Monthly Archives for fevereiro 2015

Nosso infinito particular

Vida Saudável - Chirles Oliveira - 28 de fevereiro de 2015

Momento de contemplação nos jardins do trabalho. 

A semana foi bem produtiva e seu diferencial foi o Curso Introdução aos Pranayamas (Práticas Respiratórias do Yoga) que participei de 23 a 27 de fevereiro, no CEPEUSP.
Aliar a agenda lotada com essas aulas e práticas tornou minha semana repleta de leveza e saber. 
Estudar com o prof. João Carlos Gonçalves, do Instituto Paulista de Sânscrito é realmente uma delícia. Ele discorre sobre a filosofia indiana e o sistema de Hatha Yoga com tanta maestria que inspira à leitura e ao aprofundamento no tema. Afinal, esse caminho do autoconhecimento é facilitado pelos professores e gurus, mas a caminhada é solitária e requer disciplina no estudo e na meditação. 
Mas, gostoso mesmo é praticar e os profs. Marcos Rojo e Danilo Santaella proporcionaram esses momentos de encontro com nosso infinito particular por meio da prática dos asanas e dos exercícios de respiração, ou melhor, dos Pranayamas, até chegar nos instantes de meditação.
Para meditar o caminho está na RESPIRAÇÃO!
A respiração é um dos nossos objetos de observação nas práticas meditativas. Aprendemos que o fluxo da vida, do prana está na respiração. Na expansão e na retração do fluxo respiratório, ou seja, na inspiração e na expiração, tomamos contato com o substrato do Grande Mistério da Vida. 
A respiração é vital e está presente em tudo. E não precisamos fazer força para respirar, pois é intrínseco ao homem. Mas percebê-la, com toda sua sutileza, nos permite acalmar o fluxo dos pensamentos e avançar na jornada do autoconhecimento.
E numa sequência de inspiração, expiração, pausa com concentração e envolvimento. A mente se acalma…os pensamentos não somem, mas diminui a intensidade. E num lampejo, num dado instante senti um VAZIO…fiquei contemplando aquele instante. Não tinha pensamento…havia um sentir mais profundo e uma alegria interior. Uma sensação luminosa. 
Claro que depois pensei e esquematizei o que tinha sentido. E decodifiquei o lampejo daquela sensação. E me perguntei: Por que não faço isso todos os dias? Por que não me dedico na arte e nas técnicas da meditação? 
Então, este será meu grande desafio…praticar yoga e meditação com mais frequência, de preferência todo os dias. Tomara que eu consiga! E deixo o desafio a quem se sentiu inspirado!

Por que a sensação é tão rica, traz uma alegria diferente, uma leveza e discernimento, traz plenitude e saúde! É daqueles encontros que queremos mais. Pois é um encontro com algo muito particular e infinito… com a nossa Essência!

Namastê! Gratidão!
Abraço fraterno!
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Minha mãe é uma cidadã sustentável!

Sustentabilidade - Chirles Oliveira - 21 de fevereiro de 2015

Filha de peixe, peixinha é!

Antes de decidir pelo Jornalismo, queria fazer Biologia Marinha (as reportagens sobre o fundo do mar me fascinavam). Pensando bem – e só agora me dou conta disto –, esse encanto pela natureza é um traço na minha vida acadêmica. Sou formada como técnica em Geologia na antiga ETFRN[1], em Natal, hoje IFRN[2].
No meu tempo de faculdade, não existia sequer discussão sobre Globalização, muito menos Meio Ambiente, Mudanças Climáticas ou coisas afins. E, por isso, atribuo meu interesse pela sustentabilidade aos programas Repórter Eco e Planeta Terra, que assistia na TV Cultura.
Se existia uma semente de interesse, ela encontrou um terreno fértil quando decidi estudar no Mestrado exatamente essa temática. Eu queria pesquisar sobre algo que mexesse comigo, que fosse apaixonante.  E minha dificuldade como pesquisadora foi exatamente aprender a me distanciar e olhar meu objeto de estudo com imparcialidade, sem levantar bandeiras. Dei trabalho para minha orientadora Gisela Grangeiro da Silva Castro, pois ora sim, ora não lá estava eu militando em prol da causa no meu texto. O título da minha dissertação foi “Discurso da Sustentabilidade e da Responsabilidade Social na estratégia corporativa: comunicação em rede, consumo e cidadania”, que depois foi publicado pela Ed. Novas Edições Acadêmicas.
Pesquisei, dediquei-me e aprendi muito. Foram dois anos de um desafio instigante. E logo depois, lá estava eu sendo a professora titular da disciplina Meio Ambiente e Sustentabilidade para os alunos de Jornalismo da Universidade Nove de Julho (Uninove). Conduzia as aulas na tentativa de esclarecer sobre os impactos da globalização em vários aspectos da sociedade contemporânea inclusive no meio ambiente. Falávamos sobre mudanças climáticas, os conceitos de sustentabilidade, desenvolvimento sustentável, consumo consciente, estratégias publicitárias, greenwashing, lixo, dentre tantos outros assuntos que a disciplina, ou melhor, o tema promove.
E outras portas se abriram para eu lecionar exatamente sobre esse tema em cursos de pós-graduação.  Atualmente, leciono a disciplina de Governança Corporativa e Responsabilidade Social no SENAC, na pós de Gestão da Comunicação Integrada.
Mas, por onde anda a minha mãe nessa história? Bem, já estou chegando lá. Enquanto eu aprecio, estudo, pesquiso, publico artigos e ponho em prática esse conhecimento em algumas instâncias da vida, minha mãe é meu exemplo, meu orgulho e minha representante de cidadã sustentável. 
Penso que a necessidade faz as pessoas serem mais cautelosas com os recursos naturais. Quem viveu guerra ou seca sabe muito bem dar valor à água, aos alimentos, aos recursos que nos sustentam. Ao viver a falta, sabe-se valorizar cada gota d´água ou migalha de pão.
Pois bem, minha mãe recicla o lixo, faz compostagem, apara água da chuva para molhar as plantas ou mesmo lavar calçada (e faz isso sem ter crise hídrica em Natal/RN, faz isso por que tem consciência de que o desperdício é maléfico para o planeta). Ah! E tem mais! Adora plantas e conversa com elas, tem uma horta linda no quintal, mas seu maior orgulho é o canteiro que tem na frente de casa. 
Minha mãe é uma cidadã consciente. Recicla, Reusa e Reduz, pois não gosta de qualquer tipo de desperdício, principalmente de alimentos. Ela sempre vai pensar nos recursos que podem faltar um dia, ou nos tantos que não têm nada. Ela é uma praticante perspicaz da sustentabilidade e consegue me inspirar cada vez mais.
 #semdesperdício #cuidarparater #consumoconsciente

Cuidado diário com as plantas do canteiro. Que lindas!

Canteiro em frente a casa da minha mãe em Natal/RN


  

[1]Escola Técnica Federal do Rio Grande do Norte
[2]Instituto Federal do Rio Grande do Norte
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Temperos na janela: orgânicos, saudáveis e versáteis

Vida Saudável - Chirles Oliveira - 21 de fevereiro de 2015

Não precisa de muito espaço para você ter uma mini-horta em sua casa. O que você precisa é ter um ambiente que pega bastante sol, pois as ervas aromáticas precisam de luz, calor e água todos os dias. Ah! e uma boa dose de carinho também! As plantas são seres vivos, então, nada de abandoná-las. Quanto mais você cultivar, mais elas crescerão e lhe darão bons aromas e sabores. 
Ao voltar do trabalho hoje, decidi me presentear com a minha hortinha. Já tive outras vezes vasos com as ervas compradas em supermercados. Mas hoje aprendi que elas precisavam ser replantadas e que talvez esse tenha sido o motivo delas não terem durado tanto. Como expliquei, elas precisam de água e muito sol. De preferência, sol o dia inteiro, ou pelo menos num período do dia, por isso as coloquei na janela. Quero que elas fiquem lindas, verdes e cheirosas.
  
Segundo o especialista do viveiro, é mais fácil elas morrerem pela ausência do sol do que pelo excesso da água. Mas, claro, equilíbrio é tudo na vida, inclusive na vida das plantas. Mas, o que ele não me disse e que aprendi lendo a matéria “Como cultivar temperos”, da revista Vegetarianos (nº 99, de janeiro de 2015) é que a hortelã precisa está sozinha em um vaso ou jardineira, pois suas raízes precisam de espaço para se espalhar e por isso podem prejudicar o crescimento das demais. É a única erva a ser cultivada isoladamente,
Então farei uma pequena mudança e deixarei minha hortelã sozinha na jardineira. Terei que replantar o meu tomilho em outro vaso.  De todo modo, será um prazer mexer na terra e me reconectar com toda essa vitalidade natural.
Para quem se motivou a ter seus temperos em casa, as vantagens são inúmeras: 
* Você terá sempre à mão os temperos fresquinhos de sua preferência para deixar suas refeições ainda mais saborosas. Para mim, cozinhar é uma alquimia e é possível obter resultados surpreendentes com essas ervas. 
* Outra vantagem é saber a procedência. O cultivo em casa livra da preocupação dos agrotóxicos e podemos colher e usar na hora. Ou seja, ganhamos tempo e sabor.
* Os produtos orgânicos são mais saudáveis e ainda não prejudicam o meio ambiente. Então, vamos inserí-los em nosso cardápio? Melhor gastar com os orgânicos do que com os remédios no futuro, não é mesmo?
Ah! Não posso esquecer de falar das águas aromatizadas ou saborizadas. Simples de fazer e excelente para a eliminação de toxinas do nosso organismo. Como precisamos tomar um litro e meio de líquido por dia, uma boa opção é a gente mesclar sucos, chás e água normal ou saborizada com ervas como hortelã, alecrim, capim limão ou outro de sua preferência. Podemos nos arriscar nestas misturas. Tente, invente, misture e descubra o sabor que mais lhe agrada.
Uma receita bem fácil de fazer é misturar água, limão e hortelã. Fica uma delícia! Simples, gostosa e saudável! Dá para acrescentar gengibre ou laranja também!
Os chás e seu poder medicinal, revigorante e desintoxicante ficarão para outro post. Até o próximo!
#verdequetequerover   #alimentacaosaudavel #organicoemelhor

Abraço fraterno!

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Suco verde, sabor pela vida!

Vida Saudável - Chirles Oliveira - 19 de fevereiro de 2015

O suco verde de hoje foi bem especial. Ele não tinha ingredientes mágicos, mas me deu muita energia, afinal de contas ele tinha muita intenção e desejo de saúde! Bati no liquidificador maçã, salsa, coentro e spirulina (um pó à base de algas que dá essa cor verde intensa ao suco).

 sucoverde2
E não tomei de manhã cedinho. Tomei à tarde, quando retornei com muita gratidão do Espaço Natureza. Todas as quartas-feiras me dou de presente algumas horas de cuidado. Um mimo, um luxo necessário para equilibrar minhas energias neste mundo tão intenso de estímulos, de estresse, de emoções conflitantes.
Juro que estou na batalha para viver uma vida mais tranquila e saudável, mas morando em São Paulo, confesso que não é nada fácil. Por isso, estou buscando constantemente voltar-me para o que realmente importa para minha saúde e longevidade.
Entretanto, percebi que apesar de levar uma vida saudável com uma alimentação mais natural, tomando suco verde, bebendo água (nem sempre faço isso como deveria), fazendo caminhada, pilates e yoga nem sempre estou com a energia alinhada e em alta.
Por que será? Parece que estou fazendo tudo certinho e na hora H…tá sempre faltando!
É que o DETOX completo tem que ser por dentro e por fora. Precisamos cuidar de muitos detalhes sempre. Dá trabalho, é difícil, exige coragem, mas não é impossível! E vale muito a pena trilhar neste caminho de VIVER BEM!
O detox externo vem do que comemos, bebemos e praticamos de atividade física. Esse tripé é imprescindível, realmente essencial para quem quer ter saúde!
Mas não menos importante é o detox interno, aquele que devemos fazer todas as noites antes de dormir ou mesmo no meio do dia quando saímos do nosso eixo ao ficarmos preocupados, tristes, chateados, emburrados, desiludidos.
Nossas emoções são responsáveis por alterar nosso sistema nervoso e imunológico. Quando ficamos com raiva, jogamos toxinas no sangue que circulará por todo o corpo infectando nossos órgãos, músculos, juntas e desalinhando nossa energia vital.
Por isso, vamos nos lembrar de fazer diariamente um detox mental, lembrando dos acontecimentos sem dar uma importância maior do que a necessária. Sem levar para o outro dia as coisas que já são passadas e que não mudarão, mas que se ficarem guardadas como mágoas poderão afetar o futuro. Mágoa é sinônimo de doença. E eu bem sei o que é passar por isso.
Então, antes de dormir, proponho que façamos o detox mais importante, o detox interior com o propósito de viver o outro dia mais leve, mais livre e feliz!
Deixo aqui minha imensa gratidão pelos cuidados que recebi hoje com tanto zelo do Mestre Paulo (acumpulturista) e da Dona Marlene (reiki). Vocês foram dois anjos na minha tarde de quarta-feira de cinzas. Namastê!
Sai do Espaço Natureza mais leve, solta e cheia de energia boa e ao chegar em casa, tomei esse suco verde intenso e delicioso!

 

Abraço fraterno!
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A Evolução do Discurso da Sustentabilidade

Sustentabilidade - Chirles Oliveira - 18 de fevereiro de 2015

 

As críticas à cultura de consumo apontam ora para um apocalíptico “fim da história”, ora para a ingênua, embora radical, renúncia ao bem-estar material. Nasce o discurso do consumo dito consciente, conclamando os indivíduos à reflexão sobre o potencial transformador das escolhas e usos que fazemos dos produtos, expondo o consumo como um ato de cidadania. Mas há de se convir que esse discurso, muitas vezes, é ambíguo e aponta para outra direção, como no caso do discurso da sustentabilidade já traduzido em atributo de compra.
Contextualizando historicamente a evolução do discurso da sustentabilidade, consideramos que o primeiro movimento da comunidade internacional aconteceu em 1968, quando se estabeleceu a resolução 2938 da ONU, convocando uma reunião mundial para examinar problemas do „ambiente humano‟ que exigissem cooperação internacional para serem solucionados. A partir da década de 1970, esse conceito de sustentabilidade emergiu nas discussões entre países e empresas, sobretudo após a divulgação do relatório do Clube de Roma15, em 1970, e a realização da Conferência Mundial sobre o Meio Ambiente Humano em 1972, em Estocolmo, na Suécia. Nessa conferência, foi instituído o Programa das Nações Unidas sobre Meio Ambiente (PNUMA), o que encorajou a discussão da temática da sustentabilidade em todo o mundo.
Em 1983, a ONU instalou a Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento que elaborou e lançou, em 1987, um estudo mundial chamado Nosso Futuro Comum, ou relatório Brundtland. A partir de então, o conceito de “desenvolvimento sustentável” foi amplamente divulgado e institucionalizado, definindo-se “como o processo de atender às necessidades presentes sem comprometer a capacidade das futuras gerações de suprir suas próprias necessidades”. Esse relatório foi coordenado pela Ministra Gro Bruntdland, da Noruega, e é um documento histórico, por apresentar o conceito pela primeira vez.
A Primeira Conferência Mundial sobre o Clima aconteceu em Toronto, em 1988, reunindo cientistas que alertaram para a necessidade de reduzir os gases do efeito estufa. A ONU cria, então, o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), para avaliar o risco da mudança climática devido à atividade humana. A Segunda Conferência, em 1990, aconteceu em Genebra e a terceira, em 1992, denominada Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e Desenvolvimento, também conhecida como ECO-92, no Rio de Janeiro, que resultou nos tratados internacionais Agenda 21, Convenção da Biodiversidade e Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima (UNFCC, na sigla em inglês).
Pela primeira vez, foi apresentado o conceito de desenvolvimento sustentável como saída para o impasse decorrente da necessidade de continuar o crescimento econômico e considerar a possibilidade de esgotamento dos recursos naturais. Sendo assim, podemos entendê-lo como um conceito político que, desde então, passa por intenso processo de legitimação e institucionalização normativa.
Ressaltamos, porém, que o conceito de desenvolvimento sustentável, citado acima, difere semanticamente do conceito de sustentabilidade difundido na atualidade. Nesse último, surge o conceito do triple botom line, cunhado pelo britânico John Elkington (1994), sobre os três pilares que devem nortear a gestão empresarial: social, econômico e ambiental. Logo, por esse viés, sustentabilidade é promover o desenvolvimento econômico, o desenvolvimento social e o desenvolvimento ambiental. Consolidando, com mais clareza, o que as empresas, governo e sociedade civil precisam fazer para que as gerações futuras tenham suas condições de sobrevivência garantidas, compatível com o conceito do relatório Brundtland. 
Constatamos, porém, que as discussões pouco evoluíram em 20 anos. Mas, a partir da década de 1990, a problemática ambiental desloca-se do discurso vinculado aos ‘problemas ambientais relacionados ao modelo de produção’ e passa a relacionar-se aos altos padrões de consumo e estilos de vida.
Apesar da temática da sustentabilidade passar a fazer parte da agenda internacional, o avanço nas discussões ainda é lento se compararmos o que foi firmado no Protocolo de Kyoto em 1997, quando da realização da COP-31 no Japão, com a COP-15, realizada em dezembro de 2009, em Copenhague. Nessa conferência, ainda se observou a desunião do grupo dos países em desenvolvimento, encabeçado pelo BRICs (Brasil, Rússia, Índia, China e África) e os países ricos, particularmente sobre as contribuições financeiras para o combate a mudanças climáticas.
Na última conferência realizada em junho de 2012, no Rio de Janeiro, em comemoração aos 20 anos pós  Rio 92, conhecida como Rio +20, poucos avanços ocorreram. Mas, a reunião de cúpula com os principais chefes de Estados, diplomatas, representantes de Organizações não governamentais, empresários, serve como alerta e ganha amplo espaço de divulgação na mídia nacional e internacional. E assim, a população fica sabendo um pouco mais sobre o que está acontecendo no mundo com relação ao Meio Ambiente e com as perspectivas para o século XXI.
Sei que o desafio e as tensões envolvendo países e os conglomerados financeiros são imensas, pois o que rege todo o sistema é o Capital. Mas, precisamos pensar na sobrevivência do Planeta e na nossa. O que adianta ganhos estratosféricos se não tivermos uma casa para morar?  Infelizmente, os avanços são modestos frente ao grande desafio das mudanças climáticas que avançam como uma locomotiva desenfreada.
Entretanto, também é preciso reconhecer que tem muita gente consciente pesquisando, lutando, se empenhando e trabalhando duro para promover mudanças significativas seja no âmbito local (cidades, casas, indivíduos) como no global (países mais envolvidos com estas questões na busca de soluções como Japão, Alemanha, Butão). Sim lá no Butão, não se mede o sucesso do país pelo Produto Interno Bruto, eles têm outro índice muito interessante denominado Felicidade Interna Bruta (FIB)…Lindo não? Mas, esse será o assunto de outro post.
Abraços Fraternos!
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Refletir, aprender e mudar!

Vida Saudável - Chirles Oliveira - 17 de fevereiro de 2015

 

Você já se perguntou como vai querer estar quando chegar à melhor idade?
Pensar no futuro não me parece uma preocupação da nossa sociedade. Em tempos de amor líquido (Bauman) e do Império do efêmero (Lipovetsky), pensar no futuro é algo quase bizarro.
Mas vamos fazer esse exercício hoje? Quem disse que velhice tem que ser sinônimo de doença, acomodação e sofrimento? O que eu sei é que ter qualidade de vida depende das nossas escolhas no agora.
E me pergunto: Por que é tão difícil escolher viver bem? Comer bem e saudável, dormir no mínimo 8 horas e sem interrupções, (ou seja, sem insônias de preocupação!), fazer exercícios, escolher desacelerar e optar por usar o TEMPO, sim, ele, o elemento mais precioso da modernidade, com sabedoria?
Ouvimos inúmeras vezes sobre cuidados essenciais que precisamos desenvolver para termos uma vida plena. Há programação na televisão dedicada à temática do Bem Estar, literatura científica, blogs, sites, médicos e especialistas dando dicas. Enfim, uma leva de informações disponíveis para se atingir uma vida mais equilibrada.
Mas minha curiosidade passa por um questionamento básico: Por que é tão difícil fazer esse tipo de escolha? Queremos tanto a felicidade e a qualidade de vida e caminhamos no sentido, muitas vezes, contrário. Pois os excessos de todos os tipos são o avesso do EQUILÍBRIO.
Muito trabalho, muito sol, muita comida e bebida, comida industrializada, fast food, correria, congestionamentos no trânsito, stress, sedentarismo, noites mal dormidas. Enfim, essa lista aumentaria consideravelmente se acrescentássemos os fatores emocionais que atormentam a alma. (Essa reflexão ficará para outro dia).
Por que o ser humano age ou reage de forma destrutiva?  Seja consigo ou com o planeta?
Esse espaço será para refletirmos sobre essas questões. Não sei se indicarei respostas, acho que elas poderão ser construídas em conjunto com a participação dos leitores.
Que possamos usar esse espaço para inúmeras reflexões e quiçá promover mudanças valiosas em busca de uma vivência mais rica, mais plena, mais saudável e com menos dor.
Obs.: este vídeo sobre o uso do filtro solar é bem famoso, mas acredito que ele é tão reflexivo que nos ajudará a escolher o melhor.
Abraço fraterno!

 

 

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#Oquefazvocêfeliz? Vamos analisar esta questão?

Sustentabilidade - Chirles Oliveira - 16 de fevereiro de 2015

Será que precisamos realmente de tudo o que compramos? No filme “Os delírios de consumo de Becky Bloom”, vemos uma representação, de certa forma bem humorada, do “american way of life“, ou melhor, do estilo americano de viver. Mas, claro, não é uma representação apenas da sociedade americana. Esse estilo está disseminado de forma global e várias culturas baseiam-se nessa corrida  às compras desenfreadas como sinônimo de alívio de tensões, prazer e satisfação.

Trabalhamos duro, suamos a camisa para ter momentos de satisfação nas compras. Exagero ou realidade? Compras, cartões de crédito, impulsos, vitrines, foco na aparência. Armadilhas bem estimulantes vendidas como propagadoras de felicidade. Ou, ainda, como qualidade de vida.

Sim, somos envolvidos desde crianças pela cultura do consumo, no universo de shopping, lojas, moda, modismo, gostos e não gostos. Influências vindas de nossa casa, da escola, dos amigos, dos meios de comunicação, do cinema, enfim, de todos os tipos de estímulos. E é assim que funciona há séculos e continuará funcionando. Mas eis que chega um momento em que fazemos outras conexões, reflexões e opções.

E quando me pergunto o que me faz feliz? Certamente, respondo que não é o poder das compras. Pois felicidade para mim está ligada a outro tipo de percepção. Está ligada a uma realidade interior, que dá vontade de apreciar o belo, seja a arte ou a natureza, dá vontade de compartilhar com o outro as melhores experiências que podemos sentir.

Felicidade tem a ver com paz de espírito, com alegria, com quietude, com gratidão, com vitórias sobre nossos impulsos, com crescimento pessoal, espiritual e até profissional. A felicidade vem do nosso interior e das nossas descobertas. Vem da nossa missão e propósito de vida.

A riqueza da vida está no poder das nossas escolhas. E, sim, podemos fazer boas escolhas, escolhas conscientes, diferentes, e que nos provoque uma satisfação mais plena.

Abraço fraterno!

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Entendendo como tudo começou…

Sustentabilidade - Chirles Oliveira - 16 de fevereiro de 2015

O discurso da sustentabilidade, oriundo de grupos minoritários até então ─ambientalistas, militância anticorporação, movimentos sociais, etc. ─ começa a ocupar espaço privilegiado, conquistar a grande mídia e a agenda internacional, sobretudo, a partir da conferência ECO-92. Ao entrar para o mainstream, a sustentabilidade desponta como nova tendência, capaz de influenciar as ações de governos, empresas e indivíduos. Nossa correlação com o meio ambiente fica cada vez mais evidente e ignorar esse fato é uma missão quase impossível. Afinal, estamos sentindo na pele todos os efeitos das mudanças climáticas.

Nesse contexto, o discurso da responsabilidade social empresarial e do consumo dito consciente pode ser entendido como estratégia de negócio e de fortalecimento da imagem corporativa e reputação das organizações. A busca por melhor visibilidade da marca pós-moderna fez com que algumas empresas ocupassem papel mais social e investissem em ações outras, que valorizassem sua imagem institucional, criando projetos que atendam aos anseios dos stakeholders e da opinião pública e sigam as tendências socioculturais (SEMPRINI, 2006).

Podemos, por isso, perceber que estamos diante de uma sociedade civil mais organizada e que o consumidor assume também o papel de cidadão ativo ao reclamar seus direitos, não comprar peles de animais em extinção, por exemplo, privilegiar a aquisição de materiais orgânicos, não adquirir produtos de empresas que exploram mão de obra infantil ou que provocam desgastes ambientais.

Assim, analisamos o consumo não como ato de compra apenas, mas como mediador das relações sociais quando não somente consumimos objetos, serviços e símbolos, mas, por meio do consumo, significamos nossos valores e nos distinguimos na sociedade (CANCLINI, 2008).

Referências Bibliográficas
CANCLINI, Nestor Garcia. Consumidores e cidadãos: conflitos multiculturais da globalização. Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 2008.

SEMPRINI, Andrea. A marca pós-moderna: poder e fragilidade da marca na sociedade contemporânea. São Paulo: Estação das Letras Editora, 2006.

Saiba mais sobre Sustentabilidade

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Caminhada inspiradora

Vida Saudável - Chirles Oliveira - 8 de fevereiro de 2015

Circuito de caminhada do condomínio onde moro
Cuidando da mente e do corpo nesse lugar tranquilo no meio de São Paulo
E a manhã começou com uma vontade, uma vontade de fazer algo bom, diferente e saudável. Fiz um suco verde que ficou lindo e gostoso e sai para caminhar. Bem, antes publiquei no Facebook aquela foto de um suco verde vibrante, cheio de energia, cheio de nutrientes importantes para meu corpo, para minha disposição matinal. Sai para caminhar, pois meu propósito é cuidar de mim de forma global, holística: mente, corpo e espírito. Então, tentei reunir tudo isso na minha caminhada.
O lugar é lindo, cheio de árvores, flores, sons, cores, vida. E ali, caminhando para ajudar o meu corpo a responder positivamente às solicitações do dia a dia, agradeci e observei os detalhes do lugar. Sim, foi uma caminhada diferente, apesar de no mesmo lugar de sempre. Foi intensa no sentir. Não foi uma troca de passos acelerados, sem atenção no que estava ao meu redor. Observei naquele mini circuito, no meio de um pequeno bosque, a diversidade das árvores, das folhas, das flores, das pedras do caminho, dos sons. Foi uma caminhada meditativa, ou melhor, uma meditação em movimento.
A natureza deve ser observada e apreciada com muita atenção. Ao observá-la, nos percebemos imersos na sabedoria da criação, tão cheia de detalhes e sincronia. Nada é igual e há muita riqueza por toda parte. E tudo tem o seu tempo. Tudo está em equilíbrio e envolto numa paz, numa energia maior, na energia da vida. Quem depende da terra sabe disso muito bem. Muitas vezes, ouço nas reportagens da TV que a natureza está furiosa, nervosa, só falta ouvir que ela está louca. Mas é sempre mais fácil lançar a culpa para o imponderável. Uma das causas dos problemas ambientais está diretamente relacionada à maneira como o homem interfere abusivamente, gananciosamente, inescrupulosamente neste fluxo natural do tempo das coisas.
Então pensei: qual é minha missão de vida? Será que é apenas lecionar em instituições de ensino superior? Na verdade, tenho refletido sobre esse enigma há alguns dias, venho buscando essa resposta por sentir que sempre podemos fazer mais, que não devemos nos acomodar com a rotina corriqueira que levamos com tantos afazeres. Numa vida que passa tão veloz, tão digital, tão cheia de estímulos e impactos externos, voltar-se para dentro parece ser até uma aberração.
Mas uma hora, por algum motivo, nos deparamos com esse momento de encontro. Quando mergulhamos em nosso interior e nos perguntamos: – O que realmente queremos? Como usar o nosso talento da melhor forma? Como viver sem amarras, sem gatilhos emocionais limitantes, vencendo nossos medos?
Sim, a vida é um vai e vem de acontecimentos, de desafios, de momentos, de conquistas, de perdas, de alegrias, de insatisfação, de dores. Às vezes estamos por cima, conquistando tudo o que queremos. Mas a vida não é um conto de fadas. Viver é um risco e isso nos assusta. Gostamos da comodidade, da zona de conforto, das certezas. Mas nem sempre a vida se apresenta assim. De vez em quando, ela nos põe à prova com situações nada agradáveis e levamos um grande susto. São situações que desafiam a nossa forma de enxergar o mundo. E, na maioria das vezes, isso ocorre quando perdemos um ente querido, um emprego, não passamos no vestibular ou num concurso, não conquistamos aquela pessoa em quem insistimos que é a certa, perdemos a pessoa amada numa separação ou ficamos doentes, muito doentes.
Nessas horas, claro que sofremos, ficamos sem chão, queremos fugir, enterrar a cabeça num buraco como avestruz e pedimos para o tempo passar. Na verdade, queremos dormir dias para esquecer daquele pesadelo. Mas quando despertamos, o problema continua ali, nada mudou, e ele precisa ser enfrentado. E temos duas opções: aceitar e correr atrás de todas as possibilidades de solução, ou seja, transformar o limão numa gelada limonada, ou chorar, se entregar e transformar a vida em um mar de lamentações. Isso é uma questão de atitude, de escolha, de postura mental e emocional, e por que não dizer, de fé! Se optarmos por ver apenas o que falta, permaneceremos na escuridão, na reclamação e na intolerância. E esse não é o caminho para uma vida feliz. Penso que, ao caminhar e deixar a vida fluir, somos capazes de escutar, no silêncio, nosso propósito.
Quando acreditamos na força da vida, temos disposição para transformar os obstáculos em algo enriquecedor. É possível perguntar: O que aprenderei com isso? O que preciso transformar no meu interior e nos meus hábitos externos? O fator limitante não é a doença ou a perda de algo muito valioso. O limitante está na forma de encarar o problema. A limitação está em nossa mente, em nossos gatilhos emocionais, em nossos medos. Viver é agir. Enquanto há vida, há luta, há esperança, há motivações para transformar a nossa pedra bruta em brilhante.
Abraço fraterno!
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