maio 2015

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Licença Poética

Eu prefiro, tão bem, viver uma licença poética crônica. Viver de licença, da licença de não ter que pedir nada a ninguém. Nada ao tudo, já que as grandes coisas, que dão para a vida, surgem como que numa cartola mágica. Espontaneidade, agradeço. A poética é caso de poucos, pra poucos. A poética é um turbilhão bobo, um evento banal e corriqueiro, pintado à mão de criança. Sim, a poética é um estilo de vida completamente pueril. O que está nessa inocente graça são coisas que não sabemos usar, esquecemos, deixamos para trás. Vem desde um passado recente, de qualquer bala que adoçava o dia, ou do gesto carismático de mandar beijo para alguém, suscitando outra comoção sem sobrenome.   Licença, isso vem de nós. Isso é um rompimento, quebra de silêncio, uma anistia à falta de virtude. Que duro é se permitir, que duro é se deixar, que duro…

Quando devolvem o amor-próprio?

banco de imagens Pixabay Há quem diga que ter um ‘’grande amor’’ é importante. Mas há quem afirme que viver sem esse ‘’grande amor’’ é mais importante ainda, porque, talvez, antes de nos entregarmos para alguém, precisamos nos devolver para nós mesmos. Mas o que é isso? Devolver-se é perceber que não pode deixar de ir ao cinema só porque não está acompanhado, pois o filme será lindo da mesma forma. Devolver-se é, também, compreender que mesmo a cama de casal sendo maior, ela é perfeita para seu descanso, pois, muitas vezes, temos o lado esquerdo preenchido e, mesmo assim, nos sentimos sozinhos. Não faz muito sentido, né? Carecemos por acreditar que as pessoas devem ser nossas de qualquer forma, assim como pouco compreendemos sobre o amor. E se esse sentimento for subjetivo? Cansaremos o coração buscando por definições daquilo que é indefinível? Nos falta perceber e aceitar que os…

Compostagem: Bom para o planeta, ótimo para sua saúde!

Foto: Luciana Murakami Segundo dados da prefeitura, todos os dias na cidade de São Paulo são gerados 20 mil toneladas de lixo, sendo que deste total 12 mil toneladas são de lixo domiciliar. Acredito que cada um de nós é responsável pelo seu próprio lixo e não adianta achar que nossos governantes conseguirão resolver todos os problemas que nós diariamente ajudamos a criar. Há algumas décadas já se fala em reciclagem e muitas pessoas separam o lixo orgânico dos materiais que poderão ser transformados e reutilizados. Mas, infelizmente, a cidade recicla apenas 2% deste percentual e apesar de existir um plano municipal para ampliar este valor para 10% isso só acontecerá em 2016. Enquanto isso, toneladas diárias de lixo continuarão sendo jogadas nos poucos aterros sanitários disponíveis. Então o que fazer? Além de reciclar, evitar o desperdício é algo que pode ser trabalhado em nosso dia a dia. Precisa imprimir?…

Hoje eu só quero que o dia termine em Carpe Diem

            Hoje eu quis uma nova vida. Hoje eu abri a janela, o céu estava azul (de novo, e não à toa), a cortina dançou na manhã. Hoje eu quis mudar, deixar para trás o que não serviu, rasgar o casulo. Hoje eu quis Carpe Diem, ao menos só hoje. E o que de mim fica é o que impede, é o que retorce, de que nada adianta permanecer assim. São minhas perdas, fracassos, a desistência de um amor não recíproco, um bilhete amassado de mentiras. Outros gestos, o que não fui, o que não deveria, o que amordaçou, calou, doeu. Todavia, hoje não poderia ser assim. Acho que o agora é pra brinde. Um brinde solitário, solidário comigo, talvez por piegas, ou acreditar que ainda estou vivo. Que seja. Quero música, um ritmo cadenciado, embevecido, com êxtase nos passos da sala, onde eu…

Você tem medo de mudança ou encara qualquer desafio?

O quanto sou resistente à mudança? Gostaria de convidá-los a refletir sobre este tema a partir da sua experiência. Quando se pensa em mudança o que vem a mente? Qual é a sensação que aparece? Insegurança, entusiasmo, motivação, angústia, desconforto, curiosidade, medo. Segundo Heráclito, filosofo pré-socrático, a única coisa permanente é a mudança, portanto, este é um processo inerente à condição humana. Sejam todos bem-vindos a esta experiência. Quantas vezes lutamos contra uma mudança ou quantas vezes resistimos a ela? Por que isto acontece? O conhecido é um lugar que acalma, que tranquiliza, que traz conforto, traz sensação de poder. Mas sem dúvida é também um lugar que aprisiona, pois o torna blindado ao novo, ao que se pode revelar. A mudança traz a todo o momento a abertura para o não saber.  O quanto é possível tolerar o não saber em uma sociedade em que ter controle e saber…

Quanto custa o seu tempo?

O que é mais importante para nós nessa vida? O que será que temos feito com os sonhos?  Será que estamos deixando-os nas gavetas do medo? Até onde nossos olhos de bondade alcançam as almas solitárias? Já pensamos se, também, não somos essas almas? Se pararmos, por um minuto, em frente ao espelho, perceberemos que há um vazio em nós, nessa geração, nesse planeta. Mas que espaço não preenchido é esse? Dizem que é a ausência de um sentido para a vida.   Mas e como se acha esse sentido? A primeira maneira de encontrá-lo é, muito antes, querer achá-lo, ou seja, todo tempo, oportunidade e energia, nos foi dado para mudar tudo para sempre. Mas e quando o efêmero parece mais acolhedor e correto?   O que vemos, atualmente, é uma enorme confusão, principalmente quando nos deparamos com aquilo que queremos, em face do que realmente precisamos. Isso…

Rir é o melhor remédio, então ria de mim!

    Foi quando reclamar parecia mais sensato. Quando o desespero servia como possibilidade plausível. No instante em que a sorte negou suas virtudes. Pedi ao meu Eu: “Ri de mim”.   Verdade que dias, ou menos dias, aparecem com mais aborrecimentos que contentamento. Mais tédio que entusiasmo. Vontades de chorar que salgam o abrir largo da boca num sorrisão. É a grana curta, o problema familiar que dói mais em nós. O amor mal resolvido, o amanhã que vem indeciso. Tantos são os motivos que abalam, a trazer preocupação quanto aos seus desfechos. Ri.   Ri, sim. Falseei as intenções, não havia alternativas. Estava mais para suicídio de expectativas que propriamente redenção de felicidade. O início era desvairado, mas a única alternativa restante. Rir. Já havia ouvido que rir de tudo é desespero. Então vamos lá, quem sabe uma deprê com mais cores transforma a solidão em carnaval.   Ria dos…

Estamos na Revista Universo Místico

Como é bom ver nosso trabalho ganhando mais espaço na mídia. A cada nova divulgação conquistada de forma espontânea, sinto que o propósito do blog em propagar boas palavras, bons textos sobre a preservação do planeta, qualidade de vida e reflexões sobre a felicidade e outras questões tem agradado nosso leitor. Cada comentário deixado no blog ou na fanpage preenche nossos corações (o meu e o dos colunistas) de alegria, contentamento e mais felicidade!Quando a jornalista Vitória Neves me contatou solicitando para publicar o texto “Temperos na janela: orgânicos, saudáveis e versáteis” na Revista Universo Místico fiquei tão feliz que aceitei na hora essa parceria. Tenho a certeza de que os objetivos dos dois canais de comunicação estão em fina sintonia e que muitas outras parcerias acontecerão. Indico também a leitura de outros textos do Universo MísticoGanhamos também mais uma citação no blog Verdi Comunicação do querido publicitário Valter Faria, que…

Corações como mercadoria?

Banco de imagem do Pixabay Há quem diga que os relacionamentos são como produtos numa vitrine. Será? Se forem ou não, é inevitável dizer que, hoje, as pessoas estão desistindo de si, assim como desistem do outro com muita facilidade, o que nos iguala ao Shopping Center, uma vez que o mesmo traz, em seu poderio, o despertar dos impulsos para, após a compra, mostrar-nos o verdadeiro sentimento de nossas ações, isto é, ainda somos prematuros e deixamos o imediatismo ser o alimento do dia a dia.   Falando nisso, será que pensamos sobre a instantaneidade infiltrada em nossos corações impulsivos? Isso quer dizer – sem dramatizar, mas com  coerência -, que os envolvimentos contemporâneos são, de fato, como celulares que, uma vez considerados retrógrados, logo são trocados, sem remorsos pelo comprador.   Muitas vezes, ou na maioria delas, somos esses compradores, e quando não é pior, deixamos que nos…

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