Entendendo como tudo começou…

O discurso da sustentabilidade, oriundo de grupos minoritários até então ─ambientalistas, militância anticorporação, movimentos sociais, etc. ─ começa a ocupar espaço privilegiado, conquistar a grande mídia e a agenda internacional, sobretudo, a partir da conferência ECO-92. Ao entrar para o mainstream, a sustentabilidade desponta como nova tendência, capaz de influenciar as ações de governos, empresas e indivíduos. Nossa correlação com o meio ambiente fica cada vez mais evidente e ignorar esse fato é uma missão quase impossível. Afinal, estamos sentindo na pele todos os efeitos das mudanças climáticas.

Nesse contexto, o discurso da responsabilidade social empresarial e do consumo dito consciente pode ser entendido como estratégia de negócio e de fortalecimento da imagem corporativa e reputação das organizações. A busca por melhor visibilidade da marca pós-moderna fez com que algumas empresas ocupassem papel mais social e investissem em ações outras, que valorizassem sua imagem institucional, criando projetos que atendam aos anseios dos stakeholders e da opinião pública e sigam as tendências socioculturais (SEMPRINI, 2006).

Podemos, por isso, perceber que estamos diante de uma sociedade civil mais organizada e que o consumidor assume também o papel de cidadão ativo ao reclamar seus direitos, não comprar peles de animais em extinção, por exemplo, privilegiar a aquisição de materiais orgânicos, não adquirir produtos de empresas que exploram mão de obra infantil ou que provocam desgastes ambientais.

Assim, analisamos o consumo não como ato de compra apenas, mas como mediador das relações sociais quando não somente consumimos objetos, serviços e símbolos, mas, por meio do consumo, significamos nossos valores e nos distinguimos na sociedade (CANCLINI, 2008).

Referências Bibliográficas
CANCLINI, Nestor Garcia. Consumidores e cidadãos: conflitos multiculturais da globalização. Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 2008.

SEMPRINI, Andrea. A marca pós-moderna: poder e fragilidade da marca na sociedade contemporânea. São Paulo: Estação das Letras Editora, 2006.

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