Quanto custa o seu tempo?

 

O que é mais importante para nós nessa vida? O que será que temos feito com os sonhos?  Será que estamos deixando-os nas gavetas do medo? Até onde nossos olhos de bondade alcançam as almas solitárias? Já pensamos se, também, não somos essas almas? Se pararmos, por um minuto, em frente ao espelho, perceberemos que há um vazio em nós, nessa geração, nesse planeta. Mas que espaço não preenchido é esse? Dizem que é a ausência de um sentido para a vida.
 
Mas e como se acha esse sentido? A primeira maneira de encontrá-lo é, muito antes, querer achá-lo, ou seja, todo tempo, oportunidade e energia, nos foi dado para mudar tudo para sempre. Mas e quando o efêmero parece mais acolhedor e correto?
 
O que vemos, atualmente, é uma enorme confusão, principalmente quando nos deparamos com aquilo que queremos, em face do que realmente precisamos. Isso quer dizer, se ao menos nos esforçarmos para clarear as ideias vendidas, que queremos chocolates e roupas da moda quando, na verdade, precisamos de alimentos. Dizemos precisar do último carro lançado, quando precisamos é de pés mais fortes; fortes para fugir de tantas vitrines da ilusão. Ninguém precisa da maior casa do bairro, mas de um lar onde se possa achar refúgio das ideologias comercializadas para almas que, por medo de dizer não, aceitam o que o vento soprar. E esse vento é o capitalismo, o modismo, o quase novo Deus de um planeta carente de ações sustentáveis.
 
Nosso tempo é o que temos de mais precioso. No entanto, o que tem sido chamado de precioso é o que está à venda, ao invés de ser o que podemos oferecer, isto é, nosso tempo em prol do aperfeiçoamento humano.
 
Daqui alguns anos, talvez, estaremos sentados em uma inescapável cadeira de balanço. Haverá rugas por cada parte de nosso corpo, enquanto a alma buscará por semelhanças com o planeta, ou seja, tudo estará – ou talvez já esteja -, se deteriorando. Será por que escolhemos comprar mais do que reciclar? Será por que nossos pensamentos seguiram mais os impulsos do que a vontade de construir relacionamentos, amizades, e carreiras s
sólidas?
 
Um dia o tempo será nossa maior ambição, essencialmente se hoje consumir for nossa maior necessidade. Por isso, espero que estejamos preocupados com o que faremos hoje e amanhã, pois o ontem já é uma história escrita pela irresponsabilidade e incoerência daqueles que aqui habitam.
 
E essa incoerência está alicerçada sob a vontade de querer ter tudo ao mesmo tempo, sem perceber que não adianta querermos nos exibir com produtos e vestimentas, porque corremos o risco de sermos invejados, assim como querer receber aplausos daqueles que estão por cima, também é uma insanidade, pois, de qualquer forma, nos olharão com superioridade.
 
Será que agora compreendemos que posição não nos leva a nada? O que estamos fazendo sentados ao invés de usar o tempo que temos para construir um coração sustentável e assim distribuir o amor que há nele? Dizem que dessa forma, dividindo, se pode tornar um arquiteto da igualdade. Não é justamente isso que nos falta, mas que as vitrines tentam vender?
 
Mas não falo dessa igualdade passageira e sem propósitos – de ter o mesmo celular que todos -, e sim das mãos unidas pela consciência, consciência de que precisamos uns dos outros, para proporcionar qualidade de vida ao mundo que nos foi dado e as pessoas que nos são emprestadas.

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