadamente, termina num velório. Por isso, olhemos mais para quando os filhos estão silenciosos, porque, às vezes, eles querem gritar e não são ouvidos. Olhemos mais para as dores físicas que sentem, pois podem não ser físicas, e sim da alma. Preocupemo-nos mais com os amigos que andam com eles, porque esses mesmos colocarão farelo ou caviar para nossos herdeiros. Ouçamos, também, quais são os anseios de nossos filhos, para que não deixem o mundo ouvir, porque o mundo bate com mãos de aço, e quase nunca tem alguém para assoprar.
Nunca é tarde para buscarmos retomar laços e desatar nós, porque enquanto estamos aqui, – e é aqui mesmo -, podemos recomeçar. Nada pode ser mais doloroso do que ter que ir até a sepultura de quem amamos para ler uma carta de perdão, daquelas que dizem: me perdoa por não ter sido um pai melhor; me perdoa por não ter sido uma mãe que lhe ensinou valores porque eu tinha que trabalhar para que não lhe faltasse comida; me perdoa por não ter acreditado que você ainda precisava de mim; me perdoa por ter preferido o sofá a ter que se sujar no chão com você; me perdoa por saber que eu poderia ter feito o melhor de mim.
 
Para aqueles que são pais, e para os que ainda serão, cabe à mesma oratória, porque se colocamos pessoas nesse mundo, é nosso dever fazê-las evoluir, sobretudo, fazendo o bem e contribuindo para a felicidade do próximo. Os filhos são reflexos dos pais, ainda que haja exceções. No entanto, não se pode acreditar que o mundo ensina melhor, porque o mundo oferta conseqüências de um lar em desequilíbrio.
Que possamos perceber que, de alguma forma, os pais são observados por seus filhos, que reparam na roupa escolhida para determinada ocasião, na maneira como cuidam das pessoas na hora da dor e da raiva, nas palavras que dizem quando tudo está dando errado e, principalmente, como tratam a mãe. Por isso, vale refletir se estamos sendo bons e coerentes espelhos para nossos filhos.
Às vezes, por mais bobo que possa parecer um momento de um pai para com um filho, tenha certeza de que na vida daquele que está crescendo, qualquer instante junto faz a diferença. E, também, queridos pais, por favor, não se escondam atrás de suas quedas, derrotas, e dores, pois seus filhos vão perceber e, no fundo, se vocês perceberem mais, eles querem apenas, por meio de seus descontentamentos, crescerem ao lado de vocês, ou estarão eles imunes aos altos e baixos da vida?

Pais, não se envergonhem por não serem super-heróis! Sejam apenas o que Carl Jung diz: Ao tocar uma alma humana, seja apenas outra alma humana.
Pais, quando acharem que não sabem viver, lembrem-se de que seus filhos também não sabem. Por que não viverem juntos? Antes que esse junto, não exista mais? Então, não sobrevivam, vivam com todo o tempo precioso do amor.
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